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ESCRITOR E POETA

Sexta-feira, 18.07.14

Não será surpresa para ninguém referir-se a alegria que todos e cada um dos participantes no recente “Encontro” ou os “Senhores” do mesmo sentiram ao depararem-se, cara a cara, com antigos colegas, amigos e companheiros de jornada, muitos dos quais não se viam, nem se haviam encontrado desde os tempos de alunos no SEA. Também não será surpresa para ninguém, salientar-se, que essa alegria ainda se tornou maior, diria mesmo agigantou-se de uma forma emocionante e emocionada, quando os “reencontrados” eram colegas de curso ou até de anos mais próximos, que haviam partilhado prefeituras, nalguns casos até aulas e, por tudo isso, muito mais carregados de vivências mais íntimas, de percursos mais paralelos, de camaradagens mais identificadas ou amizades mais sentidas e densamente vividas. Aconteceu, precisamente tudo isso, ao reencontrar, entre muitos outros participantes e grandes amigos, o Zé Costa, meu colega de curso, embora, posteriormente, os nossos percursos de vida se tenham distanciado em demasia no espaço e se tenham perdido em mais de quarenta e dois anos, no tempo. Daí que nosso reencontro tenha sido um momento único, inolvidável e de grande emoção, de enorme alegria e deslumbrante contentamento. Na realidade o Zé Costa foi sempre um excelente camarada, um manancial de compreensão e estima, um amigo sincero e verdadeiro.

 Mas a mais bela imagem que eu tinha do Zé Costa, para além de colega compreensivo, companheiro solidário, era a de que ele, enigmaticamente possuía e, naturalmente, ainda possui o dom de ser um conselheiro que não “dá conselhos” mas confronta, abana e ajuda a identificar os problemas e dificuldades alheias, assemelhando-as, aceitando-as, comparando-as e, sobretudo, sublimando-as, diria mesmo inserindo-se nelas como se fossem suas. Não é muito vulgar esta forma de ajudar os outros! 

E o Zé Costa veio para o encontro, assim, coma sua simplicidade, com o seu espírito jovial, sempres disponível para tudo e para todos, carregado de alegria, a abarrotar contentamento e ainda por cima trazendo dois livrinhos de poesia, de que é autor e que, gentilmente, me ofereceu, sendo que um deles, “Ficou-me na Alma este Gosto” havia sido apresentado, quinze dias antes, na Livraria Culsete, por Leonor Simas-Almeida, Senior Lecturer na Brown University, em Providence e com a leitura de alguns poemas por Olegário Paz.

Para além de poeta, José Francisco Costa, também é contista, escritor doutras áreas e professor. Fixou-se nos Estados Unidos, desde de 1978, onde tem feito uma brilhante carreira como professor de Língua Portuguesa.

Foi este Zé Costa, sempre alegre e folgazão, dos poucos a equiparem-se a rigor, para o jogo de futebol, ou melhor de “arrastar de barrigas”, que surgiu em Angra como mais um dos “Senhores” do Encontro. Participando em todas as actividades com uma envolvência sempre sublime, activa, vivificante e ternurenta, distinguiu-se sobretudo no sarau músico-literário, porquanto para além de serem recitados poemas seus, ele próprio recitou poemas de outros autores, também eles, antigos alunos do SEA.

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publicado por picodavigia2 às 17:04





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