PICO DA VIGIA 2
Pessoas, costumes, estórias e tradições da Fajã Grande das Flores e outros temas.
ANOS CINQUENTA – 1ª PARTE
Quando fiz o estágio pedagógico, integrei um grupo, cujos elementos eram oriundos das mais diversas regiões e localidades. Na altura o referido estágio, condição necessária para se obter a profissionalização no ensino e concorrer aos chamados lugares efectivos do quadro das escolas, chamava-se “profissionalização em exercício” e tinha a durabilidade de dois anos. Para além da componente lectiva, a “profissionalização em exercício” implicava duas outras vertentes de actividades que deviam constar nos planos individuais de trabalho de cada formando: a escola e a formação. Relativamente a esta, exigia-se a cada estagiário que apresentasse ao longo de dois anos, uma série de trabalhos de estudo, pesquisa e aprofundamento de alguns temas relacionados com as disciplinas que leccionavam, que seriam apresentados semanalmente, alternando-se, obviamente, a participação dos vários estagiários.
Por sugestão de alguns estagiários, com a aprovação do Orientador, dado que os elementos do grupo, na realidade, pouco conheciam dos mais remotos recônditos rurais açorianos, foi-me proposto que, numa das várias sessões semanais destinadas à formação que eu devia orientar, apresentasse uma síntese em que lhes desse a conhecer aquilo que eram os Açores, na sua pureza original, na sua ruralidade mais genuína, descortinando um pouco dos seus costumes, tradições, vivências, actividades, etc. Com esse objectivo, elaborei, na altura, um pequeno texto sob o título em epígrafe, através do qual tentava dar a conhecer aos outros estagiários, um pouco da vida, dos costumes, do trabalho, das tradições, das pessoas e suas vivências, numa das mais singulares e genuínas freguesias dos Açores e, talvez de Portugal, nos anos cinquenta – a Fajã Grande, a minha freguesia de origem.
Na altura ainda não tinha sido generalizado o uso do computador, sendo o trabalho “batido” no teclado duma velhinha máquina de escrever, pois dele tinha que “dar prova provada” no dossier que nos era imposto organizar. Há dias encontrei-o no meio de outras papeladas, Trata-se de um texto de cerca de quinze páginas, escrito em Maio de 1983. mas que, na realidade, se enquadra perfeitamente dentro da temática proposta para o bem mais recente blogue “Pico da Vigia”.
Decidi passá-lo no computador, dar-lhe alguns retoques, fazer uma ou outra correcção, dividi-lo em capítulos a que dei um título e divulgá-lo no Pico da Vigia, durante o mês de Fevereiro, dando assim uma sequência integral a um texto que, apesar de prolixo e sintetizador, se publicado globalmente, correria o risco de se tornar maçador e pouco atraente.
Situada no Oceano Atlântico, integrando, juntamente com a ilha do Corvo, o grupo ocidental do arquipélago dos Açores, a ilha das Flores constitui a última e a mais ocidental parcela do Continente Europeu, sendo a longitude do seu ponto mais ocidental – a ponta do Baixio na Fajã Grande – de 31º 16’ e 15’’, ou seja, a máxima da Europa.
Pouco se sabe sob a sua descoberta, onde a lenda se mistura com a história. Se representa um dos últimos resíduos da Atlântida, se por ela passaram os Fenícios, se até ela chegaram os lendários “maghuri” referidos por Abu Abdala hMohamed Ibne Idrisi, no seu livro “Al Rojari”, do século XII, se foi descoberta, como confirmam vários historiadores, entre os anos de 1317-1399, altura em que já aprece desenhada em Atlas e Portulanos diversos, não está ainda suficientemente esclarecido.
Certo, certo, porém, é que a ilha das Flores já vem referida no testamento do Infante Dom Henrique, de 13 de Outubro de 1460, embora com o primitivo nome de “Ilha de São Tomás”. Em 1475, no entanto, numa carta de doação de D. Afonso V já é chamada de “Ilha das Flores”, designação que também incluía a actual ilha do Corvo, na altura considerado como um ilhéu das Flores. A designação de “Ilha das Flores”, para designar exclusivamente a ilha que actualmente mantém esse nome, é do tempo de D. João III.
Em relação às restantes ilhas do arquipélago, com excepção do Corvo, o povoamento da ilha das Flores parece ter-se processado bastante mais tarde e ter-se-á encetado com um flamengo de nome Guilherme Van der Haegan da Silveira, provavelmente entre 1481 e 1485, acabando este por abandonar a ilha ao fim de oito anos de ali permanecer, devido ao isolamento e dificuldades de comunicação.
O segundo e definitivo povoamento ter-se-á feito por volta de 1510, estando à sua frente João da Fonseca, acompanhado por gente do norte do país, mais concretamente do Minho e talvez de alguns açorianos que já se haviam fixado noutras ilhas do arquipélago. O primeiro povoamento ter-se-á verificado nas zonas costeiras de Santa Cruz, Lajes e Ponta Delgada. Mais tarde, alguns colonos, atravessando a ilha, apesar de extremamente montanhosa, desceriam as rochas que delimitam a zona das Fajãs, do lado poente, e fixar-se-iam numa das zonas mais férteis da ilha e que, exactamente, por ser uma zona de terras baixas, junto ao mar e rodeada por altas rochas, recebeu o nome de “Fajãs”. Seria a quarta povoação da ilha, em importância, adquirindo em 1676 o estatuto de freguesia. Tratava-se, porém duma povoação dividida em dois grandes aglomerados populacionais, entrelaçados por meia-dúzia minúsculos lugares povoados, geograficamente distintos e que só em 1861 se haviam de separar administrativamente, originando assim duas freguesias; Fajãzinha e Fajã Grande. O lugar da Ponta, até 1676, pertencia à freguesia de Ponta Delgada, da qual foi separado a quando da criação da freguesia das Fajãs, passando, a partir de 1861 a fazer parte da freguesia da Fajã, assim como a Cuada. É o lugar que, apesar de não ser a sede inicial da freguesia das Fajãs, adquire, a quando da divisão, o qualificativo de “Grande”, enquanto para a antiga sede da freguesia, onde inclusivamente se situava a igreja matriz, de grande dimensões, ficou reservado o sufixo diminutivo.
Crê-se que entre as primeiras pessoas que ocuparam o actual solo da Fajã Grande, provavelmente a chefiá-las, se encontrava o casal, ele, Gomes Dias Rodovalho, ela, Beatriz Lourenço Fagundes.
Ocupando quase metade do território de toda a freguesia das Fajãs, que incluía também os lugares do Mosteiro, da Caldeira, da Ponta, da Cuada e ainda os actualmente desabitados lugares da Ribeira da Lapa, da Fajã dos Valadões, do Pico Redondo e de Pentes, a actual freguesia da Fajã Grande tinha a delimitá-la das freguesias vizinhas, pela vertente norte e este, uma rocha de uma altura média de mais de 300 metros, que a separava da freguesia de Ponta Delgada e da Vila de Santa Cruz, A sul, estava separada da Fajazinha pela Ribeira Grande, o maior e mais caudaloso curso de água da ilha das Flores. Finamente, do lado oeste ficava o mar. Daí um isolamento total e absoluto. As deslocações para fora da freguesia, nomeadamente para a sede do Concelho, a vila das Lajes, eram morosas e difíceis. Para Santa Cruz não havia caminhos directos, fazendo-se o trajecto pela rocha e pelos matos. Há relatos antigos de que muitas das pessoas que faziam essa travessia, ao chegar à caldeira da Água Branca, atravessavam-na numa jangada, não tanto para encurtar caminho mas sobretudo para descansar de tão longo e sinuoso percurso. Para Ponta Delgada havia apenas a perigosa vereda da rocha da Ponta a que se seguiam, nos matos, algumas veredas e atalhos, sendo que estes, em muitos sítios, resumiam-se a um atravessar as pastagens, por entre animais, pulando grotões e saltando tapumes. Apenas para a Fajãzinha existia um caminho “O Caminho da Missa”, opondo-se, apenas, à passagem dos interessados, as fortes e frequentes cheias da Ribeira Grande, sobretudo, no Inverno.
Com todos estes condicionalismos históricos e geográficos, nos princípios dos anos cinquenta, rondava a sua população Fajã Grande, pouco mais de 550 habitantes. O povo que a habitava desconhecia o desenvolvimento tecnológico mundial que a década de cinquenta já comportava. Não existindo estradas, não existiam automóveis nem qualquer outro veículo motorizado e o único meio de locomoção dos que eram forçados a se deslocarem em longas distâncias e não o podendo fazer a pé, viajavam de “maca”. Tratava-se de um meio de transporte utilizado geralmente para doentes, velhos e acamados e que consistia em amarrar dois cobertores aos extremos de um forte pau, geralmente o cabeçalho de um corsão, que era carregado por dois homens, um em cada extremidade. Por vezes e para aliviar o esforço destes e o bem-estar do transportado, cruzava-se um segundo pau, de maneira a formar um X com o primeiro, sendo este Inicialmente ocupado por uma floresta selvagem, o solo das fajãs foi sendo desbravado aos poucos pelos primeiros povoadores que viviam sobretudo de actividades que lhe garantiam a subsistência, entre as quais a agricultura e a criação de gado, uma vez que a produção de produtos por exportação, como acontecia noutras ilhas, lhes estava totalmente impedida devido à escassez de meios de transporte.
Na zona mais propícia, entre dois pequenos montes e o mar foram-se construindo as primeiras habitações, embora se creia que inicialmente o povoado se terá situado no lugar chamado de Ribeira das Casas. Essas construções primitivas de pedra soloto e cobertas de colmo, deram origem a habitações caiadas de branco e cobertas de telha. Tratava-se de um tipo de habitação com características arquitectónicas muito semelhantes às da casa nortenha, mas relativamente à sua organização e distribuição, muito idênticas à dos burgos medievais, isto é, um povoamento concentrado ao redor da igreja, o maior, mais alto e mais importante edifício da freguesia, na direcção do qual estavam orientadas todas as ruas. À volta da igreja situavam-se os maiores e mais ricos edifícios que, como que iam diminuindo de dimensões, de grandiosidade e de qualidade, à medida que se vão afastando do templo. Mesmo as casas mais simples eram, geralmente, de dois pisos, sendo o inferior ou “loja” destinado ao gado bovino que aí permanecia durante todo o ano, no inverno de noite, no verão de dia. No piso superior habitava a família, numa espécie de comunhão com os animais dos quais, dependiam em grande parte, pois o leite era a base da alimentação. Estas casas tinham geralmente duas ou três divisões, dado que muitas só possuíam cozinha e sala. A cozinha, geralmente a maior dependência da casa e que também servia de sala de jantar e onde se fazia serão, a casa de fora ou a sala onde geralmente dormiam os filhos mais velhos e onde se recebiam as visitas e, nalgumas, o quarto onde dormiam o casal e os filhos mais pequenos. Para além de terem alguns anexos, geralmente em frente à porta de trás e da cozinha, um pátio, o curral do porco, a cerca das galinhas, o estendedouro para corar a roupa, cada casa tinha a sua courela ou pequeno terreno onde se cultivavam os produtos agrícolas mais utilizados na alimentação diária, especialmente couves e cebolas. Era nelas também que se fazia o “canteiro” ou seja o sítio onde germinava a planta da batata-doce, que depois de vingar e crescer era cortada e plantada nas terras mais distantes e que também tinha grande importância na alimentação das pessoas e até dos animais. A importância da “courela” era tal que acabou por influenciar e entrar na toponímia da freguesia, havendo uma rua com o nome de “Courelas”, popularmente designada por “Escourelas” A restante parte do solo, nos arredores do povoado, e em toda a zona até à rocha era ocupada em termos de propriedade privada, o que naturalmente resultou da ocupação inicial e do desbravamento da população primitiva., também, carregado também, nas extremidades por outros dois homens. Que a propriedade era, sempre foi e, provavelmente, será sempre privada, atestam-no as grossas, altas e históricas paredes que separavam as “terras”, as “relvas” , umas das outras e que, geralmente, eram fruto do desnivelamento do terreno, como era o caso das “belgas”, situadas e encravadas nas encostas das colinas, como que encastoando-se em formas de degraus gigantes. Em determinadas zonas, sobretudo nas que predominam as “relvas” ou pastos, ou seja nas pastagens onde cada proprietário soltava os seus bovinos, enquanto os tinha “à porta”, essas paredes delimitativas de cada propriedade, revelavam uma estrutura deveras impressionante, tendo sido construídas, em muitos casos, por enormes pedras que hoje apenas poderosos guindastes ali as colocariam, sendo notáveis as de um local chamado Batel. Como lá foram postas, pois que o foram não há dúvida, é explicação ainda não encontrada. Acrescente-se que estas paredes não deixavam de estar, na maioria dos casos, relacionadas com a rocha. Sendo esta a prumo, eram frequentes e ainda hoje, pelos vistos, o são e, muito provavelmente, o terão sido mais outrora, as quedas quer de pedras isoladas que daqui e dali se desprendem, quer de “ribanceiras” ou seja, quedas conjuntas de terra, pedras, árvores e pedregulhos. Crê-se que, inicialmente, as casas de um povoado primitivo teriam sido construídas noutro sítio, ainda hoje conhecido pelo nome de “A Ribeira das Casas”, as quais devido a uma enorme ribanceira terão sido totalmente soterradas, sendo então o povoado deslocado para um sítio mais distante da rocha, ou seja, aquele onde actualmente se encontra. Trata-se, no entanto, de uma mera hipótese que apenas aquele topónimo permite formular. Que os vestígios claros de uma fatídica e enorme ribanceira ou quebrada lá estão, não há dúvida, se por baixo dos escombros da mesma se encontram os restos duma povoação é facto que só um dia muito longínquo e talvez nunca existente a arqueologia possa vir a demonstrar. Mas não há dúvida que das pedras caídas da rocha, como aliás ainda acontece actualmente, surgiu, noutros tempos, a necessidade de as arrumar e de, consequentemente, fazer com elas as paredes divisórias das propriedades ou construindo os tradicionais e típicos “maroiços”.
Na Fajã Grande, as propriedades tinham aproveitamentos económicos diferentes. Poder-se-ia mesmo dizer que, em função dessa diferença, formavam três semicírculos à volta do povoado, com o mar e as terras circundantes a este ou seja as da beira-mar, do outro lado, tendo cada um dos respectivos semicírculos as suas características e o seu aproveitamento próprio e específico. No primeiro semicírculo, o mais próximo das habitações, situavam-se as “terras” propriamente ditas, ou seja, as que tinham um aproveitamento exclusivamente agrícola, cultivando nelas o milho, a batata-doce e a branca, as couves, e as culturas forrageiras. No segundo semicírculo ficam as “relvas” constituídas por terrenos de pastagens, de pequenas proporções, separadas umas das outras por altas paredes, onde se soltavam os bovinos, de noite no verão e de dia no inverno, enquanto no terceiro e último se localizavam as “terras de mato”, onde cresce uma vegetação arbórea, luxuriante, constituída pelo incenso, a faia, o pau-branco, o sanguinho, o loureiro e por pequenos arbustos, onde sobressaiam os fetos, a cana roca e a erva-santa, os primeiros considerados um flagelo, esta aproveitada para alimento dos animais, sobretudo das galinhas. Apesar de tudo os fetos, depois de ceifados e secos serviam de cama ao gado nos palheiros, enquanto a cana roca, mesmo verde era deitada nos currais dos porcos, para aliviar a sujidade ali muito frequente. Destas terras, sobretudo do incenso e da faia, era extraída, do tronco e ramos, a lenha para o lume e, das folhas, o alimento para os bovinos, sobretudo no inverno, altura em que rareava a erva e as forrageiras. Em muitas destas terras, devidamente trabalhadas, cultivava-se o inhame e as árvores de fruto, nomeadamente laranjeiras, macieiras e ameixeiras. Eram as “hortas” muito frequentes sobretudo no Delgado, na Cuada, na Cabaceira e na Cancelinha.
Apenas a Rocha, na sua quase totalidade e sobretudo nas zonas mais altas não era de ninguém e era de todos. Não que houvesse qualquer sentido comunitário nesta posse colectiva, mas por que o seu valor produtivo era fraco e a sua exploração acarretava bastante perigo, pelo que não justificavam a quem quer que fosse apropriar-se dela. Por cima da Rocha e a uma altitude superior a 500 metros ficava o “mato” ou seja, a zona das enormes e quase latifundiárias pastagens. Eram grandes extensões de erva em que o gado bovino, geralmente o alfeiro, e o ovino podiam permanecer durante longos meses ininterruptamente, sem ter que lhes ser acrescentado nenhum outro alimento e para onde era levado, geralmente, no início do verão, no caso do gado bovino alfeiro ou o que estava para a “engorda”. As ovelhas andavam soltas e abandonadas por estas e outras pastagens. Grande parte destas terras, sobretudo as mais próximas do cimo da rocha, pertenciam a particulares, mas a maior parte não. Pelo contrário eram de todos, constituindo o chamado “Concelho”, onde se criava sobretudo o gado ovino, num sistema que tem bastante de comunitário e muito de original. No entanto, quem assim o entendesse também poderia criar gado vacum no concelho, o que raramente acontecia.
Era neste contexto de propriedade individual e de divisão da propriedade numa perspectiva funcional que se fundamentava a economia desta população que ocupava o espaço das fajãs, neste caso a Fajã Grande. Tratava-se de uma economia baseada fundamentalmente na agricultura, mas uma agricultura de subsistência e à qual estava necessariamente ligada a criação de gado. Nesta agricultura de subsistência, a principal cultura era a do milho, cultivado nas terras baixas, próximas do mar e das que ficavam mais próximas do povoado e da qual dependia, em grande parte, a alimentação da população. À cultura do milho ligavam-se diversíssimos costumes e tradições. Simultânea e juntamente com o milho, cultivava-se a batata-doce que também tinha enorme importância na alimentação, bem como a bata branca e o inhame. Este, porém, era cultivado nas terras de mato, juntamente com as árvores de fruto, ou então nas “lagoas”, neste caso chamado “inhame d’água”. “Lagoas” eram as propriedades integradas na zona das relvas, geralmente perto da rocha, ladeadas por grotas e ribeiras, cujas águas, conduzidas através de regos, as alimentavam ou então elas próprias tinham nascentes no seu interior das quais a água brotava espontaneamente, pelo que eram terrenos extremamente alagados, permitindo um notável desenvolvimento e um rápido crescimento não só da erva mas também do agrião e do inhame. Enquanto os dois últimos eram utilizados na alimentação humana, a erva era cortada ou ceifada de madrugada e trazida às costas para os palheiros, para alimento dos animais, sobretudo das vacas pejadas ou para as que já haviam dado cria. O corte da erva efectuava-se sempre de madrugada, porque, sendo um alimento base para as vacas leiteiras a sua frescura era fundamental e reflectia-se na produção quantitativa do leite.
(Continua)

