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GUILTY OR NOT GUILTY

Sábado, 03.05.14

O vento soprava com rajadas fortíssimas! E um barco arreou como se o mar estivesse calmo. Havia um criminoso na esquadra. Teimosa e convictamente, não confessava o crime de que o acusavam. Um polícia fardado de negro levantou os olhos, com o esforço de quem estivera acordado a noite inteira. Um homem destroçado é como um rato apanhado e preso numa ratoeira. O homem continuava calado.

O polícia colocou-lhe as algemas. O vento soprava com rajadas cada vez mais fortes. O barco afastara-se de terra a uma velocidade louca. Já ia longe! O criminoso, aldrabão de nascença e mentiroso por destino, embora algemado, continuava a afirmar a sua inocência. O polícia, farto de insistir, lia uma revista sobre automóveis com as chapas amolgadas.

De repente o vento parou. O barco já não se via. Apenas o criminoso continuava preso. Preso por casmurrice do polícia que, por nada deste mundo deixava de ler a revista.

Finalmente o homem falou e polícia colocou a revista sobre a secretária, besuntada de justiça. No fim, em desespero, pediu clemência. O polícia que ouvisse pelo menos os vizinhos, talvez os amigos, a ver se assim cativa o criminoso e descobria o motivo de o ter prendido. Contrafeito, o polícia aceitou que trouxessem os vizinhos, os amigos, os filhos, os sogros, quem ele quisesse.

Os sogros!? Sim porque ninguém cuidaria que os testemunhos dos sogros, se favoráveis à sua inocência, não seriam verdadeiros…

Na semana seguinte, vieram os sogros. O polícia, sisudo, taciturno, ouviu-os. Eles testemunharam a favor do genro, transformado em acusado. O criminoso foi libertado.

Tantos inocentes são condenados, talvez porque não têm sogros que testemunham sobre a sua inocência.

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publicado por picodavigia2 às 12:06





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