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O CABEÇO DO CÃO SANTO

Terça-feira, 22.07.14

Conta uma lenda muito antiga que no mato da Fajã Grande, para os lados da Caldeirinha, antigamente, existia um pequeno cabeço, hoje impossível de se ver devido à vegetação que ali existe, em cima do qual existia uma pedra cuja forma fazia lembrar, em tudo, um enorme cão.

Ora, naqueles tempos, aqueles terrenos eram muito férteis e neles existiam boas e verdejantes pastagens que eram de todos mas não eram de ninguém. Assim os moradores dos lugares da Fajã, da Ponta e até da Cuada, levavam para ali as suas ovelhas, misturando-se as de uns com as dos outros.

Os animais viviam ali dia e noite, alimentando-se e reproduzindo-se. Os donos iam lá de vez em quando, para lhes tirar o leite, a lã, matando um ou outro para se alimentarem com a sua carne.

Os animais tinham nas orelhas marcas que identificavam a quem pertenciam, mas alguns moradores, no entanto, eram maus e ladrões, pelo que matavam animais que não eram seus e, por vezes, às escondidas, até tiravam leite e lã aos que não lhes pertenciam. Algumas vezes, sendo apanhados a roubar, provocavam zaragatas, bulhas e guerras entre uns e outros.

Mas tudo isso acalmou e deixou de haver homens a roubar ovelhas ou a tirar leite e lã às que não eram suas, porque, segundo contavam os que ali iam, sempre que o tentavam fazer, o cão começava a uivar em altos berros e atirava-se a eles, impedindo-os de assenhorear do que não era seu.

Essa a razão, ao que parece, por que começaram a chamar àquele lugar o Cabeço do Cão Santo.

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publicado por picodavigia2 às 09:58





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