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CLASSE E SIMPATIA

Segunda-feira, 28.07.14

Desde o início do século XX que soavam, por toda a ilha das Flores, ecos da obra de um dos mais destacados sacerdotes florenses que, para além de arrotear os púlpitos com uma oratória eloquente e sábia e encher as igrejas com o perfume do seu canto, se posicionava ao lado do povo, na luta e defesa dos seus direitos, orientando-o e ajudando-o no cumprimento dos seus deveres – o padre José Furtado Mota. O epicentro da sua obra, havia de concretizar-se e na criação das cooperativas de lacticínios das Flores. No dia 25 de Julho de 1949, a lendária “Velha do Corvo”, decidiu-se por, atravessar o tormentoso canal e vir, mais uma vez, às Flores, trazer um menino, entregando-o a uns sobrinhos daquele sacerdote, residentes no lugar dos Vales, freguesia e concelho de Santa Cruz.

O José Mota cresceu, influenciado pelo ambiente religioso da família, ingressou no Seminário Menor de Ponta Delgada, em 1962, transitando, dois anos depois, para o de Angra. Em 1969, decidiu abandonar o Seminário e inscreveu-se na Força Aérea Portuguesa, fazendo a sua formação inicial na Base Aérea da Ota. Terminada a recruta e a formação específica, foi colocado no GDACI, unidade de defesa aérea nacional, passando à disponibilidade em 1975, altura em que ingressou na Banca, trabalhando no ex-Crédito Predial Português, onde desenvolveu uma vida profissional marcada pela dignidade, competência, profissionalismo e honestidade. Actualmente está reformado, mas desenvolve uma intensa e profícua actividade, colaborando, em regime de voluntariado, em Instituições de Solidariedade Social e na paróquia da Matriz de Santa Cruz da Praia da Vitória, como membro permanente do Conselho Pastoral, integrando a presidência da Assembleia Pastoral Social. José Mota confessa-se eternamente grato pela excelente formação humana, moral e religiosa que recebeu no Seminário e porquanto ela foi importante ao longo da sua vida de profissional, familiar e cívica.

Desde cedo o José Mota se envolveu na dinamização e preparação do Encontro, prestando-se a colaborar com a “Troika”, sediada em São Miguel. Com uma humildade impressionante, uma simplicidade deslumbrativa, uma dedicação gigantesca e um empenho desmesurado, sem acicatar nenhum tipo de protagonismo, o José Mota trabalhou, colaborou, ajudou, motivou, cooperou em tudo e com todos para que de facto o Encontro corresse da melhor forma, como de facto correu. Para além do trabalho desenvolvido no arranjo e preparação dos espaços, o José Mota disponibilizou, a toda a hora e a cada o momento, a sua ajuda, disponibilizando o seu automóvel, para o transporte de muitos dos participantes no Encontro, entre o aeroporto ou o cais da Praia e o Seminário. Foi ele também o responsável pela elaboração do “prato” como recordação a perpetuar o Encontro. Para além de realizar toda esta ajuda com uma alegria e satisfação permanentes, regozijou-se exuberantemente com o reencontrar de amigos, com o recordar de memórias, com o regresso virtual à excelência de uma passado glorioso que o espaço não destruiu nem o tempo desfez. Por tudo isto o Mota tornou-se mais um dos “Senhores” do Encontro, a quem, de forna muito especial, manifesto o meu sincero agradecimento.

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publicado por picodavigia2 às 00:27





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