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PARTIDA

Quinta-feira, 14.11.13

Lenços de memórias

abanam sobre o cais.

 

Há velhos absortos,

encostados a bordões,

e crianças, inibidas,

com os olhos encharcados.

Mães, aflitas,

agarram-se a pedaços de esperança

dispersos no ar

e fazem promessas.

Namoradas soluçam,

em prolongada agoni,

escondidas entre sacos e caixotes.

 

Tantos são

os que partem…

 

Alguns partem

porque estão doentes,

dois ou três vão estudar

outros para tropa,

muitos,

a maioria, vai para a América…

 

Tantos

os que partem…

 

Muitos

já mais regressarão.

 

E

o navio,

ancorado, lá fora,

aguarda,

balança,

fumega

e tem ar

de quem se ufana.

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publicado por picodavigia2 às 00:09

ECO

Terça-feira, 12.11.13

No eco da vergasta

A memória não se perde,

Apenas se agasta…

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publicado por picodavigia2 às 23:36

O GALEÃO DE GARCIA GONÇALVES

Segunda-feira, 11.11.13

Chegaram os genoveses,

os flamengos

os bretões

e os florentinos!

 

Traziam barcos,

- pequenos batéis -

- frágeis caravelas -

navegando à bolina,

norteados pelo vento

guiados pela aventura,

sulcando o destino,

carregados de esperança,

almejando a sorte.

 

Sem o prever,

aportaram a uma ilha,

alta e esguia

onde, a sul,

havia uma enorme baía,

- uma encantadora enseada

 

E por trás da baía,

uma encosta,

com chão de lava,

mas soalheira e viçosa.

 

E os genoveses,

os flamengos

os bretões

e os florentinos,

fixaram-se ali,

na encosta verdejante,

voltada para o mar,

- debruçada sobre a baía -

arroteando,

produzindo,

edificando,

construindo maroiços.

atalhos e veredas,

transformando a lava

em chão doirado.

 

Também havia um português

- Garcia Gonçalves –

evadido do reino,

a exilar-se na ilha

por dívida

a El-Rei D. João III.

 

Uniram-se os genoveses,

os flamengos

os bretões

e os florentinos,

e, juntamente,

com o português,

(o tal que tinha uma enorme dívida para com El-Rei D. João III)

e com outros portugueses

(uns que antes, outros que depois)

também haviam demandado a ilha,

com as madeiras da encosta

e com a arte dos genoveses,

construíram uma enorme nau:

 - um galeão -

que enviaram de presente a El-Rei D. João III

que, assim,

se apiedou

e perdoou a dívida

ao tal português,

evadido do reino

- Garcia Gonçalves –

 

E aquele lugar,

encastoado entre a baía e a encosta,

com o chão atapetado de lava florida

e com o mar a espraiar-se como eira,

houve por nome:

- Prainha do Galeão.

 

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publicado por picodavigia2 às 10:51

RETORNO DO HORIZONTE

Sábado, 09.11.13

Um fluxo excelso,

mesclado,

(uma espécie de vento forte)

caiu sobre o oceano

e desfez o horizonte.

 

O firmamento,

agastado por uma força telúrica,

invisível,

desabou, lentamente,

sobre o chão   agreste

misturando-se com uma agitação,

amedrontada,

do mar.

 

Depois escureceu.

A noite envolveu a terra,

agrilhoando-a,

espremendo-a

numa imensa indefinição…

 

Mas uma nova aurora,

amanhã,

há-de restituir

e   selar

um novo dia.

 

E o horizonte, ora desfeito,

retornará,

sem tumulto

e sem vento!

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publicado por picodavigia2 às 15:49

ASSOMADA

Quarta-feira, 06.11.13

A rua onde eu nasci, plantada em comba,

Tortuosa na forma e chão possante,

Tem girassóis floridos. Sibilante,

Ágora de murmúrios, vale, lomba,

 

Cheia de gente, ao dia, alva de pomba!

À noitinha adormece refrescante,

Banhada num crepúsculo delirante.

Em laivos de silêncio se arromba!

 

As casas são de neve e as janelas,

Vigias sobre o mar. Doce visão:

- Auroras de marés, rastros de velas!

 

Das cozinhas, emanam, em cachão,

Um lufa-lufa amargo de panelas,

E um mísero perfume de mangão!

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publicado por picodavigia2 às 00:47

NOME PAZ

Sábado, 02.11.13

Com a singeleza da aurora no teu rosto,

Com o verde das montanhas nos teus olhos,

Com a murmurar das fontes nos teus lábios

E com o sossego dos vales no teu peito,

 

Só poderias ter por nome – Paz!

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publicado por picodavigia2 às 17:10

FONTE DE SILÊNCIO

Quinta-feira, 31.10.13

quando me aproximava

para te abrir

e aparar

em balde de madeira   opíparo,

a água límpida e fresca

que de ti jorrava

disfarçava a pressa

e dispunha-me

a ouvir

os pingos ritmados

que    terminada a safra,

emanavam de ti

e caíam

sobre a peanha

de onde já havia retirado o balde

 

cuidava eu,

que aqueles pingos

vinham carregados

de enigmas

que eu tentava compreender

porque me pareciam

lágrimas semelhantes

às que    tantas vezes

eu vira brotar

do rosto da minha mãe

- fonte de silêncio!

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publicado por picodavigia2 às 10:18

VENDAVAL

Quarta-feira, 30.10.13

Há barcos perdidos

no meio do oceano.

 

Há velas destroçadas

e gaivotas refugiadas em terra.

 

As nuvens correm amedrontadas

como se fossem bonecos embriagados.

 

Dos cumes dos montes

e das encostas menos soalheiras

emana um desespero arrepiante.

 

As folhas das árvores

caem,

rodopiam e enrolam-se

nos troncos nus

dos candeeiros apagados.

 

Ruas desertas

portas fechadas,

trancadas

à espera

dum novo amanhecer…

 

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publicado por picodavigia2 às 00:00

BALÃO

Domingo, 27.10.13

o balão

baloiça

e    com o vento

até retoiça

 

mas não entende

como eu

o estranho escarcéu

da voz do silêncio.

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publicado por picodavigia2 às 00:15

PODER DO LIMITE

Sexta-feira, 25.10.13

Não se pode mudar o rumo ao vento,

Com o brando acordar de um sentimento;

 

Os murmúrios das fontes não se apagam

Com ondas das marés que nos afagam;

 

E a brancura dos lírios não descora

Com o romper melífluo da aurora…

 

Mas para povoar o céu de estrelas,

Basta apenas o sonho de não tê-las.

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publicado por picodavigia2 às 00:26

SÃO CAETANO

Quarta-feira, 23.10.13

Entre o mar e a montanha se levanta,

E sobre a lava negra está plantada,

Mas quanto mais a lava é resgatada

Mais e mais São Caetano se agiganta.

 

E se da lava emerge fome tanta,

Ou se falta a fartura almejada…

No mar há a abundância desejada

E na terra é a vinha que se planta.

 

Nas encostas abundam ervaçais,

- Cerrados camuflados de fereza.

Paredes negras forram os currais!

 

Nos tijolos, o bolo inda fumega,

caldo efervescente, sobre mesa

E vinho… muito vinho, em cada adega.

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publicado por picodavigia2 às 00:03

CHÃO DE LAVA

Segunda-feira, 21.10.13

Por entre um silêncio vazio,

do seio da terra,

brotou uma fonte.

 

No início,

era um fiozinho,

ténue,

frágil,

mas malevolente

e sinistro.

 

Depois

transformou-se

em rio,

- enxurrada de lava -

persistente,

ufano,

mas agressivo

e destruidor.

 

Hoje,

esta lava

é um enorme manto verde:

- o chão benfazejo que pisamos.

 

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publicado por picodavigia2 às 00:08

VINHO

Quinta-feira, 17.10.13

uvas,

negras

perfumadas

entontecidas com a fascinação da lava.

 

uvas

doces

estonteantes

agitadas com o delírio das lavadias de Agosto.

 

uvas

sadias

amadurecidas

embaladas em lagares ancestrais.

 

uvas

esmagadas

espremidas

transformadas em mosto célico.

 

uvas

desfeitas

consagradas

a atufarem pipas opilantes.

 

uvas

limpas

transparentes

vazadas em copos de barro depauperado.

 

e foi assim

que das uvas

negras

perfumadas

doces

amadurecidas

sadias

deliciosas

esmagadas,

e espremidas

nasceu o vinho:

 - safra milagrosa de Setembro

 - sumo sagrado dos currais

  - delírio ofegante das adegas!

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publicado por picodavigia2 às 00:01

O SILÊNCIO DO ESPAÇO

Terça-feira, 15.10.13

o chão é um tapete azul

fofo

sedutor

enfeitado com pedaços de espuma

 

o céu  um gelado incandescente

excelso

atraente

mas deserto e sem limites

 

apenas um silêncio

azul e zonzo

mas colaço e meigo

(a correr de um lado para o outro)

é dono e senhor deste espaço

aprisiona-o

transformando o tempo

num amontoado de vento

 

não há coisa nenhuma

neste espaço de silêncio infinito

para além deste pássaro gigante

que nos absorve

e que caminha   veloz

como se fosse um louco parado.

 

O silêncio do espaço

é um anarquista errante

despido de desejos

e destruidor de sonhos

mas enleante

 

orgulhosamente   enigmático

e  infinito.

 

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publicado por picodavigia2 às 10:03

O RESTOLHO DOS TRIGAIS

Segunda-feira, 14.10.13

o vento trouxe a tempestade

do norte

e   com ela   amorteceu

o brilho dos trigais

 

- rebentos entumecidos

fulvos

a abrirem-se em cachão

e o Sol a amadurecer-lhes o despertar

 

- espigas amarelecidas

suculentas

a refulgirem em aromas

à espera da safra.

 

os trigais enchiam campos

recobriam vales

ornavam encostas

como se fossem tapetes

bordados com tulipas

 

floresciam   sem medo

e ostentavam-se   com destreza.

 

vendaval fatídico!

 

… e dos trigais

suculentos

e floridos

havia de ficar   apenas   o restolho!

 

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publicado por picodavigia2 às 00:04

SEQUÊNCIA

Sábado, 12.10.13

O pão que repartimos

é sabor que alivia.

 

A dignidade que vestimos    

é resguardo seguro.

 

A tranquilidade da noite

é bálsamo redentor para o dia.

 

Um olhar doce e meigo

sacode o estorvo da injustiça,

 

Sobre os limos do desânimo

podem plantar-se lírios brancos.

 

O rastro da esperança

não se apaga com a persistência. 

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publicado por picodavigia2 às 00:18

AMÉRICA DOCE

Sexta-feira, 11.10.13

Aqui

é o fim da Terra.

 

Não há mais nenhuma ilha,

após esta.

Defronte, há apenas

mar.

 

Mar,

dono e senhor das ilhas.

Mar

que as rodeia,

que as acarinha

que as protege

e que as envolve.

 

E eu,

quantas vezes,

em criança,

ao olhar esse mar enorme,

esse monte de água infinito,

sem ilhas,

pressentia,

e cuidava

que existia

ali, defronte,

uma ilha misteriosa,

e gigantesca.

 

Uma ilha boa

e doce

para onde haviam fugido meus avós,

meus tios e meus primos.

Uma ilha grande

e generosa

de onde vinham as encomendas cheirosas,

os candys e as gomas,

e as cartas com dolas.

Uma ilha para onde

também eu

sonhava partir

e que, inocentemente, chamava:

- América Doce!

 

 

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publicado por picodavigia2 às 00:21

NAUFRÁGIO

Quinta-feira, 10.10.13

nuvens desorientadas,

sem rumo!

aguarela desfeita,

crisântemo de novembro,

estraçalhado

despido de folhas…

 

e um vento fortíssimo

a cair sobre o mar

ondas em cascata

gigantescas

altivas

a confundirem a maré

 

rastro medonho…

espectro de navio naufragado.

 

e as ondas incertas

bravas,

ferozes

atafulham os destroços…

 

Quantos naufrágios

virão depois?

 

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publicado por picodavigia2 às 00:18

A SAFRA DO REMENDO

Quarta-feira, 09.10.13

Um manto escuro

caiu sobre a tarde,

atordoando-a.

 

Um vento forte,

mesmo destemido,

ameaça confundir a noite.

 

Há gaivotas perdidas

sobrevoando o cais abandonado:

- Anúncio, flagrante, de procela.

 

Pescadores,

com o rosto tisnado de caligens,

refugiados nas abas das rochas,

sentados sobre pedaços de ossos de baleia,

com mãos tremulosas e olhos ondulados,

remendam redes.

 

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publicado por picodavigia2 às 00:44

MAR

Terça-feira, 08.10.13

O mar…

é um tonto,

porque sabe a mar,

mas não sabe amar.

 

O mar

é um louco

porque umas vezes amansa,

mas nunca descansa.

 

O mar

é um estranho

porque, apesar de infinito,

não houve o meu grito.

 

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publicado por picodavigia2 às 00:19

O VALE DAS CASCATAS DESLUMBRANTES

Segunda-feira, 07.10.13

Cascatas de silêncio verde! Uma,

A maior, em torrente se despeja

No encanto de um lago e logo alveja

Solarengos respingos. - Doce espuma!

 

Outra, além, de salpicos se perfuma,

E agitada p’lo Sol que a flameja

Corre veloz, p’ro mar, que a corteja.

Enquanto se enfurece e avoluma.

 

A mais pequena, aqui, tem ao redor

Freixos, choupos e álamos içados,

A esgueirarem-se altivos - com fulgor.

 

E se houvesse desertos circundantes,

Seriam verdes e de silêncio alados,

No Vale das Cascatas Deslumbrantes.

 

NB – Qualquer semelhança entre este “Vale das Cascatas Deslumbrantes” e o Vale da Fajãzinha, na ilha das Flores (Açores) é mera coincidência.

 

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publicado por picodavigia2 às 00:04

A ILHA MONTANHA

Domingo, 06.10.13

No magro chão de lava há perfume  

E o fluxo das marés sabe a frescura.

O Pico é um retalho de verdura

Do sopé da montanha até ao cume.

 

E se as fontes andejam de secura

Ou se o chão treme e arde em cruel lume

- Dias de terror, laivos de negrume -

O mar se abre logo. - Tanta fartura!

 

Zonzos, os currais negros dos vinhedos

Transformam esta lava em doce mosto!

Trabalhos tão sofridos são folguedos…

 

E nesta ilha de lava ressequida,

Até festas e folgas, em Agosto,

Joeiram o chão seco, dão-lhe vida!

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publicado por picodavigia2 às 00:10

GUERRA

Sábado, 05.10.13

 

Gravaste sulcos dolorosos,

Estigmas,

Com fumos de pólvora cinzenta.

 

Os ruídos, aparentemente adocicados, das madrugadas

Eram o eco dos canhões,

O ribombar dos morteiros,

O ronco dos obuses

Que, nas noites anteriores,

Escuras, solitárias e aterradoras,

Esvoaçavam,

Sem cessar.

 

Por vezes,

Explodiam minas e rebentavam granadas!

 

Tiros de metralhadoras estouravam em cachão,

Quase perfuravam os ouvidos!

 

Corpos decepados

- Velas desfeitas de barcos naufragados.

 

Corpos ensanguentados

- Cachos de uva, espremidos em prensa.

 

E…

Um medo, enorme, do dia seguinte,

 

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publicado por picodavigia2 às 00:03

INCÊNDIO

Quinta-feira, 03.10.13

 

labaredas

fulvas,

atiçadas,

em catadupa,

contra árvores

preludiais,

desprevenidas

 

um sopro impossível

a apagá-las

 

…cinzas

faúlhas

e pó

 

terra ressequida,

morta

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publicado por picodavigia2 às 23:50

ANGRA

Quinta-feira, 03.10.13

Há um fumo de maresia

A ornamentar as janelas que nunca se abriram.

 

Há um hino de silêncio

A atapetar as ruas que nunca se povoaram.

 

Há uma chuva de caligem

A tingir de negro os rostos que nunca se encontraram.

 

Há uma Angra estilhaçada,

Perdida entre o restolho dos vulcões

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publicado por picodavigia2 às 00:06

LIVRO INICIAL

Quarta-feira, 02.10.13

Foi na Ponta,

que se abriu o livro,

inicial,

simples

e branco.

Sem letras,

sem palavras

e sem frases,

escrito com o murmúrio, brando, da água das cascatas

e com o sussurro, agressivo, da maresia.

 

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publicado por picodavigia2 às 00:32

LUA

Terça-feira, 01.10.13

Deus

só fez o Mundo

porque,

ao redor dele,

te

queria

colocar,

- Lua!

 

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publicado por picodavigia2 às 00:03

O ECO DOS VULCÕES

Segunda-feira, 30.09.13

por mais que sopre

e se agigante,

a brisa matinal

nunca apaga,

desvanece,

ou sequer

alivia

os sulcos

e as rilheiras

gravadas

no chão lávico,

pelo eco,

estonteante,

dos vulcões.

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publicado por picodavigia2 às 00:11

PAISAGEM A OESTE

Domingo, 29.09.13

 

Na encosta soalheira,

um amontoado de casas,

desordenadas,

pobres,

humildes,

simples

mas branquinhas.

 

Casas

cheias de nada,

a abarrotar de desejos,

carentes de destino,

mas iluminadas

com o perfume

do poejo

e da cidreira.

 

Ao longe,

mas muito distante,

… a América.

 

 

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publicado por picodavigia2 às 15:05

MONCHIQUE

Domingo, 29.09.13

 

Lá longe…

O Monchique!

Negro, abrupto e a pique.

 

Um rochedo

Que arrepia,

Encravado na maresia.

 

Ao redor,

Rolos de espuma,

Fantasiam-no de bruma.

 

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publicado por picodavigia2 às 00:48





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