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OS CAPITÃES DAS FLORES E CORVO

Segunda-feira, 19.05.14

Segundo Mendoça Dias a lista dos capitães das Flores e Corvo, desde que os Teives as alienaram até 1650 é a seguinte:

Fernão Teles - comprou as “Foreiras” aos Teives (que as descobriram ou delas se apossaram), segundo carta régia de confirmação da venda passada em 28 de Janeiro de 1475. Foi casado com D. Maria de Vilhena que, já viúva e com seu filho, a vendeu a João da Fonseca.

João da Fonseca - venda está confirmada por carta régia de 1 de Março de 1504, com as mesmas concessões.;

Pedro da Fonseca - filho do anterior sendo a sucessão confirmada por carta régia de 6 de Agosto de 1506. Foi o primeiro a usar o título de capitão das Flores e senhor do Corvo, por ter comprado o ilhéu a Antão Vaz.

Gonçalo de Sousa - segundo filho do anterior, sendo a sua sucessão confirmada pelas cartas régias de 12 de Janeiro de 1548 e 12 de Setembro de 1575. Casado com D. Beatriz de Távora, não tiveram descendentes pelo que o direito de herança da capitania caducou.

D. Francisco de Mascarenhas - conde de Santa Cruz e senhor das duas ilhas por carta régia de 17 de Setembro de 1593. A doação concedida como compensação pela perda da capitania do Faial e por estar vaga a das Flores;

D. Martinho de Mascarenhas - 2º conde de Santa Cruz e filho do anterior. A sucessão foi confirmada pelas cartas régias de 3 de Janeiro de 1608 e de 20 de Setembro de 1624.

D. Beatriz de Mascarenhas - 3ª condessa de Santa Cruz e filha do anterior. Foi casada com João de Mascarenhas, a quem o rei deu o título de conde de Santa Cruz, doando-lhe a capitania das Flores e do Corvo por carta de 15 de Junho de 1650.

Sucederam-lhes: D. Martinho de Mascarenhas II - 4º conde de Santa Cruz (1665-1676); D. João de Mascarenhas II - 5º conde de Santa Cruz (1676-1691); D. Martinho de Mascarenhas III - 6º conde de Santa Cruz e 3º marquês de Gouveia (1691-1723); D. João Maria de Mascarenhas - 4º marquês de Gouveia (1723-1740) e D. José de Mascarenhas - 5º marquês de Gouveia e 8º duque de Aveiro (1740-1759).

Em 1759, após a condenação e execução do duque, a capitania retornou à Coroa.

Pedro da Silveira caracteriza assim os governos das três dinastias

de capitães ou donatários como ele escreve: “Os Teles não se preocuparam com as ilhas a seu encargo. Os Fonsecas deram um notável impulso à sua efectiva colonização, em certa medida estimulados pelos reis, dada a crescente expansão castelhana para Oeste. Os Mascarenhas cuidaram sempre e apenas do que as ilhas lhes rendiam ou podiam render, não demonstrando a mais leve preocupação com o seu desenvolvimento ou com o bem-estar dos que lá viviam. Sugavam, implacavelmente, a população em rendas e dízimos e igualmente o faziam os seus feitores, em proveito próprio. Desde que esta família tomou posse da capitania, em 1593, não mais se criou ali qualquer freguesia.”

 

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publicado por picodavigia2 às 12:04





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