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4º DIA - BOM JESUS

Quinta-feira, 07.08.14

Dia de festa, festa do Senhor Bom Jesus Milagroso mas também dia de muita chuva. Consequentemente dia de descanso quase absoluto.

A noite, pelos vistos, voltou a borrifar-se de chuva e, como se isso não bastasse transformando a manhã num verdadeiro manto de bruma escuro e pardacento, num torrão de persistente e irritante nevoeiro. Ao longe o eco do foguetório a anunciar a festa do Bom Jesus.

Apenas as ervas do tapete bagacinado desta espécie de Fonte Sacra, aqui mesmo ao lado de casa. Não eram muitas, mas o levanta e baixa que o seu arranque exige e a consequente dobra das costas, dói e deixa marcas. Maleitas que parecem ser permanentes e definitivas. Impõe-se não abusar. Com este tempo, imperava saber que condições, eventualmente, teria o mar, para banhos. Cais e Poça desertos. Maré bem seca. Numa ida ao mar, apenas o Aquiles enfiado na Poça. Há por ali um silêncio profundo, quase misterioso, apenas quebrado pelo marulhar ritmado das ondas e do seu desfazer-se contra os laredos.

São Mateus foi o destino seguinte. O tempo parecia ter melhorado e a chuva, aparentemente, amainara. Puro engano. São Mateus estava engalanado. Era a hora de arrematar o gado e havia missa. O templo estava repleto de fiéis, de música, de sons e de flores. Há sempre por ali vestígios do passado…A prédica do ouvidor do Faial" Terminada a missa uma chuvada como ainda se não vira por aqui. Parecia uma camada de snow, sob a forma líquida

Ir a São Mateus no dia de Bom Jesus e não almoçar ou, no mínimo, não trazer o almoço é quase como ir a Roma e não ver o papa. E se for albacora assada no forno, a aquisição torna.se ainda mais tentadora. E foi. Só parar em casa para fazer uma salada e romagem ao Multiusos. Jã não chove e cai uma calma serena. Almoço ao relento, seguido de uma boa sesta.

De tarde o mar revoltara-se, a maré estava seca, o frio e a chuva a boicotar o banho. A procissão do Senhor Bom Jesus é como que o epicentro da festa. O tempo melhorou, está fresco e permite o regresso à festa, embora, previsivelmente, exija um grande percurso a pé, com malefícios terríveis para o Aquiles. Milhares de pessoas, mais de uma dúzia de reverendos, dez filarmónicas, cinco andores, mais de uma dezena de guiões, muitas opas e muitas flores, pessoas descalço e carregadas de velas, permanente repicar dos sinos enfim um desfilar de símbolos, de penitência e de sentimentos. Uma hora!

E o mais curioso é que o almoço para amanhã está pronto. À noite, confecção de folhados com sobras de peixe fresco misturados com os restos de albacora, para um novo dia, onde se retomarão as actividades suspensas, neste meio da volta. O roteiro já está a mais de meio.

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publicado por picodavigia2 às 09:57





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