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JOÃO PEREIRA DE LA CERDA

Domingo, 11.05.14

João Pereira de La Cerda nasceu na Horta, em 1772, onde faleceu 1776 e era filho primogénito de Joaquim Pereira de la Cerda, de origem espanhola, e de Emerenciana Dorothea Brum da Silveira. Foi capitão de milícias, possuía de ideias liberais avançadas, sendo, contudo, tolerante em questões religiosas, manifestando-se pelo pronunciamento liberal dos faialenses, dedicando-lhe, inclusivamente, várias composições poéticas. Com o restabelecimento do absolutismo retirou-se para a vida privada, passando largas temporadas na sua propriedade sita na Barca, ilha do Pico. Mais tarde, com a implantação do governo liberal, voltou à vida pública, mas a cisão acontecida no seu partido fê-lo retirar-se definitivamente.

De cultura vasta e sólida, conhecedor das literaturas inglesa e francesa, fez traduções de várias obras. Voltaire e Molière eram os seus autores favoritos, sobretudo o segundo de quem sabia de memória centenas de páginas. Grande parte da sua obra perdeu-se quando, na eminência de ser preso pelas autoridades miguelistas do Faial, a enterrou sem cuidar que ficasse devidamente protegida da humidade.

Como poeta, é considerado um autor lírico e um pouco satírico. Do que escreveu e traduziu restam menos de duas dezenas de composições poéticas. Das suas obras destacam-se sobretudo algumas traduções, entre as quais: «Retrato» de Diderot, «A monarchia dos solypsos» e «Guerra dos Deuses» de Evariste Parny, «Jorge Dandin» e «Misantropo» de Molière, «Conde d’Essex» de Thomas Corneille e «Branca e Alzyra»,  de Voltaire

 

Dados retirados do CCA – Cultura Açores

 

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publicado por picodavigia2 às 13:54





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