PICO DA VIGIA 2
Pessoas, costumes, estórias e tradições da Fajã Grande das Flores e outros temas.
A LENDA DA QUEBRADA DAS COVAS
Contava-se antigamente, de maneira que parecia mais uma lenda do que um fato histórico, que os primitivos habitantes da Fajã Grande se haviam estabelecido na margem direita da Ribeira das Casas, junto à Rocha das Covas, no local onde há vestígios de uma enorme ribanceira. Segundo essa lenda teria sido naquele local que se formou o primitivo povoado e o nome da Ribeira poderá muito bem ser a prova desse facto. Se a Ribeira se chama das Casas é porque, muito provavelmente, nalgum tempo, terão existido casas junto dela. Mas na década de cinquenta, naquele local, apenas havia moinhos. Pode até concluir-se que a população demandasse e se fixasse, inicialmente, naquele local por ser mais abrigado, sobretudo dos ventos que soravam do norte e do leste. Diz a lenda que estes primeiros habitantes foram obrigados a abandonar este local pelo motivo de ter caído ali uma enorme ribanceira, soterrando todas as casas e terrenos circundantes, tendo, no entanto, a maioria da população fugido a tempo. Talvez ficaram alguns velhos e algumas crianças, incapazes de fugir e de não terem quem os salvasse. Os habitantes resolveram então estabelecer-se no local onde é hoje o lugar da Fajã Grande. Ali ficou para sempre o vestígio da enorme quebrada, a Quebrada das Covas.

