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BONITEZA

Segunda-feira, 02.03.15

“Boniteza não põe mesa.”

Era um douto adágio este, cujo objetivo principal, ao ser utilizado, era combater a vaidade. Era geralmente utlizado quando alguém, direta ou indiretamente, se ufanava da sua beleza descuidando os aspetos práticos da vida, nomeadamente o trabalho do qual dependia a subsistência de cada pessoa

Este provérbio é universal, no entanto na Fajã Grande teria uma versão um pouco diferente da que acima se refere. Assim em vez do comum "A beleza não põe mesa" substitui-se beleza por boniteza, o que é bastante semelhante, uma vez que da mesma forma se condena uma espécie de padrão de beleza não-produtiva. A boniteza não pode ser encarada apenas como algo que a pessoa quer ter apenas por gostar, como algo de fútil e, sobretudo, improdutivo, algo que é agradável de se possuir mas não supre qualquer necessidade básica humana, como, por exemplo, a comida.

Com este provérbio pretendia-se, pois, alertar para que não nos devemos centrar na beleza, na aparência como valores primordiais, porque são supérfluos e vazios, destacando a sua inutilidade como fonte de vida e de saúde. Por sua vez, e em detrimento da beleza, a alimentação ganha destaque como elemento essencial à sobrevivência, à saúde, à energia e ao bem-estar. É verdade que a beleza atrai bastante e pode até te dar alguma vantagem sobre outros aspetos da vida, mas são as qualidades e a personalidade humana que definem a dignidade de um homem ou mulher. A boniteza é superficial, apesar de gostosa, mas não é fundamental, nem define a qualidade o ser humano.

 

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publicado por picodavigia2 às 07:26





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