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MINDE - ALCANENA

Sexta-feira, 31.08.18

A frereguesia de Minde, Alcanena, com 3293 habitantes é a sgunda freguesia mais populosa do concelho. Tem de área: 21, 2 Km2

Atividade Económica: Em meados do século passado, a tradição têxtil da localidade evoluiu para a indústria de malhas exteriores, que ocupa hoje a maior parte da força ativa da localidade. Após a fase inicial, caracterizada por uma certa euforia e espírito de incentivo, as indústrias esforçam-se hoje por evoluir tecnicamente e se manterem na vanguarda das novas tecnologias, havendo algumas apetrechadas com os mais modernos equipamentos, pese embora a crise que afeta o sector têxtil.

O ramo de negócios mais expressivo da localidade situa-se na área dos transportes de mercadorias. Para além disso, tem ainda expressão a indústria da transformação e comercialização da pedra.

Festas, Feiras e Romarias: Festa anual do Divino Espírito Santo, no dia litúrgico que lhe é dedicado, organizada pelo grupo dos que fazem os quarenta anos; Festa da Padroeira, em 15 de agosto, organizada pelos que fazem cinquenta anos; Festa de Santo António e S. Sebastião, em janeiro, organizada pelos jovens que fazem os vinte anos.

Património Cultural e Edificado: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, Capelas de Santo António e de S. Sebastião, Casa Açores, Coreto, Cine Teatro Rogério Venâncio, Igreja de Covão do Coelho e Capela de Vale Alto. 

Coletividades: Sociedade Musical Mindense; Vitória Futebol Clube Mindense; CAORG – Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro; Casa do Povo de Minde; Associação Cultural e Recreativa do Vale Alto; Centro Sócio-Cultural de Covão de Coelho; Rancho Folclórico de Covão de Coelho; Sociedade Portuguesa de Espeleologia – Delegação de Minde; Agrupamento de Escuteiros de Minde; Associação de Pais de Minde; APECCA – Associação de Pais e Encarregados de Educação de Covão do Coelho; Associação Cabaça Seca; CIDLeS – Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social.

A Coletividade mais antiga da freguesia de Minde é a Sociedade Musical Mindense, fundada em 1915, mas com raízes no século XIX. Assim, por volta de 1870, tentou-se, em Minde, a formação de uma Sociedade Filarmónica, que teve existência efémera. A sociedade acabou por desfazer-se pouco tempo depois da sua criação, mas ficou para sempre latente nos mindericos o gosto pela música. Em 1915, uma nova banda veio dar continuidade ao ideal que esteve na origem da criação da primeira filarmónica. O nome desta instituição cultural, que ainda hoje constitui uma grande referência para o povo de Minde e para o concelho de Alcanena, é Sociedade Musical Mindense, não tendo havido grande dificuldade na escolha do nome. No percurso da Sociedade Musical Mindense, houve muitos incidentes, sobretudo durante a primeira metade da existência da coletividade, com algumas paragens mais ou menos prolongadas, mais por desistência do que para descanso, como é natural acontecer nas coletividades de índole cultural ou recreativa.
Do curriculum da Sociedade Musical Mindense constam efemérides de grande relevância, não só na vida da coletividade, mas também na história das gentes de Minde, tais como a construção da sua própria sede, a atuação da Banda na TV, a sua deslocação a terras do sul de França a as suas atuações na Expo 98.

Minde compreende a vila e os lugares de Vale Alto e Covão do Coelho. Está situada muito próxima da Serra de Aire, no extremo norte do concelho. A região apresenta escassez de terras férteis para a agricultura, pelo que, desde cedo, terão surgido a pastorícia e o fabrico artesanal de lanifícios.

Uma das maiores riquezas desta freguesia é a sua etnografia, que apresenta grande variedade e complexidade, com forte expressão, e o calão minderico, ainda atual, o que é sinónimo de uma intensa e longa vida comunitária. Crê-se que a freguesia de Minde surgiu a partir de uma ermida de invocação de Nossa Senhora dos Cerejais, onde havia missa, sendo os funerais e os sacramentos feitos em Santa Maria. No entanto, em 1547, Minde tinha já por orago Nossa Senhora da Assunção.

Foi em ligação à atividade de produção e venda de mantas de terra em terra pelos frades ou por quaisquer outros indivíduos ligados à lã, à cardação, à tecelagem, ou à venda destes artefactos que surgiu o “calão minderico” ou “piação de charales”, que consiste em não mais do que “agarrar” em elementos vocabulares do português da região e deslocá-los dos seus significados comuns, no propósito de criar uma língua secreta que permitisse a autodefesa do grupo.

Entre as vilas de Minde e Mira de Aire (concelho de Porto de Mós) situa-se o Polje de Minde/Mira de Aire, mais vulgarmente conhecido pelo nome de Mata de Minde. Nos Invernos medianamente chuvosos, rios subterrâneos rebentam à superfície, constituindo, durante a Primavera, uma lagoa que, em alguns anos, atinge volume significativo, levando ao título sumptuoso de Mar de Minde. Acabadas as chuvas, a água escoa-se pelos algares e o espaço povoa-se de plantas e ervas bravias numa diversidade de cores e cheiros que não tem paralelo em ambientes citadinos.

Mas esta paisagem magnífica tem um outro ponto de observação mais soberbo ainda. Se entrou por este caminho não se esqueça, depois de atravessar a vila, e ao chegar às proximidades da Mata, volte à esquerda e suba a estrada que liga à Serra de Santo António. Encontrará, no alto da serra, uma das vistas mais empolgantes de todo o Ribatejo.

Em 1165, um quarto de século após a independência de Portugal, D. Afonso Henriques concedia isenção de impostos a D. David e mais catorze casais que aqui habitavam, a fim de manterem uma albergaria que desse abrigo aos viandantes. Este privilégio, confirmado ao longo dos séculos por nada menos que vinte e três cartas reais, durou até cerca de 1820, e constitui o elemento mais duradoiro na história local.

Desde o século XVII que pode documentar-se a atividade têxtil, que assumiu volume notável particularmente a partir de meados do século XVIII, para tal tendo influído, entre outros fatores, a presença de um hospício de frades arrábidos, que terminou pela Lei da Extinção das Ordens Religiosas, em 1834, e do qual restam ainda algumas paredes e a divisão da cerca.

A Igreja, de origem muito antiga foi, até meados do século XVII, dedicada a Nossa Senhora do Cerejal, depois passou a ter como orago Nossa Senhora da Assunção. A sua forma atual vem do final do século XVII, encontrando-se muito bem conservada, com uma riqueza de talha que alguém classificou como “ a melhor a sul de Coimbra “ e painéis de azulejos da época, sendo os da Capela-mor pintados de propósito para o local. As capelas de Santo António e S. Sebastião, uma a sul outra a norte da povoação, datam do século XV ou XVI, podendo a de Santo António ter origem na tradição sacra do lugar, por aqui ter existido, até ao século XVII, o túmulo de D. David, que o Rei Fundador citou no decreto sobre a albergaria.

As ruas sinuosas e apertadas, o aproveitamento das rochas para sobre elas levantar paredes, a pequenez das casas e o traçado consoante os relevos do terreno são os sinais da antiguidade ainda hoje bem visíveis.

Uma das expressões mais curiosas da cultura tradicional do povo de Minde encontra-se no Calão Minderico, que foi linguagem cifrada de feirantes, provavelmente desde o século XVIII até quase meados do século XX. 

In CMA

venda na localidade um dicionário desta preciosidade linguística.

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