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ERNESTO REBELLO

Sexta-feira, 04.07.14

Ernesto de Lacerda de Lavallière Rebello nasceu em Lisboa, em 26 de Abril de 1842  e faleceu na cidade da Horta, 15 de Novembro de 1890. Para além de se ter distinguido como literato e jornalista, Ernesto Rebello, filho de Francisco Peixoto de Lacerda Costa Rebello, natural do Faial, advogado, e de Maria Elisa Nunes de Lavallière Rebello, natural de Cayenne, Guiana Francesa, foi funcionário da Repartição de Fazenda Distrital da Horta. Apesar de ter nascido em Lisboa é tido como um dos mais notáveis escritores «faialenses», individualidade de valor entre os representantes da escola romântica nos Açores. Como poeta, versejou com espontaneidade e simplicidade, despretenciosamente, sendo considerado como «um dos homens mais honestos, desinteressados e prestimosos [..] nas lides da imprensa».

São diversas as suas produções, umas dispersas por jornais, outras reunidas em livros e outras ainda inéditas. De entre elas tem sido destacada Notas Açoreanas, em que a história anedótica do distrito da Horta, principalmente do Faial, se encontra desenhada com colorido e sabor regionalista.

Para Henrique das Neves, a não ser este amor pelas letras e os seus afectos da família, o campo prendia-o mais do que tudo. Gostava do sossego e da solidão e trazia sempre gratas impressões do viver simples do povo, cujos costumes, lendas e crenças descreveu com especial cuidado. Era um cismador e um solitário, o que não quer dizer que não fosse expansivo com os amigos, porque o era, e contava então coisas antigas numa inesgotável cópia de factos curiosos, muitos dos quais se perderam com ele.

Ernesto Rebello era Cavaleiro da Ordem de Cristo e Comendador de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Integrava várias associações culturais e científicas, nomeadamente a Sociedade Dantesca de Nápoles, o Gremio Litterario Fayalense  de que foi sócio honorário e presidente.

Fundou e dirigiu O Amigo do Povo e o Civilizador e foi redactor de A Luz e de O Grémio Literário, colaborando, em verso e em prosa, em muitos outros jornais da Horta, dos Açores e Lisboa.

Em 20 de Novembro de 1890, por decisão da Câmara Municipal da Horta, da rua denominada D. Pedro IV, a parte entre o Largo Duque d’Ávila e Bolama e a Travessa da Misericórdia, passou a perpetuar o seu nome.

Obras principais; Contos e poesias açoreanas, As noites d’El-Rei: drama histórico em 3 actos, Um padre: drama em 4 actos, A desleixada: lenda scandinava, Dahlias do convento: comédia em 3 actos, Notas Açorianas, Lajes do Pico, Museu dos Baleeiros, Aves de arribação: crónica açoriana, Scenas dos Açores (romance), Aves de arribação (romance), Soror Maria.. Urzes e silvados, Mathilde (romance,. Excentricos faialenses (contos), Os pupillos da Lucinda, O ferreiro de cima da Lomba, Uma imperatriz, O sr. Vieirinha, Flores do mato (versos), Amor filial (drama), Margarida (drama). O Sr Eleutério (comédia) e Scenas do Outono (romance).

 

 

Dados retirados do CCA – Cultura Açores

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publicado por picodavigia2 às 09:44





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