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FÁBRICA DE SUMOS E ENLATADOS DE FRUTA VAI SER CONSTRUÍDA EM SÃO CAETANO DO PICO

Terça-feira, 01.04.14

Segundo noticiaram alguns jornais da cidade norte-americana de Newark, estado de New Jersey, a empresa de sumos refrigerados e de enlatados de fruta “Semed´s Globalfruit” pretende instalar, brevemente, uma unidade fabril na ilha do Pico. Segundo aqueles jornais, a filial daquela empresa norte-americana, cujo projecto já foi apresentado à edilidade madalenense, será construída na freguesia de São Caetano, concelho da Madalena. A concretizar-se este projecto, o local para a instauração da respectiva fábrica e armazéns anexos será uma parte da zona litoral, entre o porto de São Caetano e o farol de São Mateus. A escolha do local, o desbloqueamento de entraves burocráticos, uma vez que se trata de uma zona de adegas e cultivo de vinha, bem como a aquisição dos terrenos parecem ser os maiores obstáculos, àquele projecto, por parte do poder local, uma vez que, no que à “Semed’s Globalfruit” diz respeito, já todas as decisões parecem estar tomadas. No entanto e segundo fontes ligadas ao município madalenense, a escolha do local não será problemática, uma vez que, por um lado, os técnicos norte-americanos já garantiram que a área pretendida não destruirá nenhuma das adegas ali existentes, nem na área da freguesia de São Caetano, nem na de São Mateus e, por outro lado, naquela zona, desde há muito que se abandonou a cultura da vinha, estando a maioria dos terrenos que a empresa pretende adquirir, a abarrotar de faias e incensos e votados ao abandono.

Recorde-se que a “Semed’s Globalfruit”, com a construção desta filial nos Açores, pretende alargar a sua produção junto dos mercados europeus e do norte de África, uma vez que, até ao momento, se tem limitado a mercados das américas do norte e do sul. “Expandir as nossas linhas de produtos na Europa, no Norte de África e também nas ilhas açorianas, alargar a nossa produção e diversificá-la são os nossos objectivos ao implementar este projecto nos Açores”, declarou Mike Lourence ao “The Independent” de Newark. “O Pico, onde o nosso fundador, Rafael Lourence, tem as suas origens, parece-nos ser a melhor aposta. A ilha, para além de um excelente porto, situado em São Roque, tem muitas outras estruturas que poderão tornar perfeitamente viável o nosso projecto. Além disso, actualmente, o número de desempregados que grassa na ilha, garante-nos a mão-de-obra necessária. A proximidade do Faial poderá, também, ser um bom auxiliar quer no recrutamento de mão-de-obra quer no escoamento de produtos.”, concluiu Mike Lourence.

Sabe-se, também, que a “Semed’s Globalfruit” tem como um dos seus objectivos prioritários lançar novos produtos no mercado. Assim e ainda segundo Mike Lourence “Não apenas o Pico mas também as outras ilhas do arquipélago podem fornecer-nos muita matéria-prima, sobretudo, frutos típicos da região, aos quais pretendemos alargar a nossa produção, como seja o caso do araçá, do maracujá, da nêspera e sobretudo do phisális. Além disso a ilha ainda poderá fornecer matéria-prima para outros produtos que já constam da nossa produção, como a laranja, a uva e até os figos.”

A “Semed’s Globalfruit”, fundada em 1957 por Garry Lourence, filho de emigrantes picoenses, está sediada nos arredores da cidade de Edison, no estado de New Jerssey e nela trabalham mais de 500 funcionários, possuindo, actualmente, vendas anuais no valor de cerca de US$ 350 milhões, em sumos e enlatados de fruta, tendo recentemente alargado os seus mercados internacionais, com a criação de uma fábrica, semelhante à que agora pretende instaurar no Pico, em Dampier, na Austrália e, mais recentemente, uma outra em Portoviejo, no Equador.

A nova fábrica que será construída numa área de 50 mil metros quadrados, deve gerar cerca de 550 postos de trabalho, entre operários, armazenistas e camionistas. Além disso dará origem a um desenvolvimento da hotelaria e da restauração, uma vez que se prevê uma chegada ao Pico, proveniente dos Estados Unidos, de altos quadros e outro pessoal qualificado que, para além de orientar, quer os trabalhos de construção das estruturas quer para dirigir os primeiros tempos de laboração, dará a formação necessária aos quadros técnicos, operários e trabalhadores das diversas áreas. O projecto prevê que, numa primeira fase, a fábrica possa ter a capacidade de produção de mais de um milhão de unidades por ano, sendo previsível o aumento desse número, em caso de sucesso.

Acrescente-se ainda que em termos de postos de trabalho, muitos outros poderão ser criados quer a nível do sector primário, fruticultura, quer no terciário, uma vez que se vão fortalecer ou até criar novas estruturas de apoio, sobretudo a nível económico e logístico.

Para a autarquia madalenense "O projecto ora apresentado, foi recebido com muita satisfação e terá o aval da edilidade porquanto ele consolida e consubstancia um empreendimento de valor gigantesco para o concelho e para a ilha e vai marcar, muito positivamente, a história da indústria picoense e açoriana e ainda animar e desenvolver, substantivamente, o concelho e a ilha”.

 

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publicado por picodavigia2 às 09:25





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