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PEIXE DE ÁGUAS TROPICAIS ENCONTRADO NA FAJÃ GRANDE, ILHA DAS FLORES

Terça-feira, 07.10.14

Há tempos foi um pássaro, desta feita um peixe. Na verdade, parece haver sempre algo de estranho e diferente nestas magníficas e sui géneris ilhas do grupo ocidental açoriano no atlântico norte. De facto alguns órgãos de comunicação açorianos assim como o Forum Ilha das Flores anunciaram que investigadores da Universidade dos Açores e da Universidade de Estugarda, em conjunto, estão a estudar o aparecimento de um peixe de águas tropicais e subtropicais ao largo da ilha das Flores. O peixe com 14,84 kg, cuja espécie ainda não foi identificada, foi capturado na tarde do dia 30 de Julho, numa cavidade de uma baixa da costa da Fajã Grande, a cerca de 10-12 metros de profundidade, pelos caçadores submarinos Pedro Lima e Sílvio Gonçalves.

Nem os caçadores, nem os pescadores da zona conseguiram identificar a espécie, concluindo que se tratava de uma captura inédita. Através de pesquisas na internet foi possível perceber que se tratava de um peixe do género pargo-luciano, mas a espécie em concreto ainda está a ser estudada pelos investigadores João Pedro Barreiros, João Gonçalves e Ronald Fricke, que se preparam para publicar um artigo sobre esta matéria numa revista da especialidade.

Segundo João Pedro Barreiros, há duas hipóteses que podem justificar o aparecimento deste peixe adulto nos mares dos Açores, mas a resposta exige uma monitorização dos investigadores: “Pode ser uma ocorrência esporádica ou pode ser que haja mais indivíduos já instalados”, explicou. É por isso que já foi lançado um apelo aos caçadores submarinos para que estejam atentos ao aparecimento de espécies diferentes.

Este ano, outro peixe deste género foi apanhado nas Canárias e pouco tempo depois foi capturado este nos Açores”, frisou o investigador. Esta foi a primeira vez que se registou um peixe desta família na Região, mas não é a primeira vez que aparecem espécies de águas tropicais. Ainda assim, segundo João Pedro Barreiros, é especulativo falar de um eventual processo de “tropicalização faunística”. Por isso, é preciso continuar a monitorizar as espécies que existem no mar dos Açores, até para “conhecer melhor a biodiversidade marinha”.

 

Dados retirados do Forum ilha das Flores e jornal Correio dos Açores

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publicado por picodavigia2 às 07:07





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