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A ALDEIA DAS FORMIGUINHAS

Domingo, 04.05.14

No meio dum campo muito grande de milho, havia uma pequenina aldeia somente habitada por formiguinhas. Nessa aldeia havia uma formiga muito especial, pois era ela que mandava em todas as formiguinhas da aldeia e, como ela tinha muito que fazer, todas tinham que trabalhar para a alimentar. Mas, muitas formiguinhas pensavam que ela era muito preguiçosa. Não ajudava as formiguinhas a trabalhar, muitas vezes ralhava com elas, não as tratava muito bem e comia quando lhe apetecia a comida que as outras formiguinhas cozinhavam. As outras formiguinhas criticavam-na porque ela passava o dia inteiro sem fazer nada e ralhava com elas e não dava valor aos trabalhos que as outras formiguinhas se desdobravam a fazer. Por isso muitas formiguinhas achavam que ela, a rainha, era má aquela formiga rainha. As formiguinhas, coitaditas lá iam trabalhando dia e noite, ouvindo, pacientemente, a rainha, sempre a ralhar com elas, sem terem coragem de lhe dizer alguma coisa.

Ora havia naquela pequenina aldeia, uma casinha mais afastada das outras, onde vivia uma formiga que não se conformava, nem concordava com o que a rainha dizia, nem com as atitudes que tomava. Entre todas as formiguinhas ela era a que mais se revoltava conta a rainha, Achava que nem era preciso haver uma rainha. Ela também trabalhava muito, fazia tudo muito bem feitinho, tinha muito juízo, pensava muito com a sua cabecinha. Pensava, pensava, fartava-se de pensar e não aceitava a maneira como a rainha tratava as formiguinhas, nem concordava com o que ela dizia, achava que ela devia trabalhar como as outras. Cada vez mais furiosa com o que via, perguntava a si própria:

- Porque será que ela só come o melhor, está sempre a dormir e não faz nada?

Certo dia saiu da aldeia. Afastou-se, começando a caminhar por entre o milho, para buscar umas ervas muito verdes, muito frescas e muito tenrinhas que a rainha precisava. Lá foi andando, andando até se cansar muito, pois o lugar para onde ia era muito longe da sua casa. Muito cansada e aflita, com medo de se perder, parou â beira do caminho, para descansar e para respirar um pouquinho. De repente ouviu um barulho que lhe parecia água a correr... Andou mais um pouquinho e viu um rio muito pequenino onde corria água muito clara, muito limpa e muito fresquinha.

- Que maravilha! – Disse ela. - Um riacho com tanta água, tão limpa! E parece muito fresquinha.

Como estava muito cansada e cheia de sede, aproximou-se para beber. De repente o rio começou a crescer e a formiguinha, quando tentou chegar à beira da água para beber, ouviu uma voz que lhe perguntou:

- Precisas de ajuda?

Assustou-se e olhou à volta para ver quem falara com ela. Então ela viu que à sua frente, bebendo água e ao mesmo tempo tomando banho no rio, estava um grande elefante.

- Ui! Como tu és grande e forte! – Disse a formiguinha admirada e, aproximando-se, pediu licença para também beber água.

- Ora formiguinha a água é de todos e para todos. Bebe à vontade e deixa que eu te ajude a dar-te um pouquinho dela. – Disse o elefante.

Assim o fez. Encheu a sua tromba de água e estendeu-a à formiguinha para que ela bebesse. Ela ficou admirada e maravilhada, pois na aldeia tinha que pedir licença à rainha para beber água e muitas vezes a rainha não a deixava beber. Contou então ao Elefante como vivia na sua aldeia, como ela e as suas amigas eram tratadas pela rainha e que não estava nada contente. O elefante, depois de a ouvir atentamente, explicou-lhe:

- Tu não vives sozinha, vives em grupo com outras formiguinhas assim como eu vivo em grupo com outros elefantes. Mas no grupo tem que haver regras, uns fazem o seu trabalho, mas tem que haver alguém que os oriente, que olhe por todos. Ora é isso que faz a rainha, por isso todas as formiguinhas devem ajudá-la e colaborar com ela.

A formiga percebeu a lição e voltou para casa um bocadinho envergonhada. Antes, porém, apanhou a ervinha que a rainha precisava e percebeu que tinha que respeitá-la, ajudá-la e viver em paz e amizade com a rainha e com todas as outras formiguinhas.

Só assim é que todas seriam felizes.

 

NB – Texto adaptado

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publicado por picodavigia2 às 22:22





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