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OS PRIMEIROS BATIZADOS DA FAJÃ GRANDE

Sábado, 20.12.14

A paróquia da Fajã Grande foi criada por alvará régio em abril de 1861, sendo, assim, desanexada da Fajazinha, só a partir de julho, por decisão do Bispo de Angra Dom frei Estevam da Sagrada Família, passou a ter pároco e começou a registar batismos, casamentos e óbitos. Até essa data, todos os registos eram feitos na igreja da Fajãzinha. Nesse ano em que se deu início aos primeiros registos, até esse mês, ou seja até julho, tinham sido registados os batizadas de 12 crianças na paróquia da Fajazinha. A partir de Julho realizaram-se na igreja Fajã Grande e foram registados os primeiros batismos, num total de 14. Os primeiros foram os seguintes:

Nº 1 Isabel, filha de Manuel Rodrigues Silvestre, trabalhador, e de Maria Thomazia do Coração de Jesus, nascida na Ponta. Os pais casaram na Fajãzinha em 16-11-1856

Nº 2 Raulino, nasceu no filho de Raulino José da Silveira, lavrador e de Anna Claudina da Silveira que casaram na Fajãzinha emOS15-1-1946

Nº 3 Claudina que nasceu na Rua Direita e era filha natural de Anna Isabel.

Nº 4 Manuel que também nasceu na Ponta era filho de Manuel Luís Furtado, trabalhador e de Isabel Inácia. Casaram na Fajazinha em -11-60

Nº 5 Manuel nasceu na Fontinha, filho de José Luiz Furtado, lavrador e de Maria Thomásia, residentes na Fajã Grande, mas naturais do Corvo, onde casaram em 2-9-1858

Nº 6 António, filho Manuel António Serpa, lavrador e de Maria de Jesus, naturais dos Cedros e curiosamente a residir no lugar do Areal que na década de cinquenta já era desabitado e onde havia apenas uma casa, velha e desabitada, conhecida como casa da Maria do Areal.

Nº 7 Malvina, filha de José de Freitas Cardoso, trabalhador e de Floripes Luiza da Silveira, residentes na rua da Via d’Água, que pode muito bem ser tia Malvina ou uma irmã com o mesmo nome, falecida em criança.

Nº 8 António que nasceu na Rua Direita e era filho de José António de Fraga, trabalhador e de Maria Emília Bernardo do Coração de Jesus

Nº 9 Tereza, nascida nas Courelas, filha de Francisco Augusto Rodrigues lavrador e de Anna Luiza.Amélia.

Alguns destes batismos, apesar de registados na Fajã Grande, foram realizados na Fajãzinha pelo pároco José Maria Henriques Álvares, devido a ausência do pároco da Fajã Grande.

Era pároco na Fajã Grande o padre António José de Freitas. Como os padrinhos, regra geral, não sabiam assinar, todos os registos, a rogo deles estão assinados por um senhor de nome Lauriano José de Freitas Henriques. Os batismos números 5, 6, 9, 10 e 11 foram os realizados na Fajãzinha pelo pároco José Maria Henriques Álvares, enquanto os 7 e 8 foram realizados por um frade de Santa Cruz de passagem pela Fajã Grande, de nome Diogo António José de Freitas. Este frade franciscano nasceu em Santa Cruz, em Abril de 1788 e faleceu na mesma vila, em 1766. Foi capelão na Fajã Grande e esteve colocado na Fajãzinha como vice-vigário, coadjutor e cura Também foi cura e vice-vigário da Matriz de Santa Cruz, chegando a exercer o cargo de Ouvidor Interino.

Reza assim o termo de abertura do primeiro livro de batismos da Fajã Grande:

Este há-de servir para nelle se lavrarem os assentos dos baptizados na Par.ia do Senhor São José na freguesia da Fajã Grande, do Concelho da villa das Lajens, desta ilha das Floeres, na conformidade do decreto de 19 de Agosto de 1859, passar o resto do ano de 1861, com princípio na data da implementação da dita paróquia, Vai numerado com a rubrica do meu cognome e a frase que diz(?) Freitas e Silveira. Villa das Lajens da ilha das Flores. 30 de Julho de 1861.

O Ouvidor Ecle.º

João Pimentel Freitas e Silveira. “

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publicado por picodavigia2 às 09:09





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