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NASCIMENTO DO DESPREZO

Domingo, 08.03.15

Vagueava o amor. Ogivas de ternura.

Enlevos arrogantes de amizade.

E eu… preso, acorrentado à soledade.

Só! Navegando em barcos d’amargura.

 

É ódio a pedra que vão se procura.

Escravo d’ousadia, d’ansiedade,

E d’ilusão. Tremenda a crueldade

Que me prende. Arrogante desventura!

 

Se eu esqueço o sofrer que se evapora,

Há um mar de ilusão acrisolada,

Um gemido de arrogância magoada.

 

E o desprezo, na alvura da aurora,

Renasce, lança amor e rodopia.

E adormece em dolente nostalgia.

 

Angra, 1966

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publicado por picodavigia2 às 17:17





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