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ELEGIA, QUASE

Segunda-feira, 17.02.14

(POEMA DE PEDRO DA SILVEIRA)

 

Defronte da minha janela

o vento agora embala

as flores lilases das jacarandás.

 

A tarde cai, cansada

e não sei porquê

de repente lembrei-me

que foi numa tarde como esta

sob uma brisa morna

que nos dissemos adeus.

 

No entanto não recordo

se havia flores ou simplesmente

era a tarde, sem paisagem nenhuma.

O que ainda sei  é o teu vulto

emoldurado no sol –

e depois a casa

onde já não vive ninguém.

 

Tantas casas desertas

e tantos rostos para sempre inencontráveis.

 

Pedro da Silveira, Poemas Ausentes

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publicado por picodavigia2 às 10:43





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