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ABANDONO

Quarta-feira, 07.05.14

Orvalho matutino derramado,

Na intempérie de um estro adormecido,

Reflexo de um deserto esquecido

Sobre cinzas e areias. Desolado!

 

Orvalho ténue, desfeito, caído,

De destino cruel desembainhado

Em sôfrego lamento assinalado

Em estranho pensar sempre envolvido.

 

Tu és talvez alguém que se perdeu

Que na ânsia de encontrar, nunca encontrou

Na certeza de dar, nunca se deu.

 

Tu és talvez alguém que à dor se converteu,

Que nos laços da morte se embalou

E distante de mim sempre viveu…

 

Angra 1976

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publicado por picodavigia2 às 19:59





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