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SÓNIA MIRANDA NA CUADA

Sábado, 03.01.15

Após terminar a sua apresentação em público, durante mais de seis meses, com a peça Espera pela Tua Vez, a atriz Sónia Miranda encontrou, numa das casas rurais da Aldeia da Cuada, na Fajã Grande das Flores, um espaço feito à sua medida para o necessário e merecido repouso, após uma ininterrupta e desgastante atuação.

O que mais encantou esta jovem atriz portuguesa, neste magnífico recanto paradisíaco açoriano, para além do silêncio e de um misterioso envolvimento com a natureza, na sua pureza original, foi a proximidade do mar. “Se o mar chama por mim não posso resistir ao seu apelo”, declarou a atriz à revista francesa Succès.  Mas nas Flores em geral e na Fajã Grande em particular, se o mar, por vezes, bravo e altivo impede que tome banho nas suas águas límpidas e puras ou se zarpe de barco até aos recantos da baía dos Fanais e ao ilhéu de Maria Vaz ou até de dar uma volta à ilha, as serenas e doces águas dos poços do Bacalhau, da Alagoinha e de tantos outros, alguns ali bem perto, podem embalar-nos em encanto e fantasia. Ao redor do pequeno povoado, cenários deslumbrantes e paisagens maravilhosas. O paraíso ideal para descançar.

O trajecto pedestre e que não pode ser feito de outra forma, após a viagem do Aeroporto de Santa Cruz até ao Vale Fundo, entre a estrada e o antigo povoado, agora transformado em resort, é curto, mas suficientemente esclarecedor em termos de paisagem natural, daquilo que a atriz poderá encontrar naquela belíssima ilha açoriana e aguça-lhe o apetite para pequenos passeios pedestres, de que tanto ela gosta, nos arredores do pequeno planalto, onde se localiza a aldeiea turística. Ali perto, o alto da Eira da Cuada, com a secular Pedra da Missa, a desfrutar de uma bela vista sobre o vale da Fajãzinha e o oceano. De relance, pode passear no silêncio deserto das ruas empedradas, ladeadas por muros rústicos e os pátios de pedra do velho mas recuperado casario, outrora casas habitadas e palheiros de gado que, dourado por um radiante sol outonal, deixa saudades a quem ali se fixa, mesmo que seja por uns escassos dias. Com a Ribeira Grande aos pés, a esplanada do restaurante Por-do-Sol, jã na Fajãzinha, mas ali bem perto, é um porto seguro para Sónia sacear-se dos melhores peixes, carnes, queijos e petiscos que a ilha produz. Depois de um revigorante mergulho no mar, nas magnícas águas do cais da Fajã Grande, ou de um passeio de barco, nada melhor do que ganhar novas energias com a mais-valia gastronómica da ilha – o peixe, nomeadamente, o cherne,

Aberto aos fins de semana, a atriz, que não se demorará por ali mais do qur uns escassos oito dias, aproveitou o primeiro sábado após a sua chegada para ali se deslocar e saborear as especialidades da casa, toda ela elaborada à base de produtos locais e tradicionais; peixe, lapas, carne guisada, feijoada, algas marihas, linguiça e morcela. A atriz começou pelas  tradicionais tortas de musgão. De seguida e enquanto saboreava umas rodelas de morcela e linguiça intercaladas com pedacinhos de bolo do tijolo, Sónia recordou as suas origens e formação teatral. “Nasceu em Mirandela, mas, em miúda, passava ali muito pouco tempo, apenas no mês de Agosto. Os pais, pouco tempo depois de ter nascido, emigraram para a França, fixando-se nos arredores de Paris. Já adulta regressou a Portugal, desta feita para estudar teatro em Lisboa, onde se fixou definitivamente e onde trabalha”. Uma bela posta de cherne grelhado com batata e um cativante molho cru interrompe o desfilar de memórias. Adoçada a boca com um belíssimo pudim de laranja Sónia parte, desafiada em subir a rocha dos Bredos, até à mítica cruz da Caldeira. Mas aina é cedo e o Sol muito quente. Umas horas passadas no Rossio, a ouvir o canto dos pássaros e os murmúrios das fonts são lenitivo para a subida.

O regresso à Cuada, até o percurso pedestre é de automóvel. Espera-a o silêncio, o mistério, a serenidade e o encanto.

Velozes com o vento os dias passam rápidos. Chega ao fim o idílio. Sónia promote voltar… “Se puder, claro.”

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publicado por picodavigia2 às 09:54





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