PICO DA VIGIA 2
Pessoas, costumes, estórias e tradições da Fajã Grande das Flores e outros temas.
O PRETO
O preto, minha senhora
O preto, minha senhora
Não gasta de bacalhau
Só gosta de arroz doce
E de farinha de pau
Um preto para aqui
Um preto para acolá
Outro preto sorri
Ah, ah, ah!
(Aravia ou cantilena fajãgrandense)
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JOANINHA VOA VOA
Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
E a tua mãe está no moinho
A comer pão com toucinho.
Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
Com um rabinho de sardinha
P’ra comer, que mais não tinha.
(Aravia popular fajãgrandense)
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MÃO MORTA
Mão morta, mão morta
Mão morta, mão morta
Esta é a minha porta
Mão morta, mão morta
Mão morta, mão morta
Vai bater a outra porta.
(Aravia popular fajãgrandense, usada pelas crianças para justificarem dar uma bofetada noutro)
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FERNANDINHO
Fernandinho foi ao vinho
Partiu a jarra no caminho
Ai da jarra, ai do vinho
Ai do rabinho
Do Fernandinho.
(Aravia popular fajãhrandense)
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GUERRA NA CAPOEIRA
Acordou a capoeira toda alvoraçada
A franga poedeira com crista encarnada
Achou uma espiga de milho encarnada
Vem de lá o galo e dá-lhe uma bicada
O pato marreco dá-lhe uma patada
Fica a capoeira toda alvoraçada
E assim se faz uma guerra por causa de nada.
(Aravia popular fajãgrandense)
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SE TU VISSES
Se tu visses o que eu vi
Na Canada das três voltas
Um coelho em cuecas
A calçar as suas botas
Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.
Uma cadela com pintos,
Uma galinha a ladrar.
Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.
Uma cabra a tirar água,
E um cavalo a dançar.
Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.
Uma abelha a grunhir,
E um porco a voar.
(Cantilena popular fajãgrandense)
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MESES
Trinta dias tem Novembro,
Abril, Junho, e Setembro
Com vinte oito só há um,
Os outros mais trinta e um.
Janeiro, gear
Fevereiro, chover
Março, encanar
Abril, espigar
Maio, engradecer
Junho, ceifar
Julho, debulhar
Agosto, engavelar
Setembro, vindimar
Outubro, resolver
Novembro, semear
Dezembro, nascer
Nasceu um deus para nos salvar.
(Aravias fajãgrandenses)
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UM E DOIS
Um e dois e à bolina,
Mete o pé na pampolina.
Ò rapaz, que jogo faço?
Faço o jogo do capão:
Capão sobre capão,
Conta bem Manuel João.
Se contares e não errares
Vinte e quatro acharás
Peso o melro na balança,
Peso o rei que vai para a França.
Os cavalos a correr
E as meninas a aprender.
Qual será a mais bonita
Que se deve esconder,
Atrás do burro da Inês,
Cada uma por sua vez,
(Aravia popular fajãgrandense)
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GALINHA PEDRÊS
Era uma vez
Uma galinha pedrês
E um galo francês
Morreram os dois
Ficaram só três…
Queres que conte outra vez?
(Aravia popular fajãgrandense)
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DEDOS
Dedo mindinho,
Seu vizinho,
Pai de todos,
Fura bolos,
Mata piolhos.
Este diz que tem fome,
Este diz que quer comer
Este diz que não tem o quê;
Este diz que não vai lá,
Este diz que Deus o dará.
(Aravia popular fajãgrandense)
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CADE A ÁGUA
Cade a água?
O boi bebeu-a.
Cade o boi?
Foi debulhar o trigo.
Cade o trigo?
A galinha comeu-o.
Cade a galinha?
Foi pôr o ovo.
Cade o ovo?
O padre comeu-o.
Cade o padre?
Foi celebrar missa.
Cade a missa?
Está no altar.
Cade o altar?
Está no seu lugar.
Cade a campainha?
Está na buraquinha.
Cade o campanhão?
Está no buracão.
(Aravia popular fajãgrandense)

