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DAGBA

Quarta-feira, 21.01.15

Dagba é um deus celta, irlandês, patrono da terra e dos acordos, que governa sobre a vida e a morte. Dagda, que significa deus bom, é um dos mais proeminentes deuses celtas, mestre da magia, guerreiro amedrontado e hábil artesão. Dagda é filho da deusa Danu, e pai da deusa Brigit e o deus Aengus Mac Oc. Morrigan é a sua esposa, com quem acasala, somente, nos dias de Ano Novo.

Dagda é retratado como possuidor tanto de uma força sobre-humana como de grande apetite. Normalmente os símbolos que o acompanham são um caldeirão com comida inesgotável, uma harpa mágica e um enorme porrete, com o qual podia matar 9 homens, mas com um outro restitui-lhes a vida. Dagba também é possuidor de 2 maravilhosos porcos que podiam ser comidos várias vezes e que, depois de comidos, voltavam a viver e ainda era dono de um pomar que, independente da estação, dava frutos o ano todo.

Dagda pode ser considerado o patrono do panteão celta e o rei e pai dos deuses, a muitos dos quais deu origem. Através da sua filha Danna, Dagba originou uma tribo da qual se tornou juiz.

Dagba também é considerado pelos celtas o deus da magia, da poesia, da música, da abundância e da fertilidade. Muitos contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão, o tal caldeirão da abundância. Entre os celtas, o caldeirão era um dos objectos carregado de simbolismo mágico e mítico, pois, para além da comida inesgotável, no seu fundo guardavam-se as essências do saber, da inspiração e da extraordinária taumaturgia, com o qual alimentava, intelectualmente, todas as criaturas. Os humanos que se aproximavam e comiam do caldeirão de Dagba não só ficavam satisfeitos de forma material, mas também, sentiam saciadas as suas apetências de conhecimento e sabedoria. Era também neste caldeirão que Dagba banhava, durante a noite, os guerreiros que morriam em batalhas durante o dia para que recuperassem a vida ao amanhecer do dia seguinte. O mesmo caldeirão também era fonte inesgotável de alimentos para suas tropas.

Outra qualidade do deus Dagda era a sua relação directa com a música e com o seu poder evocador. Um dos seus atributos era precisamente a harpa, instrumento que manejava com habilidade e arte e que lhe servia para convocar as estações do ano. Arrancava também tão suaves melodias deste instrumento que muitos mortais passavam deste mundo para o outro como num sonho, e sem sentir dor alguma, ou sem se aperceberem da morte.

Da união de Dagda com Boann, a mulher do deus das águas, Nechtan, nasceu Angus, ou Mac Og. Mais tarde, a sua mãe violou a proibição de visitar a fonte de Nechtan e, em consequência disto, apareceu afogada. Og metamorfoseou-se com o objectivo de se transformar no Boyne, ou seja, o rio-modelo da mitologia irlandesa.

Os celtas, acreditando no poder deste deus, por meio dos seus sacerdotes, os druidas, criaram uma festa como forma de celebrar o pacto com Dagda, a fim de que protegesse o povo celta de todos os males que poderiam acometê-los caso o deus fosse desagradado. Por isso, foi criada em cada fim de ano, a festa de Samain, durante a qual todas as pessoas saíam de suas casas e apagavam todas as fontes de luz a fim de permitir que os mortos visitassem os seus familiares. Para tanto, misturavam num grande caldeirão as bebidas mais fortes e os frutos mais doces. Ferviam-nos até que a mistura atingisse a consistência de um licor - chamado de “queimada”. Depois bebiam este licor até não mais aguentarem. Este ritual era celebrado com música e dança. Ao amanhecer, acordavam e levavam consigo uma brasa incandescente provinda do resto da fogueira da festa e que era usada para reacender os braseiros e velas que iluminavam as casas. Pretendia-se, assim, glorificar Dagda e pedir que eliminasse os efeitos nocivos dos mortos.

Hoje, cuida-se que foi esta festa de Samain que deu origem à data folclórica do Hallowenn. Daí o costume de, nesta festa, visitar as casas solicitando “doces ou travessuras”.

(Dados retirados da Net)

 

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publicado por picodavigia2 às 11:45





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