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POEMA AO “BENJAMIM”

Quinta-feira, 26.03.15

Pese embora as diligências feitas, pouco consegui apurar sobre ele, apenas que é natural das Capelas, tendo emigrado para os Estados Unidos. Como, nos contactos que tive com ele, durante o Encontro, se revelou uma pessoa de uma grande bondade, ostentando, permanentemente, um simpático e alegre sorriso e um franco companheirismo e, ainda, porque creio que foi o “benjamim” do Encontro, do qual, na verdade, foi mais um “Senhor”, dedico-lhe este poema de Manuel da Fonseca:

 

MENINO

 

“No colo da mãe,

A criança vai e vem,

Vem e vai.

Balança

Nos olhos do pai,

Nos olhos da mãe

Vem e vai,

Vai e vem

A esperança.

 

Ao sonhado

Futuro,

Sorri a mãe,

Sorri o pai.

Maravilhado.

O rosto puro

Da criança

Vai e vem

Vem e vai,

Balança.

 

De seio a seio

A criança

Em seu vogar

Ao meio

Do colo-berço

Balança.

 

Balança

Como o rimar

De um verso

De esperança.

 

Depois quando

Com o tempo

A criança

Vem crescendo

Vai a esperança

Minguando.

E ao acabar-se de vez

Fica a exacta medida

Da vida

De um português.

 

Criança

Portuguesa

Da esperança

Na vida

Faz certeza

Conseguida.

Só nossa vontade

Alcança,

Da esperança,

Humana realidade.

 

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

 

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