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DESCONFUNDINDO

Terça-feira, 27.05.14

O nome Bretão tem originado alguma confusão, relativamente a alunos que com este nome frequentaram o SEA, na década de cinquenta. Recordo que na realidade participou muito activamente no nosso Encontro, o José Agostinho Bretão, referido nesta lista, no passado dia 1 de Outubro e de que todos nos lembramos muito bem. Este Bretão agora referido, é o José António da Silva Bretão, que me foi apresentado pelo Dr José Nunes e que apareceu no Encontro, apenas um dia, pelos vistos nem estava inscrito. Segundo diz o João Carlos, aina havia, sim, inscrito um Carlos António da Silva Bretão, de que ninguém se lembra. Tudo isto provocou uma enorme confusão, que agora se pretende desconfundir, mas a justiça já foi feita à excelente participação do José Agostinho Bretão, embora a minha dúvida subsista quanto aos dois últimos, porquanto julgo que o Carlos António e o José António possam ser a mesma pessoa, tendo havido uma confusão de nomes.

O José Agostinho Bretão é natural da freguesia de Santa Bárbara, ilha Terceira e fez parte do curso de um grupo ainda a exercer o sacerdócio na diocese açoriana, o Norberto Cunha, o Cassiano e o Vasco Parreira e que terminaram o curso de Teologia e foram ordenados em 1966. Ao mesmo curso pertenceu o Nuno Vieira, um dos participantes no Encontro de Julho. Assim o José Agostinho Bretão ingressou no Seminário de Angra, no ano lectivo de 1953/54, onde fez grande parte da sua formação académica.

Após a saída do Seminário completou a sua formação académica no Liceu de Angra, cursando, mais tarde, Psicologia. Trabalhou em Angra na Inspecção do Trabalho, de que foi inspector, estando actualmente reformado. Em 1992, fez parte integrante do Grupo de Violas da Casa de Povo de Santa Bárbara, cuja criação tinha como objectivo colaborar na manutenção e defesa das tradições da freguesia. Reside, actualmente, na ilha Terceira.

O Bretão surgiu no encontro com uma serenidade invejável, com uma humildade resplandecente e com uma simpatia que a todos cativou. Senhor de uma ternura dignificante, o Bretão, com as suas conversas, diálogos, ditos e palavras, tanto em ocasiões de maior solenidade como em simples momentos de folguedos, transmitia a todos uma amizade verdadeira, sincera e deslumbrantemente comunicativa. Sem protagonismos, sem estravagâncias, sem excentricidade e sem exageros supérfluos e com as suas palavras sensatas, o seu diálogo cativante, as suas lembranças engrandecedoras e a sua presença persistente e condigna, o Bretão fez com que o Encontro se tornasse num desfilar de memórias vivas, num turbilhão de momentos gloriosos e experiências marcantes, num rosário de recordações genuínas e de sentimentos vividos num passado que o tempo e a distância nunca hão-de ofuscar. Por tudo isto e por muito mais que não foi possível captar, o José Agostinho Bretão, com a sua presença no Encontro, tornou-se mais um dos “Senhores” do mesmo

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publicado por picodavigia2 às 21:10





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