Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



STATUS QUO

Domingo, 03.08.14

Aqui ao lado, logo em primeiro lugar e ao sair de casa, ou junto à porta, corre uma fonte. Não será uma Fonte Sacra, mas dela, quando aberta, corre água, pelo que torna a rega neste espaço, relativamente fácil. Primeiro a vinha da latada. Está vistosa e substancial. As uvas, embora já com alguns bagos caídos, na sua maioria, estão ainda muito verdes. Mas vislumbra-se que um ou outro cacho já está a caminhar para o maduro. Os Ancestrais kwiwis crescem, crescem, mas nada de fruto, enquanto os araçazeiros florescem viçosos. Indiferentes a secas, sem quaisquer preocupações. O chão, cobre-se de muitas ervas, à espera de serem arrancadas, entrelaçadas com as enormes árvores, também elas a crescerem e os bardos do muro circundante, aguardam uma boa poda.

No que diz respeito à expansão desta propriedade junto de casa, ou seja daquela parte com muros de cimentos mais novos, há que destacar, primeiro, a Lauta faia, muito antiga e suculenta, mas grande, muito grande e viçosa. Ao lado, também já há algum tempo plantadas, as irmãs, ou seja as outras pequenas faias, lamentavelmente rodeadas, de destruidoras, gananciosas e malévolas ervas daninhas. Impõe-se limpá-las. As bananeiras, altivas e orgulhosas dos seus belos frutos, sobretudo os de outrora produziam, hoje estão quase secas. O enorme limoeiro, firme e elegante, está carregadinho de belos limões, à espera da safra. No fundo as couves, Giestas de belas sopas, outrora definhadas e raquíticas, agora surgem viçosas e atraentes.

Na Adega, quase senti “ais”! Que espectáculo! Primeiro a velha figueira, é verdade que célica mas hesitante, ora a querer brindar-nos com belos figos, ora a, aparentemente, revoltada e revoltosa, a atirá-los ao chão. Atrás tudo floresta. Arautos da beleza as madressilvas entrelaçadas com vinha e a deslumbrante e belíssima videira, encostada à empena da adega. Enorme, bela e altiva! Ao lado outras não menos maravilhosas vides de uva de mesa, também elas deslumbrantes, vaidosas. Como que a simularem vergonha e a olharem, em aparente soslaio, o sol que as aquece e fortifica. As plantas ornamentais, com destaque para a néveda, florescem viçosas, alegres, alheias à confusão.

Já na Funda. Primeiro, as vinhas, plantadas de novo. As do lado, zelosas da sua verdura, belas e florescentes, desejosas de darem os seis cachos, e as do meio, alegres e generosas, outrora envergonhadas, agora a mostrarem-se desejosas de dar os seus frutos. As pequeninas macieiras do lado, Dinâmicas na sua aparência, muito belas, mas ainda sem frutos a competir com a velha e forte árvore de nome estranho, muito forte e portentosa. A última, intrigante. Dela pouco se sabe e o seu futuro, manifesta-se, aparentemente incerto. S. José nos acuda. Alhos, Ledos e perdidos, outrora elegantes e briosos, amigos e leais, perdem-se entre ervas daninhas. Batatas Inebriantes. Feijões Tristes mas prometedores. Alfaces à espera da safra. Frenéticas aguardam a Safra. Tomateiros repletos, alguns quase Perdidos, a mostrar que querem ser colhidos. Depois o enorme amplo inhamal. Melhores inhames não há. Foram tão bem mondados. Tudo se retirou, por isso permanecem agora, veteranos e silenciosos. O castanheiro, augusto e generoso, finalmente deu um ouriço, e as bananeiras, Claras e lúcidas, ostentam os seis cinco cachos. Na belga as Nogueiras, solenes parecem Pereiras. Lá no alto, perdidas, as videiras esmorecem.

A segunda parte, inicia-se nas Pias, nos Cabeços, na estrada nacional. A vinha, incorporada em cinco espaços. Cachos ainda verdoengos, ansiosos de amadurecerem, muitos ainda verdoengos, zelosos do seu suco. A Macieira do lado carregadinha de sumarentas maçãs Na encosta, qual Castelão antigo, agora a antiga Macieira, com muitos frutos e a outra, uma espécie de árvore helénica, aparente desfeita e desinteressada de dar frutos. No chão duas belas e orgulhosas e bonitas árvores. O milho a fazer inveja, pela sua beleza e altivez Batatas e feijões a Excederem-se em qualidade. No Dilúvio, Saibel. Belos cachos, densos vinhedos, esperançosa colheita. Pelo meio mondas e ervaçais. Junto à Parede norte, vinhas novas, brejeiras as primeiras, Pacíficas as segundas, aguardando a enxertia as outras, mais longe. A figueira, tem figos, mas Só três. O araçazeiro carregadíssimo. Na Ribeira, estão boas as abóboras rosáceas. Laranjeiras, Ansiosas de dar fruto, pequenos arbustos, Imponente pessegueiro e as pequeninas bananeiras. Depois e junto à parede Queimada, milho elegante, batata adocicadas, feijões, tomates, tudo â espera de ser trabalhado.    

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por picodavigia2 às 09:46





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

VISITANTES

free web counter

calendário

Agosto 2014

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31