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O CAMINHO DO MEIO, EM SÃO CAETANO DO PICO, ESCOLHIDO COMO UMA DAS 322 ALDEIAS (LUGARES) CANDIDATAS ÀS 7 MARAVILHAS DE PORTUGAL

Sábado, 01.04.17

O lugar do Caminho do Meio, pertencente à freguesia de São Caetano, na ilha do Pico está incluído na lista das aldeias candidatas às “7 Maravilhas de Portugal”. Recorde-se que, como defendeu acerrimamente o poeta e escritor açoriano Pedro da Silveira, nos Açores não existem propriamente aldeias como acontece no território continental, uma vez que no arquipélago as povoações rurais com um aglomerado populacional de categoria inferior à vila, embora podendo dispor de autonomia administrativa e de economia de subsistência são denominadas simplesmente por freguesias ou, no caso das partes de um povoamento destas, por lugares. Aldeia é também um lugar vivo, um espaço de comunidade, com uma vivência quotidiana de trabalho, de partilha, de identidade territorial e de memória coletiva, cada uma expressando à sua maneira a dinâmica das suas comunidades, e respondendo com resiliência aos desafios dos tempos.

Foram 23 os lugares ou aldeias açorianas este ano incluídas como candidatas às 7 Maravilhas de Portugal e entre elas surge, surpreendentemente, o típico lugar das adegas na freguesia de São Caetano, da ilha do Pico, conhecido como Caminho do Meio.

Conforme foi divulgado na 29ª edição da BTL – Feira Internacional de Turismo, que se realizou nos dias 15 e 19 de março, no Parque das Nações em Lisboa e onde as ilhas açorianas estiveram amplamente representadas, este ano, nas 7 Maravilhas de Portugal escolhem-se as melhores aldeias do País. São 322 as candidatas, apuradas entre 446 apresentadas que estão divididas em sete categorias – Aldeias Monumento, Aldeias de Mar, Aldeias Ribeirinhas, Aldeias Rurais, Aldeias Remotas, Aldeias Autênticas e Aldeias em Área Protegidas.

De acordo com os dados revelados durante a referida feira, o maior número de candidaturas vem do centro de Portugal com 159 aldeias indigitadas. Depois do centro, a região com mais candidaturas apuradas é o Norte, com 79 aldeias. Segue-se o Alentejo, com 37; os Açores, com 23; o Algarve, com 16; e a Madeira, com 11.

Sabe-se ainda que a 7 de abril serão conhecidos os 49 pré-finalistas, votados por um painel de especialistas. A partir dessa data e depois da aprovação do conselho científico começa a promoção das candidaturas. Os portugueses podem começar a votar a partir de 3 de julho, por chamada telefónica. As grandes vencedoras que vão constituir o guia das 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias conhecem-se a 3 de setembro.

Das 23 aldeias (lugares) açorianas que integram a lista completa, a maior fatia pertence à ilha de São Miguel. O Pico, infelizmente, surge em lugar de menor destaque com apenas duas candidaturas: Aguada, no lugar das Pontas Negras, freguesia das Ribeiras e Caminho do Meio, na freguesia de São Caetano.

Embora haja um longo caminho a percorrer e se preveja que seja muito difícil chegar à vitória final e entrar na lista das 7 Maravilhas de Portugal, no que a lugares ou aldeias diz respeito, já é um feito notável um simples e minúsculo lugar da sempre esquecida freguesia de São Caetano integrar o grupo das 322 candidatas nacionais. Preparem-se, pois, os Sãncaetanenses residentes na freguesia e os da diáspora para, a partir do dia 3 de julho, votar massivamente no Caminho do Meio, se este ficar entre as 49 pré-finalistas.

Recorde-se que o Caminho do Meio, em São Caetano do Pico, é um histórico e idílico lugar da mais jovem freguesia do Concelho da Madalena, onde predominam as típicas adegas construídas em pedra de lava negra, ladeadas por currais de vinha, à mistura com algumas habitações, muitas delas sazonais. O Caminho do Meio é sobretudo um lugar histórico, porquanto terá sido ali que teve lugar o povoado primitivo da atual freguesia, o qual com os rigores do tempo e os ataques da fúria do mar, foi forçado a se deslocar para uma região mais alta, nos socalcos da montanha. É também neste local que se situa o histórico Porto da Prainha do Galeão, onde Garcia Gonçalves, um foragido do reino, com ajuda dos italianos de Génova e Vicenza que ali se haviam fixado, construiu o célebre Galeão, que ofereceu ao rei de Portugal D. João III, com penhora para saldar a sua dívida e assim reconquistar a sua liberdade, facto que deu nome ao lugar. Foi também este porto, hoje quase abandonado e esquecido, que se revelou como alternativa viável, em dias de temporal, às lanchas que faziam a travessia do Canal Faial-Pico quando impedidas de fazer serviço na Madalena ou no Porto do Calhau. A sua beleza e excentricidade levou a que os realizadores da série “Mau Tempo no Canal”, inspirada no livro de Nemésio com o mesmo nome, ali gravassem uma das mais empolgantes cenas da mesma: a fuga de Margarida para São Jorge, num bote baleiro…

Todos estes e muitos outros são os verdadeiros motivos para que o lugar do Caminho do Meio em São Caetano guinde, agora, os píncaros da fama e tenha lugar de honra entre as 7 Maravilhas de Portugal 2017, o que, diga-se em abono de verdade, não será fácil. Mas o ser nomeado, no entanto, já deverá ser motivo de grande orgulho para as gentes não só de São Caetano mas do próprio concelho da Madalena.

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A FAJÃ DO RODOVALHO

Segunda-feira, 29.08.16

Cuida-se que Gomes Dias Rodovalho e sua mulher Beatriz Lourenço Fagundes foram o primeiro casal que ocupou o território da ilha das Flores, onde se situa actualmente a freguesia da Fajã Grande. Mas o filho de Diogo Vaz Rodovalho e de Maria Esteves Cansado, para além de fundador da Fajã Grande, também foi capitão-mor e ouvidor da Ilha das Flores, sendo possuidor de muitas terras e, por isso mesmo, ficou sempre ligado à história daquela ilha e não apenas da Fajã Grande, já que terá sido ele o principal responsável pelo povoamento definitivo da maior ilha do grupo ocidental, iniciado por volta de 1504. Gomes Dias Rodovalho terá sido o primeiro capitão-mor, ouvidor e “sesmeiro” na ilha das Flores.

Sabe-se que era de origem francesa e que nasceu em Viana do Alentejo, junto de Évora, por volta de 1480, descendendo da Casa de Rodovalho, uma das mais importantes da Baixa Normandia, França. A sua mãe, Maria Esteves Cansado, era natural de Viana do Alentejo.

Na posse da ilha das Flores, sucedeu aos Teives e aos Telles, uns e outros desinteressados pela ilha, abandonando-a e fixando noutras paragens, uma vez que, sobretudo os Teives, estavam mais interessados em explorar a cana-de-açúcar na ilha da Madeira.

Sabe-se que foi o novo capitão-donatário das Flores, João da Fonseca, conterrâneo de Rodovalho, que o levou para às Flores, juntamente com outros colonos, com o intuito de o ajudar a povoar a ilha. Com eles terão chegado outros nomes conhecidos: Diogo Pimentel, Antão Vaz, Lopo Vaz, os irmãos Rodrigo Anes e Álvaro Rodrigues, Pedro Vieira e João Fernandes, tendo alguns deles perpetuado os seus nomes nos lugares da ilha que, provavelmente, ocuparam ou lhes pertenceram. Por essa altura, ou seja, no início do povoamento definitivo terão chegado outros colonos entre os quais, irmãos António e Pedro Fraga – com as respectivas mulheres – e Jordão Rodrigues, Gonçalo Anes Malho e João Fernandes, também eles a deixar registos da sua presença na toponímia da ilha.

Assim a Fajã Grande, a exemplo da Fajã de Lopo Vaz, da de Pedro Vieira, do Ilhéu de Álvaro Rodrigues, poder-se-ia muito bem ter chamado Fajã de Gomes Dias Rodovalho, ou simplesmente, Fajã do Rodovalho. Mas confesso que este último nome não soaria muito bem, podendo prestar-se a confusões ou graçolas.

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NOVA LEGISLAÇÃO SOBRE O USO DE LIXÍVIA, DETERGENTES E OUTROS PRODUTOS DE LIMPEZA DOMÉSTICA

Sexta-feira, 01.04.16

Na sequência da lei, que recentemente entrou em vigor e que obriga os agricultores a frequentarem formação adequada a fim de poderem não apenas aplicar mas também adquirir em postos de venda qualificados os produtos fitofarmacêuticos, vulgarmente conhecidos como pesticidas e herbicidas, está prevista, para breve, semelhante legislação relativa ao uso da lixívia, de detergentes e de outros produtos de limpeza doméstica utilizados pelas donas de casa e empregadas domésticas bem como pelas trabalhadoras das empresas desta área, quer respeitante ao consumo quer ao fabrico e venda.

A lei preanunciada e que, muito provavelmente, entrará em vigor já no próximo mês de junho, regula todas as atividades de compra, venda e de aplicação de todos os produtos de limpeza domésticos, nomeadamente os detergentes e lixívias utlizados nas casas de banho, cozinhas, azulejos, terraços, pátios, varandas, escadas e balcões, assim como todo outro tipo de detergentes, incluindo o sabão da loiça. A lei obriga ainda a que todos os agentes aplicadores destes produtos sejam sujeitos a ações de formação específica e adequadas e que haja, com alguma frequência não apenas inspeções aos equipamentos de aplicação, mas também aos locais e formas de guardar os referidos produtos, tendo em vista, sobretudo, afastá-los do alcance das crianças. Serão ainda, de acordo com o disposto na lei, inspecionadas com alguma regularidade, todas as instalações, quer das grandes superfícies comerciais quer dos pequenos comerciantes, destinadas à armazenagem destes produtos, da sua venda e do seu manuseamento o qual deve ser sempre feito com luvas.

A lei ainda estabelece os requisitos mínimos de segurança durante a limpeza e prevê que a formação adquirida inicialmente deva ser renovada ao final de cinco anos.

No que à aplicação dos produtos a nível doméstico diz respeito, estão abrangidos, exclusivamente, os aplicadores do sexo feminino ou seja donas de casa, quer sejam casadas quer vivam em união de facto. Assim ficam excluídos de se sujeitarem quer à fiscalização quer à obrigatoriedade da própria formação os homens casados ou equiparados que por iniciativa própria e nunca sob coação ou ameaça das respetivas consortes ou companheiras, as substituam ou simplesmente as ajudem na aplicação de todos estes produtos mas apenas no que às limpezas das suas próprias habitações diz respeito. Segundo os legisladores esta exceção visa incentivar os maridos a ajudarem as suas esposas companheiras a partilharem com maior frequência as tarefas domésticas de que, regra geral, andam bastante afastados. A lei ainda alerta para que nestes casos os aplicadores devam efetuar e manter, o registo de todos os produtos adquiridos e entregar as faturas dos mesmos com o número de identificação fiscal, juntamente com uma declaração sob compromisso de honra que foram os aplicadores dos mesmos, na Junta de Freguesia da sua residência, a fim de se candidatarem ao sorteio semanal de uma lambreta financiada por algumas das mais conceituadas marcas de detergentes e lixivias que já manifestaram vontade de aderir a este projeto. As empresas aderentes beneficiarão uma redução anual de 10% no IRC e IRS.

 

 

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UM MENU SIMPLES E ORIGINAL

Domingo, 11.10.15

Ontem como hioje, a Fajã Grande era fértil em produtos agrícolas de excelente qualidade. À magnífica produtividade dos tereenos aliava-se a enorme capacidade de trabalho dos seus habitantes e o esforço gigantesco que faziam, dia a dia, a fim de que os campos que cultivavam com esmero e dedicação produzissem o melhor, em qualida e quantidade. Assim, a nível da agricultuura, muito ali se produzia: milho, batatas brancas e doces, inhames, couves, cebolas, feijão, beterraba, etc. Paralelamente à agricultura, também a pecuária era exímia, destacando-se a criação de bovinos e suínos e a consequente produção de leite, queijo e de carne de porco. Acrescente-se ainda a produção de frutos, muitos deles sem exigir grande trabalho, uma vez que se desenvolviam naturalmente, entre os matagais de incensos e faias, como os araçás e as ameixas bravas, nos matos e nas encostasos áridas como as amoras e os tomates de capucho ou sobre os maroiros e paredes que ladeavam os cerrados, como os figos, as ivas e muitos outros. Plantada à beira-mar com excelentes baías e enseadas, o pescada também ocupava um lugar de relevo na alimentação quotidiana dos fajãgrandenses.

Apesar de todos estes recursos naturais e desta excelente produtividade a Fajã Grande não possuía nem possui uma significativa gastronomia tradicional. Talvez porque o tempo fosse escasso para o trabalho agrícola, talvez porque a mulher tivesse uma actividade doméstica intensa, ajudando, ainda, o homem no cultivo dos campos e na criaçao de gado, a culinária nunca foi objecto de grandes cuidados. Pratos pobres e simples, produtos cozidos ou fritos e pouco mais.

Mas com tão grande riqueza e variedade de produtos, hoje, dentro do espírito da cozinha gourmet, com muitos daqueles produtos poder-se-iam elaborar pratos fabulosos. A seguir apresentam-se três que poderiam ter ficado no historial pantracuélico fajangrandense. Mas não ficaram. São apenas uma mera fantasia, no entanto constituiriam o menu duma interessante refeição regional: sopa de agrião, croquetes de inhame e albacora e cheesecake de araçá.

Sopa de agrião: - Ingredientes: 200 gramass de batatas, cenoura, abóbora, cebola e alho, um mão cheia de agriões incluindo as folhas e os talos mais finos, um punhado de massinhas e uma colher de azeite. Preparação: Lavar bem todos os legumes, descascá-los e cortá-los em pedaços. Escolher os agriões, separar as folhas e aproveitar os talos mais tenros. Numa panela, colocar todos os legumes, menos as folhas de agrião e cobrir com água. Depois de tudo cozido, retirar algumas rodelas de cenoura e reservar. Triturar a sopa com a varinha mágica formando uma base. Juntar as massinhas, as folhas de agrião e a cenoura reservada, cortada aos cubinhos. Deixau ferver durante alguns minutos. Por fim colocar um fio de azeite e está pronta a servir.

Croquetes de inhame e albacora: Ingredientes: Um inhame pequeno cozido, sobras de albacora assasa,  meia cebola, meio dente de alho, um raminho de salsa, pão ralado. Preparação: Escolher e retirar as espinhas das sobras de peixe, esmagando-as com um garfo. Desfazer também o inhame com um garfo e juntar ao peixe, misturando e envolvendo muito bem. Picar muito miúda a cebola, o alho e a salsa e misturar tudo muito bem. Moldar pequenos croquetes, passando-os por pão ralado. Levar ao forno a alourarem. Servir com uma boa salada.

Cheesecake de araçá: Ingredientes: duas colheres de compota de araçá; cinquenta gramas de queijo fresco, quatro colheres de açúcar mascavado, quatro bolachas Maria e um pouco de leite.

Preparação: Cozer os araçás e depois de cozidos reduzi-las a puré. Juntar duas colheres de açúcar e levar ao lume brando. Triturar, finamente, as bolachas e envolve-las no leite, juntamente com uma colher de açúcar, de modo a formar uma massa consistente. Esmagar o queijo, misturando a outra colher de açúcar. Numa forminha de fundo amovível, colocar a compota de araçá, a mistura do queijo e a bolacha amassada.

Sugestões simples e fáceis que poderiam ter enriquecido o património pantracuélico fajãgrandense…

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O FILHO DO SAMACAIO

Segunda-feira, 31.08.15

O filho, o filho do Samacaio

Quando soube que no naufrágio da Urzelina,

O seu pai estava salvo,

Ai fretou logo, fretou logo um gasolina.

                                                                                                                       

O filho, o filho do Samacaio

Partiu muito preocupado.

Mas pouco andava, pouco andava o gasolina

Melhor fora ter ido a nado.

 

O filho, o filho do Samacaio,

Quando chegou à Urzelina

O Samacaio, o Samacaio já partira

Só ficara, só ficara uma menina.

 

O filho, o filho do Samacaio,

Esperou anos, esperou anos em vão

Soube que o pai tinha morrido

Ai tinha morrido nos baixos do Maranhão.

 

O filho, o filho do Samacaio,

Ai chorou tanto, chorou tanto, tanto, tanto.

Nem a mulher e nem os filhos

Ai fizeram cessar o seu pranto.

 

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VIGIAS DA BALEIA DAS FLORES E CORVO ALCANDORADAS PATRIMÓNIO MUNDIAL

Quarta-feira, 01.04.15

A UNESCO, a agência das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, está a estudar uma proposta, apresentada, conjuntamente, pelas câmaras municipais das ilhas do grupo ocidental açoriano Santa Cruz, Lajes e Vila Nova do Corvo, e apoiada pelo Governo Regional, que visa eleger as antigas vigias das baleias existentes naquelas ilhas, como Património Mundial da Humanidade, por considerar que as mesmas, verdadeiros marcos históricos da baleação açoriana, são de grande importância cultural e histórica não só para os Açores, como também para Portugal e para o mundo. Prevê-se que um grupo de representantes daquela organização visite aquelas duas ilhas nos próximos dias, a fim de analisar in loco as respetivas vigias ou o que sobra delas, prevendo-se, neste caso, a concessão de subsídios para a sua restauração e manutenção. A equipa da UNUESCO que nos próximos dias visitará as Flores e o Corvo, integra um grupo de especialistas que analisa, estuda, cataloga, nomeia e propões a conservação de locais de excecional importância cultural ou natural para o património comum da humanidade. Sob certas condições, os lugares listados podem obter verbas do Fundo do Património Mundial, o que naturalmente, poderá acontecer com algumas das vigias das Flores e do Corvo. Recorde-se que em 2013, foram analisados e listados em todo o mundo, 981 locais, sendo 759 culturais, 193 naturais e 29 mistos, pertencentes a 160 países. Entre eles estava a "Universidade de Coimbra - Alta e Sofia", aprovada como Património Mundial, durante a 37ª Sessão, em Phnom Penh, em Junho de 2013. Desta feita, caberá a vez das vigias das Flores e do Corvo, serem analisados entre outros locais naturais e históricos. De realçar que entre as vigias florentinas, tem destaque a da Fajã Grande, situada no alto do Pico da Vigia e considerada uma das mais belas e mais bem conservadas da ilha.

Segundo a sua convenção, adotada por vários países em 1972, a UNESCO considera um sítio Património Mundial quando o considera um local de importância mundial para a preservação dos patrimónios históricos e naturais de diversos países. Portugal adotou a convenção oito anos mais tarde, disponibilizando muitos dos seus sítios históricos disponíveis para inclusão na lista. Os primeiros sítios incluídos na lista saíram da 7ª Sessão do Comité do Património Mundial, que aconteceu em Florença, Itália, em 1983. Foram adicionados à lista quatro locais portugueses: "Centro Histórico de Angra do Heroísmo" nos Açores, o "Mosteiro da Batalha", o "Convento de Cristo" em Tomar, e a inscrição conjunta do "Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém" em Lisboa.

Atualmente Portugal tem apenas 15 sítios inscritos na lista, dois dos quais estão localizados nos arquipélagos dos Açores: o Centro Histórica Paisagem o da Cidade de Angra e a Paisagem Cultural da Vinha da ilha do Pico. Aguarda-se, agora, com grande expetativa, que a estes se junte um terceiro – as Vigias da Baleia das Ilhas da Flores e do Corvo.

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PANEGÍRICO

Sexta-feira, 20.06.14

(Texto com adaptações curriculares)

 

Hic humilis et obediens servum nostrum reformatus, autem magister jubilatus maxime illustrum, quem mittet Maria, Regnum Portugália et Algarbis, Lurdes Rodrigues, educatione ministra, in nomine serenissimum ac dulcissimum Sócrates, ille, nunc et semper, vos docebit omnia.

Comer hoje e pedir para comer muitas mais vezes, ilustres, muito nobres e muito simpáticos donos desta casa, comer hoje e pedir para comer muitas mais vezes, se possível ao menos uma vez por semana, é o assunto grande deste dia e o principal motivo da inauguração desta mesa.

Assunto grande chamei ao deste dia, mas não o único, porque também hoje, com tão devidas demonstrações de alegria, se comemora fausta e venturosamente a retirada daqueles notáveis seis pontinhos ao que se julga ser tão grande que nem Portugal o teve igual, mas que o Platini é que o vai tramar!

Mas, comecemos pela mesa, tão grande, tão pesada, tão impossível de subir pelas escadas ou pelo elevador, tão parca daquela fruta com que se deliciaram os árbitros do Porto-Estrela da Amadora e tão invejosa de não poder sentar ao seu redor aquela que o SP trás tão de perto: oh que temerosa desconsolação! É a mesa aquele monstro que se enche de fruta, de café, de chocolatinhos, e onde quanta mais gente se senta à sua volta mais se lixa a O a cozinhar. É a mesa aquele brutal pranchão de madeira, que os desgraçados dos bombeiros de Cete suaram as estopinhas para içar pela janela dentro, que leva mais euros ao C do que a Carol II ao SP,  que se enche com as panelas e os tachos da O, que alimenta a barriga do G e do F e, talvez em um momento, o C bem se lembre de querer sentar ao seu lado a Carol II para, como o pai do Diogo fez à mesa, lhe encher a rachadela de betume. É a mesa aquela calamidade composta de todas as calamidades, em que não há algum dos convidados que, ou não se farte de comer em demasia, ou não passe uma fome desgraçada. O G não gosta de feijão verde, a A nem por nada deste mundo come arroz-de-cabidela,  a C está sempre a dizer que tem que fazer dieta e não quer comer mais para não engordar,  o F diz que só come hamburgers de soja mas se não petisca mais é porque não pode, o C só pensa em comer o que come o SP  e até O que devia estar na cozinha a limpar os tachos e as panelas ou a servir os comensais, tem a distinta lata  de se vir sentar à mesa como se fosse uma convidada! A falta, nesta casa, duma mesa grande, era a primeira e a mais viva desconsolação que de há muito padeciam  a O e o C. Tinham uma mesa tão pequena que nem podiam sentar à sua volta metade da família, uma porcaria duma mesa que nem sequer tinha uma rachadela que se visse. Mas que bem o pai do Diogo os consolou dando-lhes esta enorme e descomunal mesa com a sua grande e bonita rachadela! Racham  relinquo vobis,  racham meam do vobis, non quomodo racha  Carolina segunda do vobis. Cristiano: - Deixo-te uma rachadela, dou-te uma rachadela mas tira o cavalinho da chuva porque não é uma rachadela igual à da Carol II.

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publicado por picodavigia2 às 07:05

AS FREITAS

Segunda-feira, 19.05.14

Recuando oito gerações, na descoberta dos meus antepassados, descobri um razoável número de mulheres, minhas avós, tias e tias avós que tiveram no seu nome o sobrenome ou apelido “Freitas”. Foram elas:

Isabel de Freitas – casou na Fajazinha em 05-02-1725 com Bartolomeu Lourenço Fagundes, que era filho de António Lourenço e de Maria de Freitas. Ela era filha do alferes André Fraga  e de Bárbara de Freitas

Joana de Freitas 2ª mulher de Bartolomeu Lourenço com quem casou na Fajazinha em 06-10-1732 e era filha do capitão do Capitão Gaspar Henrique Coelho s e Francisca Rodrigues Coelho (natural dos Cedros capitão das Fajãs e neta paterna do capitão Domingos Rodrigues Ramos e Catarina de Freitas. Era irmã do padre Francisco de Freitas Henriques de do capitão da Fajã António de Freitas Henriques.

Catarina de Freitas – casou em 30-01.1752 com António Silveira de Azevedo na igreja da Fajãzinha, filha de Bartolomeu Lourenço e de Isabel de Freias do primeiro casamento. Neta Paterna de António Lourenço e de Maria de Freitas e materna deo Alferes André Fraga e de sua mulher Bárbara de Freitas.

Ana de Freitas – casou na fajazinha, em 17 de janeiro de 1774 com Bartolomeu Lourenço Fagundes. Era filha de Manuel Lourenço e Joana de Freitas e  e Bartolomeu Lourenço Fagundes era filho de António Silveira Azevedob e de Catarina de Freitas. Era nora de Catarina de Freitas

Maria de Freitas – primeira mulher de Manuel Lourenço com quem casou na Fajãzinha em 08-11-1723 era filha de do Alferes André Fraga Pimentel e de sua mulher Barbara de Freitas que faleceu com 55 anos em 26-10-1718

Joana de Freitas 2ª mulher de Manuel Lourenço com quem casou na fajazinha em 22-111751 e era filha de António George Garcia e de Maria de Freitas era mãe Ana de Freitas esposa de Bartolomeu Lourenço Fagundes

De ascendência paterna

Ana de Freitas Jr que casou na Fajãzinha, em 22 de Outubro de 1804 com Joaquim António Rodrigues de Freitas foram eus trisavós e pais de minha bisavó Mariana Joaquina de Jesus

Ana de Freitas que casou na Fajazinha em 6 de Outubro de 1763, com António de Freitas Fragueiro natural das Lajes das Flores e que foram

Como se isto não chegasse ainda tenho, na actualidade, algumas tias e primas com o mesmo sobrenome.

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publicado por picodavigia2 às 17:20

IYA

Domingo, 04.05.14

 Iya!

 

Kini kan lẹwa ododo

Ni Ilaorun tilekun.

Mo ti a bi ti o,

Bi awọn Flower ti aiye.

 

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publicado por picodavigia2 às 11:27

ENGANOS DE UM DE ABRIL

Quarta-feira, 02.04.14

Ontem, dia um de Abril, dia de enganos ou “dia de mentiras” como se dizia antigamente, foi publicado aqui, no Pico da Vigia, uma notícia, intitulada “Fábrica de Sumos e Enlatados de Fruta Vai Ser Construída em São Caetano do Pico”. Tratou-se, obviamente, de uma brincadeira de “dia de mentiras” que também foi publicada na minha página do Facebook. De realçar a excelente colaboração do António Arruda com um belíssimo comentário que veio enriquecer e tornar mais interessante a brincadeira. Pena que os restantes dias, eivados de tão más notícias, não fossem elas de enganos, e esta fosse realmente uma notícia verdadeira. Seria excelente para o Pico.

Já o ano passado, na mesma data e com os mesmos objectivos, “Pico da Vigia” colaborou na celebração deste dia, se assim se pode dizer, com a publicação da notícia “A Fajã Grande das Flores Elevada a Vila e Sede de Concelho”, brincadeira que também provocou algum interesse.

A proclamação do dia um de Abril como dia do engano parece ser uma prática celebrada pela totalidade de povos do mundo que dedicam este dia a festas e celebrações em homenagem à “transgressão” e à “subversão” que visam, sobretudo, valores e hierarquias. Na maioria dos países da Europa, este dia celebra-se, por tradição, no dia um de Abril. Assim acontece em Portugal, Espanha, Irlanda, a Escócia, País de Gales, a Alemanha e também no Brasil, onde se faz do mesmo uma jornada em que não apenas se anunciam mentiras como também se pregam partidas. Há países que celebram este dia a 28 de Dezembro.

Existem muitas explicações para que o dia 1 de Abril se tenha transformado no “Dia do Engano”. Segundo uma delas, esta brincadeira surgiu, pela primeira vez, em França, no começo do século XVI, altura em que o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da Primavera, cujas festas duravam uma semana, terminando no dia 1 de Abril. Segundo dados históricos, em 1564, com a adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o Ano Novo deixasse de ser comemorado naquela data, passando a sê-lo, no dia 1 de Janeiro. Muitos franceses rejeitaram esta mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, celebrando o início do ano de 25 a 1 de Abril. Os que haviam sido fiéis às novas alterações passaram, então, a ridicularizá-los, a enviar-lhes presentes esquisitos e convites falsos para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas pelas “plaisanteries”. Quase 200 anos depois, o hábito de fazer brincadeiras neste dia alcançou a Inglaterra e, rapidamente, se espalhou pela maioria dos países do mundo. Nos países de língua inglesa, o dia da mentira costuma ser conhecido como “April Fool's Day” ou “Dia dos Tolos”, e em Itália esse dia é chamado Pesce d'Aprile” ou "Peixe de Abril". Até hoje muitas organizações de média, revistas, jornais, canais televisivos, etc, têm propagado falsas notícias no Dia das Mentiras. Mesmo as agências de notícias mais conceituadas consideram o Dia das Mentiras uma brincadeira normal e uma tradição anual, que respeitam. A Internet, como não podia deixar de ser, um dos mais excelsos meios de comunicação mundial, serviu para facilitar o trabalho dos “fanáticos” destas brincadeiras. Algumas das mais famosas mentiras, divulgadas neste dia, foram as seguintes:               

ü  Em 1957, a BBC emitiu uma peça jornalística sobre a plantação de uma árvore de esparguete, na Suíça. Um vídeo mostrava fazendeiros suíços a carregar sacos de esparguete.

ü  Em 1962, quando ainda não havia TV a cores, um técnico do único canal sueco anunciou que uma meia-calça de nylon cobrindo as telas dos aparelhos de televisão, permitiria que o sinal da TV passasse para o modo ‘colorido’.

ü  Em 1992, a Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos anunciou que o ex-presidente Richard Nixon voltaria a se candidatar à Presidência, com o slogan “Eu não fiz nada de errado e não farei novamente”.

ü  Em 1976, Patrick Moore, astrónomo, anunciou que um alinhamento gravitacional entre Plutão e Júpiter às 9h47, reduziria a gravidade terrestre, permitindo que o planeta Terra passasse a flutuar.

ü  Em 1998, a rede de restaurantes fast-food Burger King publicou um anúncio a promover um novo “hambúrguer para canhotos”.

ü  Em 2005, o Google cria uma página sobre uma bebida sua.

ü  Em 2008, a Wikipédia anuncia que apagará todas as imagens da Wikipédia lusófona por problemas de Copyright.

ü  Em 2009, o site inglês “F1live” lança a notícia de que Lewis Hamilton teria trocado a McLaren pela Brawn.

ü  Em 2010, o blog Bizarrices Automotivas é retirado do ar sem qualquer aviso, aparentando ter sido apagado.

ü  Em 2011, o diário britânico The Independent anunciou que Portugal havia vendido Cristiano Ronaldo à Espanha por 160 milhões de euros.

ü  Em 2012, o blog Pico da Vigia anuncia que a freguesia da Fajã Grande, na ilha das Flores, tinha sido elevada a vila e a sede de concelho.

ü  Em 2013 o mesmo blog anuncia a construção de uma fábrica de sumos e enlatados de fruta em São Caetano, na ilha do Pico.

 

NB – Texto publicado no Pico da Vigia, em 1 de Abrilde 2013

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publicado por picodavigia2 às 15:33

DIA DE MENTIRAS

Quarta-feira, 02.04.14

O Pico da Vigia divulgou, ontem, dia um de Abril, uma notícia de última hora, segundo a qual a Fajã Grande das Flores fora elevada à categoria de vila e sede de um novo concelho daquela ilha. Tratou-se, evidentemente, de uma simples e inofensiva brincadeira ou melhor de uma mentira, no dia que, manda a tradição, de tal forma seja comemorado: o dia um de Abril, dia de Mentiras.

Na realidade, desde há vários anos, que o Dia das Mentiras é celebrado no dia 1 de Abril. Trata-se no geral de pequenas e divertidas partidas ou de mentiras inofensivas. Antigamente, na Fajã Grande e naturalmente em muitas outras localidades, era tradição celebrar e festejar este dia com entusiasmo, tentando cada um enganar da melhor maneira e da forma mais perfeita, os outros, levando-os a caírem, inocentemente, no logro, o maior número de vezes possível. Mais tarde o Dia das Mentiras passou a ser aproveitado pelos órgãos de comunicação para publicar notícias falsas, levando muitos leitores a cairem na esparrela. Ultimamente tem sido a Internet, através de muitos sites, blogs e redes sociais que tem mantido bem viva esta tradição de contar mentiras com o objectivo de se propagar uma informação falsa que leve os outros ao logro. O objectivo principal de toda esta panóplia de mentiras é tentar que algumas pessoas, por se esquecerem que o dia 1 de Abril é o Dia das Mentiras, acabem por acreditar em histórias ou notícias que pouco ou nada têm de verídico.

Acredita-se que o dia 1 de Abril seja considerado Dia das Mentiras desde que em França, em meados do século XVI, foi adoptado o Calendário Gregoriano. O Ano Novo, anteriormente, comemorado a 25 de Março, e com festas que duravam até 1 de Abril, passou a ser comemorado a 1 de Janeiro. Aos franceses que resistiram à mudança de calendário, e ainda consideravam 1 de Abril como início do ano, começaram a ser enviados presentes estranhos e convites falsos para festividades inventadas. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como “plaisanteries”.

Algumas das mais famosas mentiras, divulgadas neste dia, foram as seguintes:                

Em 1957, a BBC emitiu uma peça jornalística sobre a plantação de uma árvore de spaghetti, na Suíça.

Em 1962, quando ainda não havia TV a cores, um técnico do único canal sueco anunciou que uma meia-calça de nylon cobrindo as telas dos aparelhos de televisão, permitiria que o sinal da TV passasse para o modo ‘colorido’.

Em 1992, a Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos anunciou que o ex-presidente Richard Nixon voltaria a se candidatar à Presidência, com o slogan “Eu não fiz nada de errado e não farei novamente”.

 

Em 1976, Patrick Moore, astrónomo, anunciou que um alinhamento gravitacional entre Plutão e Júpiter às 9h47, reduziria a gravidade terrestre, permitindo que o planeta Terra passasse a flutuar.

Em 1998, a rede de restaurantes fast-food Burger King publicou um anúncio a promover um novo "hambúrguer para canhotos".

Em 2005, o Google cria uma página sobre uma bebida sua.

Em 2008, a Wikipédia anuncia que apagará todas as imagens da Wikipédia lusófona por problemas de Copyright.

Em 2009, o site inglês "F1live" lança a notícia de que Lewis Hamilton teria trocado a McLaren pela Brawn.

Em 2010, o blog Bizarrices Automotivas é retirado do ar sem qualquer aviso, aparentando ter sido apagado.

Em 2011, o diário britânico The Independent anunciou que Portugal havia vendido Cristiano Ronaldo à Espanha por 160 milhões de euros.

Em 2012, o blog Pico da Vigia anuncia que a freguesia da Fajã Grande, na ilha das Flores, tinha sido elevada a vila e a sede de concelho.

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publicado por picodavigia2 às 00:05

A FAJÃ GRANDE ELEVADA A VILA E SEDE DE CONCELHO

Terça-feira, 01.04.14

Notícia de última hora:

O Conselho de Ministros restrito para a “Reforma Autárquica”, reunido na tarde de ontem, decidiu elevar à categoria de vila a, até agora, freguesia da Fajã Grande da ilha das Flores, nos Açores, através da aprovação de um diploma que também desanexa aquela freguesia, a mais ocidental de Portugal e da Europa, do concelho das Lajes da mesma ilha, do qual fazia parte, desde a sua elevação a freguesia, no longínquo ano de 1861. Através do mesmo diploma também é criado mais um concelho na maior ilha do grupo ocidental açoriano, a ilha das Flores, a acrescentar aos dois actualmente existentes: Lajes e Santa Cruz. Do novo concelho que passará a designar-se por “concelho da Fajã Grande das Flores”, farão parte, para além da sede do concelho, a Fajã Grande, as actuais freguesias da Fajãzinha e do Mosteiro, até agora pertencentes ao concelho das Lajes e ainda a freguesia de Ponta Delgada, esta retirada ao concelho de Santa Cruz, do qual até agora fazia parte. No mesmo diploma se elevam a freguesias os lugares da Ponta e da Cuada, ambos pertencentes à freguesia da Fajã Grande e ainda o lugar da Caldeira, pertencente à freguesia do Mosteiro, passando assim o novo concelho da Fajã Grande a integrar sete freguesias, a saber: Ponta Delgada, Ponta, Fajã Grande, Cuada, Fajãzinha, Caldeira e Mosteiro. Este número, no entanto, poderá ser aumentado, dentro de poucos meses, uma vez que o referido diploma ainda prevê, para breve, a criação de freguesias nos lugares de Alagoeiro, Porto, Furnas e Areal, na Fajã Grande, de Pentes e Fajã dos Valadões, na Fajazinha. Caso se venha a verificar a criação destas cinco novas freguesias, o concelho agora criado será constituído por doze freguesias, passando a ser de facto o maior dos concelhos das ilhas do grupo ocidental e um dos maiores dos Açores.

As razões que se prendem com esta decisão governamental são sobretudo de carácter económico e administrativo, uma vez que se prevê, para muito breve, um grande desenvolvimento económico de toda esta zona noroeste da ilha das Flores, dada a incrementação que se prevê lhe seja dada, sobretudo no apoio ao desenvolvimento de algumas das actividades que constituem o sector primário, nomeadamente a agricultura, a pecuária, a silvicultura, a fruticultura e sobretudo a pesca. O futuro incremento destas actividades deve-se a um importante protocolo assinado ente os governos de Portugal e dos Estados Unidos, através do qual se fixam os parâmetros que orientarão as condições especiais de desenvolvimento da região do futuro concelho. Segundo este protocolo o governo Norte-Americano investirá cerca de 800 (oitocentos) milhões de dólares em estruturas de apoio ao desenvolvimento de todas estas actividades, com grande destaque para a pesca, através da construção de dois grandes portos, da compra e manutenção de uma potente frota piscatória e ainda da construção de duas fábricas de conserva, uma na Fajã Grande e outra em Ponta Delgada. Prevê-se assim, que nos próximos meses a população do novo concelho aumente substancialmente, na ordem dos cem mil por cento.

Presume-se que até ao fim do próximo Verão se iniciem todas as obras das estruturas de apoio não apenas ao sector piscatório mas também à agricultura e às restantes actividades do sector primário, prevendo-se, nesta área, a construção de uma fábrica de manteiga e uma outra de sumos e conservas de fruta. Todo este desenvolvimento económico quer do sector primário quer do secundário irá também e muito naturalmente desenvolver o sector terciário, nomeadamente o comércio e os serviços.

Resta acrescentar que, numa segunda fase, o mesmo protocolo prevê, por parte do governo dos Estados Unidos, um forte investimento no turismo.

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publicado por picodavigia2 às 00:09

MONTJUIC, O PICO DA VIGIA DE BARCELONA

Quarta-feira, 12.06.13

Afinal, vistas de um certo prisma, as localidades são como as pessoas: em tudo diferentes mas em tudo iguais. De facto se repararmos bem qualquer, localidade, por mais pequena que seja, tem tudo o que as outras têm, mesmo se tratando de grandes vilas ou enormíssimas cidades: casas, ruas, praças, passeios, árvores, pessoas, lojas, mar ou rio, tudo é comum a umas e a outras.

Quando, há tempos, visitei pela primeira vez a mágica cidade de Barcelona e passeei por algumas das suas ruas, dei comigo a pensar que naquela enormíssima cidade, capital da Catalunha, há afinal muita coisa igual ou semelhante aquilo que havia na minha minúscula Fajã Grande, a pequena freguesia onde nasci e cresci criança, quando por lá deambulava de pé descalço, no início dos anos cinquenta. Poderá parecer estranho mas é verdade. Senão vejamos.

Comece-se pelo Montjuic! Não é verdade que é sobranceiro à cidade e ao mar, que do seu alto se desfruta de uma aprazível, deslumbrante e encantadora vista sobre a cidade, talvez uma das mais belas de toda a Catalunha, o que o torna realmente numa espécie de Pico da Vigia de Barcelona? É verdade que não tem a cabine onde o vigia das baleias passava horas a tentar descobri-las, mas tem um castelo com binóculos e canhões por tudo o que é sítio. Mas ainda há mais: bem vistas as coisas não está a Rambla cheia de galos, pássaros, morganhos, salsa, cebolinho, hortelã, macela, japoneiras, hortênsias a fazer lembrar a Rua Direita, ambas com uma praça ao cimo? E o Porto Velho e o Porto Novo? Tal e qual como os da Fajã. A casa de Batló  ou a de Mila não fazem lembrar a Casa do Chileno? A própria Fonte Canaletas reporta-nos para a nossa Fonte Vermelha, que embora não estando localizada perto da Praça, não lhe é inferior na qualidade e frescura da sua água.

É verdade que não tínhamos uma torre Agbar, mas tínhamos o Monchique que não lhe fica atrás em firmeza, rigidez e endurance e que tem a vantagem de lá bem no seu cimo, ao que se diz, os nossos avós terem dançado  “A Chamarrita”, não constando que os catalães algum vez tenham dançado ou tenham a esperança de um dia vir a dançar “ La Sardana em cima da dita Torre. Vão-se contentando em dançá-la, apenas aos domingos, mas na Praça da Catedral.

E se Barcelona têm um Arco do Triunfo não o devia ter porque ele é de Paris, o Palácio Real é de Madrid, o Tibidabo do Monte Sinai e a Sagrada Família, segundo rezam as escrituras, era de Nazaré.

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publicado por picodavigia2 às 09:13





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