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MORFOLOGIA DAS FLORES

Terça-feira, 13.05.14

É por demais sabido que a ilha das Flores é, extremamente, montanhosa. Por toda a parte se erguem montes e colinas entrelaçados com vales e ravinas, umas e outros de uma beleza rara e duma sublimidade inexaurível. A maior parte da costa da ilha é rochosa e escarpada, destacando-se algumas pontas, também elas imponentes e altivas, como a Ponta do Albernaz, a dos Bredos, a da Água Quente, a da Caveira e a da Ponta Ruiva. Ao redor da ilha proliferam vários pequenos ilhéus, alguns deles também altos e escabrosos, como o Monchique, o dos Rodrigues, o da Água Quente, o de Maria Vaz ou da Gadelha, o do Portinho, o Furado, o da Alagoa, o do Cão, etc.

Há, no entanto, al longo da costa zonas mais baixas, em muitos casos ladeadas por amplas baías, algumas delas a servirem de portos, como acontece, em Santa Cruz. Lajes, Ponta Delgada e Fajã Grande. Noutros locais surgem grandes as enseadas, como a da Ribeira Grande, da Água Quente e dos Fanais.

Do interior da ilha, na direcção do litoral, por entre vales e ravinas, por vezes formando belas cascatas, correm diversíssimas grotas e ribeiras. Frei Diogo das Chagas ou alguém por ele, terá contado cerca de 360. Impressionante. Pode-se dizer que nas Flores, tendo em conta também, lagoas, lagos e poços, quase que há mais água do que terra. Destas ribeiras destacam-se a Ribeira da Cruz, a da Silva, a Funda, a Grande, a dos Moinhos, a d’Além da Ribeira, a Ribeira da Fazenda a das Casas, a do Cão e a maior de todas as afluentes, a ribeira do Ferreiro, a desaguar na Ribeira Grande.

Quanto a montanhas, são de referir o Morro da Cruz, o Pico da Sé, o Morro Grande, o Monte das Lajens, o Lombo Grosso, o Pico do Cabouco, o Lombo da Vaca, o Pico da Burrinha, das Pontas Brancas, o Rochão do Junco, o Queiroal e a Caldeirinha. Existem, também belas lagoas, chamadas caldeiras: a Funda das Lajes, a Rasa, a da Lomba, a Funda, a Comprida, e a da Água Branca e a Seca Em todas elas se verifica o mesmo movimento contínuo de pequenas ondas semelhantes às da águas do mar, em dias de calmaria. Existem ainda muitos lagos de rara beleza, como o Poço da Alagoinha, uma espécie de ex-libris da ilha.

A origem vulcânica da ilha das Flores é testemunhada pela existência, ainda hoje, de algumas emanações sulfurosas de água quente, umas ainda a emanarem da terra outras, simplesmente, presentes na toponímia, pelas árvores, nomeadamente os teixos e os cedros. Há, pois, na ilha, provas um vulcanismo, embora muito remoto, pese embora não haja conhecimento de qualquer fogo vulcânico ou terramoto na ilha, nos tempos mais recentes. Segundo Silveira Macedo e Américo Costa, o primeiro terramoto que se sabe ter acontecido nas Flores ocorreu em 1793 e teve os seus efeitos na freguesia do Lajedo: abateu em 18 metros a altura da montanha da Ribeira do Campanário. Sete anos depois, um segundo tremor de terra voltou a abater a mesma montanha, expondo um manancial de águas pretas que tingiam tudo, mas secaram ao fim de 4 ou 5 anos.

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publicado por picodavigia2 às 14:53





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