Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



ATROPELOS

Domingo, 16.03.14

Gosto de andar a pé, de caminhar, preferencialmente, equipado de fato de treino e sapatilhas, num andar lesto, num caminhar acelerado, num percurso desanuviado de atropelos e consumições. Infelizmente, fui forçado a suspender as minhas caminhadas desde há quase um ano. Primeiro uma tirânica e intolerante ciática. Depois as agruras de um inverno intempestivo, chuvoso, que se decidiu por fustigar todos os seus dias com vendavais intempestivos, chuvas diluvianas e ventos ciclónicos Agora que chegou o bom tempo e que a ciática decidiu entrar de férias (espero que definitivas), retomei as minhas habituais caminhadas, já quase há um mês.

Hoje volt à rua, regressar às minhas caminhadas, jornadeando na serenidade de uma primaveril manhã de domingo, percorrendo o percurso habitual, embora nesta fase de convalescença e reabilitação, um pouco alterado e encurtado. Sigo pela CRIP que delimita a norte a cidade onde moro, depois deslizo para o centro da urbe aproveitando o excelente piso da principal avenida que a atravessa. Regresso à CRIP e retomo de seguida, a Sul, algumas das mais largas ruas da cidade, acabando por regressar à CRIP, de onde parti. Uma hora de percurso moderado, interessante e agradável.

O pior, bem o pior é os atropelos de que, frequentemente, sou vítima. Primeiro, grande parte dos condutores que circulam na CRIP devem cuidar que ela é uma auto-estrada e os sinais de stop, os indicadores de limite de velocidade e até os semáforos são meros ornamentos que urge não serem respeitados. Algumas ruas não possuem estacionamentos. Os condutores que necessitam de estacionar frente a uma porta de casa ou de estabelecimento comercial, cuidando que tem o dever de não incomodar os outros condutores, pura e simplesmente, arrumam as respectivas viaturas em cima dos passeios, obstruindo por completo o transitar dos peões, forçados, assim, a circular na estrada, misturando-se a motos, automóveis e camiões. Não entendem estes condutores, ou não querem entender que os passeios são simplesmente destinados aos peões. Em algumas moradias, dotadas de amplos pátios, belos jardins ou verdejantes quintais vagueiam enormes cães. Talvez estejam impedidos de atacar alguém fisicamente, mas importunam emocionalmente, incomodam, assustam e amedrontam, porquanto, quando menos se espera, emergem de rompante, debruçados sobre os muros, num ladrar contínuo que assusta e temoriza. Há homens a mijar, nos cantos das ruas, pedras desniveladas nos passeios, automobilistas a não respeitarem as prioridades dos peões. Há tudo, mas mesmo tudo o que se torna capaz de transformar uma caminhada serena, agradável, bela e saudável numa marcha abrupta, turbulenta e, sobretudo, tumultuosa e atormentada.

Tudo não, porque existe no parque, frente à Câmara, uma interessante feira, onde passeiam homens, mulheres e crianças, onde se vende de tudo e, sobretudo, onde há sol e sorrisos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

tags:

publicado por picodavigia2 às 16:07





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Março 2014

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031