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CLASSE E DISTINÇÃO

Quinta-feira, 14.12.17

Nascido em 1946, é natural duma das mais emblemáticas freguesias de São Miguel, a Fajã de Baixo, a “capital do ananás”. Entrou para o Seminário Menor de Ponta Delgada em 1958 e, dois anos depois, passou a frequentar o de Angra, onde permaneceu seis anos e onde fez grande parte da sua formação académica, revelando-se um aluno muito estudioso, aplicado, educado, de distinto porte, amigo de todos, com um comportamento exemplar, revelando já, na altura, um acentuado gosto e uma notória apetência pelo debate e pela reflexão e sobretudo pela Filosofia, nomeadamente pela Lógica e Metafísica. Depois de abandonar os estudos em Angra, regressou a Ponta Delgada, iniciando o seu percurso no mundo do trabalho, numa Companhia de Seguros. Chamado para o serviço militar, após a recruta foi enviado para Guiné, como oficial do exército, onde permaneceu dois anos. Em 1970 regressa aos Açores e ao mundo laboral, trabalhando no Banco Português do Atlântico, como Gestor de Conta e, mais tarde, como Gerente. Paralelamente regressou aos estudos, licenciando-se-me em Organização e Gestão de Empresas. Foi, como aluno, fundador da Universidade dos Açores, onde, mais tarde, obteve Bacharelato em Administração e Contabilidade. Em 1997 iniciou-se no ensino como professor, primeiro num Estabelecimento Prisional, depois na Escola Profissional das Capelas e, mais tarde, na Escola Profissional da Câmara de Comércio de Ponta Delgada. Ultimamente abraçou o mundo da política, a nível autárquico, exercendo, entre 2005 a 2010, o cargo de Presidente da Junta de Freguesia da Fajã de Baixo. Foi Chefe de Agrupamento de Escuteiros daquela freguesia e Chefe de Núcleo de Escuteiros da Ilha Terceira. Actualmente é secretário da Confraria do Ananás de São Miguel, de que foi co-fundador. Confessa-se cristão convicto e faz parte de vários movimentos e obras da paróquia, tendo, também, integrado a Direcção da Casa do Gaiato, sendo o actual reitor do Movimento dos Cursilhos de Cristandade. O seu lema é: “Não há nada que mais aprecio, que a paz interior. Dou valor à liberdade total que começa dentro de cada um de nós.”

Repleto de uma pujança e fulgor invulgares, foi o primeiro e grande responsável pelo encontro que a alcunhou como «uma verdadeira peregrinação de ex-alunos do Seminário de Angra das décadas de 50 e 60 do século passado a esta “Santa Casa Mimosa de Deus”». Não será exagerado dizer que, sem ele, não teria havido Encontro. É verdade que se rodeou de excelentes colaboradores, mas isso não lhe tira o mérito. Idealizou o Encontro com desvelo, arquitectou-o com afeição, concebeu-o com enlevo, preparou-o ao pormenor e organizou-o com competência, dedicação e trabalho. Como se isto não bastasse, aureolou a sua presença com uma enorme dose de alegria, um inédito carregamento de jovialidade, um inquestionável e permanente bombardeamento de boa disposição e encantamento. Tudo funcionou excepcionalmente bem, tudo correu de forma agradável e inebriante. Sem nunca se aborrecer ou sequer molestar, cativou todos e envolveu os presentes de tal forma que, no final, um sonho, um desejo, um grito uníssono, uma vontade unânime se repercutia nos corações de todos: Valeu a pena! Queremos voltar a encontrarmo-nos!

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PASTOR ET NAUTA

Sábado, 10.06.17

Entrou para o Seminário Menor de Santo Cristo no ano letivo de 1961/62, completando o curso de Teologia em 1973. Natural da Fajazinha das Flores, exerceu a sua atividade paroquial em São Jorge, nas Flores, no Pico e na Terceira, onde trabalha atualmente. Alguns anos depois de terminar o curso do Seminário, licenciou-se em Teologia na Universidade Católica, foi professor e Diretor Espiritual do Seminário de Angra e responsável pela coordenação do ensino de Religião Católica e Moral e diretor do Serviço Diocesano de Apoio à Catequese e Evangelização da Diocese de Angra.

Embora tendo-o encontrado várias vezes, ao longo destes mais de quarenta anos que nos separam dos tempos em que fomos alunos no SEA, foi com enorme alegria, júbilo e regozijo que nos reencontrámos, no Encontro de Julho, em Angra. É que a amizade que cultivámos reciprocamente ao longo dos nove anos em que convivemos nas salas, pátios e corredores do Seminário era reavivada e reforçada com variados encontros e convívios que nos era possível manter nas férias de verão, devido à proximidade e vizinhança das nossas freguesias de origem: Fajãzinha e Fajã Grande, na ilha das Flores.

A sua participação no encontro foi fabulosamente importante, extremamente dinâmica e altamente profícua. Na véspera do Encontro se iniciar, tornou-se um dedicado acompanhante do pequeno grupo dos que primeiro chegaram a Angra, entre os quais eu próprio me incluía. Conduziu alguns na sua própria viatura, levando-os ao “Beira-Mar” e acompanhando-nos num dos melhores e mais conhecidos restaurantes da Ilha Terceira, debruçado sobre o Porto de São Mateus, num cenário absolutamente pitoresco, onde nos foram servidas umas deliciosas lapas grelhadas, segundo se diz por aquelas bandas, “do melhor que há nos Açores” e peixe grelhado da excelente qualidade. Um petisco de se lhe tirar o chapéu! Durante os três dias do Encontro, manteve um acompanhamento contínuo, uma atividade ininterrupta, servindo, muitas vezes de elo de ligação entre os visitantes e o próprio Seminário. Acompanhou-nos na visita à Casa Sacerdotal de Angra, construída sob a égide da Irmandade de São Pedro ad Vincula e onde se albergam alguns sacerdotes da diocese, servindo-nos de cicerone e guia.

No entanto, o que mais notabilizou a sua participação no Encontro, foram as excelentes “imitações” de algumas figuras muito conhecidas no meio eclesial angrense, com que nos brindou, nos momentos de descanso e lazer. Foi ele ainda ele que com muita dignidade e perfeccionismo leu uma mensagem escrita e enviada por quem esteve impedido de estar presente em algumas atividades, por motivos de saúde.

Em suma foi um verdadeiro “Senhor” do Encontro, teve um desempenho notável no mesmo, acompanhando-nos permanentemente, pese embora mantivesse, na ilha Terceira, as suas atividades a nível profissional. Um verdadeiro pastor seja pastor e marinheiro, isto é sacerdote amigo e companheiro. Bem se poderia dizer, parafraseando São Malaquias Pastor et Nauta.

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DOCILIDADE E NOBREZA DE CARÁCTER

Quarta-feira, 19.04.17

Natural duma freguesia originada de uma pequena localidade povoada desde o longínquo ano de 1470, nos primórdios do povoamento da ilha Terceira, numa encosta sobranceira ao mar e construída sobre a lava basáltica expelida por sucessivas erupções vulcânicas, foi aí também que concluiu o ensino primário, após o qual demandou a ilha do Arcanjo, em 1958, frequentando o Seminário de Santo Cristo. Dois anos depois regressou à Terceira, realizando a sua formação académica no Seminário de Angra, abandonando os estudos já em pleno curso de Teologia. No Seminário revelou-se sempre um jovem duma docilidade extraordinária, de uma nobreza de carácter excepcional, pautando a sua vida estudantil por uma simplicidade de costumes, uma grandiosidade de boas maneiras, estampadas no seu ar jovial, simples, terno, meigo e amigo de todos. Evitava envolver-se em confusões mas ajudava a sanar conflitos, rodeava-se de silêncios mas aconselhava com lealdade, abrandava tempestades e impunha-se na defesa dos mais fracos. Aluno, estudioso, trabalhador, cumpridor dos seus deveres, fiel às suas obrigações, respeitando colegas e professores, impôs-se como verdadeiro arquétipo de “bom seminarista” e exemplo para os outros. Todas estas e muitas outras qualidades fizeram com que fosse indigitado para o cargo de monitor.

Exerceu a sua actividade profissional na área das telecomunicações, fixando-se em São Miguel, deslocando-se, frequentemente em trabalho, a todas as outras ilhas. Trabalhou nos Correios, Telégrafos, Telecomunicações e Televisão, revelando-se sempre um profissional honesto, competente, digno e trabalhador. Agora reformado, vive na freguesia de São José, na cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Por tudo isso chegou ao “Encontro” transportando aquele silêncio eloquente e comunicativo com que sempre nos brindou. Espicaçado por abraços e saudações, sacudido por frémitos de alegria e saudade, começou a aspergir sorrisos de uma enorme bondade, desvelos de uma grandeza de alma, manifestações de uma dignidade de vida e duma honestidade de costumes. Aqui e além, numa rua da cidade ou num banco da Praça Velha, logo no primeiro dia, na solidez perdurada das suas cãs, como que se assenhoreou do silêncio para acirrar o diálogo. Envolto num manto de sobriedade, impondo-se numa silhueta alta, imponente e elegante, afirmava-se, permanentemente, na doce confrontação da sua hombridade. Conversava, recordava, sorria e até adivinhou que o Encontro havia de ser o sublime extremar de muitas vivenças, de muitos sentimentos e o solidificar de muita amizade. Por isso participou em tudo, envolveu-se em todas as actividades, imiscuiu-se em todos os eventos, jogou futebol, passeou pelas ruas de Angra, cantou e ajudou-nos a recordar a memória dos mortos. Por tudo isso, foi mais um dos “Senhores” do Encontro.

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MAIS UM ILUSTRE

Segunda-feira, 20.02.17

Nasceu na ilha de São Miguel e ingressou no Seminário Menor de Ponta Delgada, em 1958 e no de Angra em 1960, onde fez uma boa sua formação revelando-se um aluno muito educado, estudioso, respeitador, excelente cantor e um bom jogador de futebol.

Após a decisão de abandonar os estudos no Seminário, cumpriu o serviço militar obrigatório, escapando ao flagelo da mobilização para a guerra do Ultramar. O seu percurso laboral foi prestigioso e brilhante, revelando-se sempre um profissional digno, trabalhador, sério, honesto e competente, o que fez com que fosse progredindo na carreira, por mérito próprio, e desempenhasse, ao longo da mesma, inúmeras funções de responsabilidade em diversas áreas e serviços, atingindo o mais alto nível do dirigismo e da coordenação da empresa onde trabalhou. Reformou-se em 2003, na altura, com o estatuto de Director Coordenador. Paralelamente e graças a um excelente talento musical, sobretudo a nível da voz, dedicou-se à música e ao canto, em que se já envolvera desde os tempos do Seminário, integrando diversos Grupos e Associações Corais (Matriz de Ponta Delgada, Conservatório de Ponta Delgada, Capelas, S. Vicente Ferreira) assim como a Associação de Solidariedade Social dos Professores, Delegação de Ponta Delgada. Foi também ensaiador e dirigente.

Senhor de um silêncio enternecedor à mistura com uma enorme alegria estampada num sorriso permanente e uma disponibilidade de envolvimento total. Extravasando, mais para o seu interior do que para o exterior, um encantamento e uma admiração deslumbrante porquanto via, sentia e vivia, imiscuiu-se em todas as actividades e participou em todos eventos. Senhor de uma voz maravilhosa e sublime, até nos ensaios encantou, através de uma exuberante execuções, que mais tarde cantou de forma soberba e acompanhado pelo coro formado pelos outros senhores, no sarau em que se recreou o orfeão dos anos sessenta e antes da missa, fora da igreja de Santa Bárbara. Notável pelo seu silêncio eloquente, insigne pelo seu sorriso permanente, deslumbrante pela sua presença amiga, notável pela sublimidade do seu canto e até a manifestar, ainda, os dotes futebolísticos da juventude, tornou-se, na realidade, mais um dos “Senhores” do Encontro.

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EXUBERANTE GENEROSIDADE

Sexta-feira, 16.12.16

Nasceu a 9 de Dezembro de 1946, na freguesia da Relva, São Miguel, no seio de uma família profundamente religiosa, sendo sobrinho do então Reitor do Santuário de Santo Cristo, Monsenhor José Gomes, o mais alto dignitário da diocese açoriana, na ilha do Arcanjo. Em 1957, ainda muito jovem e devido à sua extraordinária inteligência e enorme vontade de aprender, entrou para o Seminário de Ponta Delgada e, dois anos depois, rumou ao de Angra, onde fez toda a sua formação, completando o Curso de Teologia em 1969. No entanto, devido ao facto de não possuir a idade canónica prescrita para a ordenação, aguardou algum tempo, como diácono, sendo, ordenado apenas em Setembro do mesmo ano. No Seminário revelou-se um aluno muito estudioso, cumpridor e aplicado, preocupando-se, permanentemente, na luta por uma acção pastoral vivificante, na defesa de uma Igreja mais próxima dos valores evangélicos e com a implementação das reformas e da doutrina do Concílio Vaticano II. Foi colocado, primeiro, como prefeito e professor no Seminário Colégio de Santo Cristo e, mais tarde, como capelão do Aeroporto de Santa Maria, ilha de que foi Vigário Episcopal. Em 1981 foi estudar para Roma, licenciando-se em Teologia Pastoral, pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Regressando aos Açores, foi colocado como professor no Seminário de Angra e Director do Serviço Diocesano de Catequese. Em 1987 foi nomeado pároco de S. Pedro de Ponta Delgada, exercendo também o cargo de Vigário Episcopal para a Pastoral Diocesana. Actualmente é pároco da sua freguesia natal, a Relva, exercendo as mesmas funções na paróquia da Covoada. Foi durante vários anos Director do Serviço Diocesano de Apoio à Pastoral Escolar e, actualmente, é Ouvidor de Ponta Delgada. Paralelamente à sua intensa e profícua actividade pastoral, tem-se dedicado ao ensino da disciplina de EMRC, nas escolas oficiais. Para além de muitos textos publicados em revistas e jornais de índole religiosa, é autor do livro "A catequese na comunidade de Nossa Senhora das Neves".

Chegou ao Encontro carregado de gigantescos e ternurentos abraços e com uma enorme alegria de todos rever e de todos reencontrar. Nas suas atitudes, gestos e palavras transpareceu, sempre, uma alegria contagiante, uma satisfação incontida, um contentamento acolhedor e uma vontade enorme de partilhar aquele infindável rosário de memórias que tanto nos une, pese embora separados, agora, pelo espaço e pelo tempo. Senhor de uma permanente boa disposição, de uma extraordinária e generosa capacidade de convívio e duma dignidade intransigente, excedeu-se numa exuberância gratificante, em manifestações de júbilo acolhedoras e em partilhar os mais nobres sentimentos que a amizade humana encerra. Participou no celebérrimo jogo de futebol, com tal empenhamento que se deu ao luxo de estar a ler o jornal, durante toda a partida. Se não inédito, pelo menos pouco vulgar. Infelizmente as obrigações pastorais obrigaram-no a regressar, a São Miguel, mais cedo, cerceando, assim, a sua presença no domingo. Por tudo isso tornou-se mais um dos “Senhores” do Encontro.

 

 BOAS FESTAS

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GENTLMAN

Segunda-feira, 14.11.16

Assumiu-se, por mérito próprio, e impôs-se, por formação e temperamento, desde os tempos em que foi aluno do Seminário, talvez mesmo já enquanto petiz de pé descalço e calção, a trilhar as íngremes e pedregosas canadas e veredas da ilha que o viu nascer, na demanda de uvas e figos. Demarcou-se pela sua sobriedade, ponderação, sensatez, dignidade, tolerância, camaradagem e nobreza de carácter. Para além de colega ao longo de vários anos como alunos, tive a honra de privar e conviver, diariamente, com ele, nas férias de verão, durante alguns anos. Foi sempre um companheiro e amigo, simpático nos seus modos, alegre nas suas brincadeiras, ponderado nas suas conversas, digno nas suas atitudes, sincero na sua amizade e distinto no seu comportamento. Um verdadeiro “gentleman”!

Por tudo isso e mais ainda pela sua capacidade intelectual, pelo seu trabalho, pelos seus dotes musicais e, sobretudo, pelo esforço, dedicação e empenho que sempre colocou em tudo quanto fazia ou no que se comprometia, foi fácil distinguir-se pelo sucesso e assinalar o seu quotidiano pela dignidade e o seu percurso profissional pela excelência. Músico notável, escritor erudito, com livros publicados, foi aluno brilhante, professor exímio, bancário competente e político dedicado. Infelizmente, foi acometido de doença que, apesar de o impedir de prosseguir uma vida tão activa quanto a que tinha anteriormente, não o impediu de continuar a escrever, a ler e, sobretudo, a ser o homem nobre e o amigo dedicado que sempre foi.

Não quis faltar ao Encontro dos antigos alunos do SEA e tornar-se em mais um dos “Senhores” do mesmo, deslocando-se a Angra, graças ao apoio dedicação, empenho e ajuda da esposa. Embora não podendo estar presente e envolver-se em todas as actividades, participou em muitas, revelando sempre uma alegria contagiante, um carinho desmedido e uma enorme e transcendente confiança na vida. O epicentro da sua presença aconteceu quando, através de um amigo, partilhou com os participantes uma mensagem de memórias, um testemunho de vivências, um acervo de referências, um hino de lembranças. Por tudo isto e por quanto de contentamento, alegria e satisfação envolveu a sua presença em Angra constituiu-se como mais um verdadeiro e autêntico “Senhor” do Encontro.

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HINO (DO SEMINÁRIO DE ANGRA)

Terça-feira, 20.09.16

 

Cântico de loas

A unir gerações.

 

Glórias enaltecidas

E um respirar de alvoroços.

 

Restolho de sentimentos

Ecos de memórias inolvidáveis.

 

( NB - No Encontro, realizado em Angra, em julho de 20012, o hino do Seminário, foi cantado em conjunto por antigos e atuais alunos daquela instituição.).

 

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OS QUE NOS AJUDAVAM

Segunda-feira, 15.08.16

Nas décadas de cinquenta e sessenta existia no Seminário de Angra um grupo dedicado e exemplar de pessoas, regra geral homens, que com o seu trabalho e dedicação nos ajudavam no nosso dia-à-dia, nomeadamente na cozinha e na limpeza e asseio daquele enorme casarão. Embora não sendo professores, nem alunos, partilhavam com estes, nalguns casos dia e noite, a mesma casa, constituindo uma verdadeira família. Na globalidade eram homens bons, amigos e alguns partilhavam a casa com alunos e professores pois era ali que, para além de trabalhar, comiam e dormiam, permanecendo no Seminário durante quase toda a sua vida. Entre eles o mais mítico e emblemático, o Tomé, homem simples, generoso, sempre solícito a ajudar os alunos e os professores e a fazer tudo por todos. Sempre de vassoura e apanhador nas mãos quando em casa, acompanhava sempre os alunos nos passeios grandes, responsabilizando-se pelo transporte das refeições. O Tomé era natural da ilha Terceira mas não tinha família. A sua família éramos o Seminário. O senhor Julinho, mais tarde, veio ajudá-los nas limpezas. O porteiro era o senhor José Natal, natural da Fajã Grande das Flores, mais tarde deslocado para o Seminário de Ponta Delgada foi substituído pelo senhor Vargas, oriundo do Faial. De realçar ainda o cozinheiro, Senhor António, natural da Graciosa, que nos brindava às segundas-feiras com um excelente feijão assado e muitos outros, com destaque para um grupo de religiosas que tomaram conta da alimentação e limpeza do Seminário, nos finais da década de sessenta e da Senhora Maria, a primeira mulher a trabalhar no Seminário. Deve-lhes ser prestada homenagem, deve-se-lhes um sentimento de gratidão por quanto de todos eles se guardam melhores recordações e excelentes sentimentos de amizade, de respeito e de carinho.

 

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INEBRIANTE SIMPATIA

Quinta-feira, 21.07.16

Dos “Senhores” presentes no encontro, foi dos poucos cujo percurso no Seminário, como aluno, abrangeu, parcialmente, três décadas. Isto porque, entrando para o SEA, em Setembro de 1949, manteve-se ao longo de toda a década de cinquenta e terminou o curso de Teologia já na década de sessenta, mais concretamente, em 1961. Além disso, pertenceu ao mais antigo dos cursos que se fizeram representar no Encontro. Recorde-se que, no entanto, vivem nas ilhas, exercendo o múnus sacerdotal e possivelmente outras actividades ou, eventualmente, já reformados, muitos alunos de cursos anteriores e que terminaram a sua formação académica no Seminário de Angra em plena década de cinquenta.

O Senhor em causa exerceu quase toda a sua actividade profissional, trabalhando a nível da Segurança Social, do Emprego e da Formação Profissional, sendo durante muitos anos o Director do Centro de Emprego e Formação Profissional de Ponta Delgada, estando actualmente reformado.

A sua presença no encontro foi extraordinária e de grande importância, revelando-se um excelente narrador e um apuradíssimo contador de “estórias”, com destaque para “A Cruz Azul”, “A Gata” e muitas outras. Além disso também foi um fiel intérprete de fotografias antigas, como a da “Despedida”, de textos e poemas de outrora, enfim de tudo o mais que a memória de muitos já tinha esquecido. Senhor duma boa disposição permanente e de uma alegria constante e contagiante, granjeou, ao longo dos três dias do Encontro, uma simpatia inebriante por parte de todos e obteve um protagonismo natural e inédito, tornando-se, em cada momento, quer nas suas atitudes quer nas suas palavras, muito apreciado, envolvente e acolhedor. Foram notáveis e inesquecíveis as suas prestações, quer em momentos de jocosidade e lazer, como na leitura do “Et gallus cantavit”, durante o jantar do primeiro dia, no refeitório do Seminário, quer em momentos solenes e de grande emoção, acolitando durante a celebração da missa em memória dos professores e alunos falecidos. Teve ainda um papel importante, na tarde de sexta-feira, ajudando a decifrar algumas mensagens escritas em tempos idos. Alem disso contagiou-nos a todos com a sua alegria, encantou-nos com a sua boa disposição e galvanizou-nos com a sua permanente vontade da fazer daquele Encontro o mais belo de todos os Encontros, ou, como alguém diria “não foi “mais um” mas foi “o” excelente reencontro de colegas desencontrados ao longo de mais de quatro décadas”.

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UMA EXPERIÊNCIA DE VIDA RICA E MÚLTIPLA

Sábado, 30.04.16

Eis que um menino foi dado aos Ginetes, no dia 11 de Março de 1942. Fez os estudos primários na sua freguesia e, detectada a sua inteligência e vontade de aprender, foi enviado, como tantos outros, para o Seminário. Teve a sorte de, nesse ano, ser inaugurado o Seminário Menor de Ponta Delgada, permanecendo assim, na sua ilha natal, durante os dois primeiros anos da sua vida académica. Em 1958 ruma a Angra para frequentar o Seminário daquela cidade, onde faz grande parte da sua formação, a qual completaria, mais tarde, nos Estados Unidos, estudando Sociologia no Goddard College e em Desenvolvimento Económico em Países em Desenvolvimento no Massachusetts Institute of Technology. Após a opção de abandonar o Seminário, alista-se no exército e frequenta a Escola Prática de Infantaria também conhecida como “Entrada Para o Inferno” e a escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas mais conhecida como “Escola Penal Alentejana”, regressando, depois, a Ponta Delgada com o posto de Aspirante, onde cumpriu o serviço militar. A alta classificação obtida no curso de oficiais livrou-o da guerra do Ultramar.

Após a experiência militar emigrou para os Estados Unidos, trabalhou, inicialmente, no sector fabril, com uma breve passagem pelo ensino e, mais tarde, nos serviços sociais em parceria com uma organização Luso-Americana, “Cambridge Organization of Portuguese Americans” A maior parte da sua vida profissional, no entanto, foi dedicada à administração pública, no Estado de Massachusetts, trabalhando sucessivamente em diversos departamentos: Assistência Financeira, Assistência Médica, Serviços Sociais, Saúde Mental, Saúde Publica e Gestão de Propriedade Publica. No sector privado, foi coordenador de programas e projectos diversos em Moçambique, na Nigéria e no Brasil, sendo também assessor de empresas privadas e envolveu-se social e politicamente, o que lhe permitiu um enriquecimento pessoal e profissional e o acompanhamento dos movimentos políticos e sociais dos Estados Unidos e do Mundo em geral. Agora reformado desenvolve uma intensa actividade na área das relações internacionais, uma vez que continua envolvido em contactos permanentes com o Departamento de Estado dos EU, dando apoio linguístico, logístico e cultural a convidados estrangeiros, do Governo daquele país.

Como tantos trouxe ao Encontro toda a saudade que armazenara dentro de si, durante mais de quarenta anos. Por isso chegou carregado de alegria, de satisfação, de contentamento, de emotividade e deslumbramento, tudo isso reflectido naquele enorme e simpático sorriso com que nos presenteava, em cada hora e em cada momento. Participou em todas as actividades com uma generosidade destemida, envolveu-se em todos os eventos com uma alegria desmesurada, transcendeu-se nos momentos de diálogo, galvanizou-se com o recordar de memórias e enterneceu-se com a certeza de que os sentimentos de amizade e camaradagem de outrora, ainda permaneciam bem vivos e reais, entre todos os presentes. Por tudo isso o Sebastião foi mais um dos “Senhores do Encontro”.

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EMPRESÁRIO DE SUCESSO

Sexta-feira, 11.03.16

Integrou o curso que em 1958/59 demandou o velhinho Seminário de Santo Cristo, da cidade de Ponta Delgada, da qual era natural, mais concretamente da freguesia de São Pedro. Foi um dos alunos da década de 60, do SEA que esteve no Encontro de Angra. Fiz parte do mesmo curso e, consequentemente, convivi com ele durante vários anos no Seminário, estabelecendo-se entre nós uma amizade profunda, verdadeira e recíproca. Aliás, para além de possuir muitas outras qualidades, o tinha o condão de ser amigo de todos, revelando-se simples, humilde, respeitador e, permanentemente, disposto a ajudar e a colaborar com os que mais necessitavam. Foi sempre um verdadeiro e sincero colega, senhor de excelentes qualidades, de uma humildade soberana, duma simplicidade relevante e duma boa disposição permanente. Embora o tivesse encontrado recentemente em São Miguel, altura em que me proporcionou um excelente passeio pela ilha do Arcanjo, foi com muita alegria e extrema satisfação que nos reencontramos neste Encontro. A sua presença foi muito agradável para mim e creio que a recíproca também terá sido verdadeira para ele.

Não completou toda a sua formação Académica no Seminário. Complementou-a depois e, profissionalmente, seguiu uma carreira brilhante, a nível do empreendedorismo empresarial, nomeadamente na área do turismo, impondo-se na sociedade micaelense, pelo seu trabalho, pela sua dignidade, pela sua competência e pela sua honestidade, desempenhando vários cargos entre os quais o de vogal da A.A. de Turismo e Hotelaria de Ponta Delgada. Dedicou grande parte do seu tempo na promoção e prática do bridge, sendo Presidente do Club de Bridge de São Miguel e da Associação de Bridge dos Açores, integrando a Comissão Consultiva da “The International Association of the Lions Club” de São Miguel. Foi galardoado pelo Governo Regional dos Açores, na V Gala do Desporto Açoriano, pelos seus 20 anos como dirigente do Bridge de São Miguel.

A sua intervenção no Encontro foi notável, fundamental e importantíssima. Integrou a chamada “Troika” organizadora, cabendo-lhe a tarefa de se responsabilizar e gerir a parte económica, conseguindo vantagens e descontos em hotéis e viagens aos outros participantes e ainda angariando subsídios para que as refeições e a viagem de autocarro pela ilha Terceira fossem gratuitas. Embora trabalhando “por detrás dos bastidores”, sem se notar muito, como é seu timbre, exerceu um papel de relevo na organização do Encontro, contribuindo, substancialmente, para que o mesmo obtivesse um notável sucesso.

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UM PROFISSIONAL DIGNO E COMPETENTE

Quinta-feira, 07.01.16

Nasceu na Ribeira Grande, ilha de São Miguel, precisamente no dia de São Mateus, corria o ano de 1949. Fez a instrução primária e entrou para o Seminário Colégio de Santo Cristo no ano lectivo de 1961/62, transitando, dois anos mais tarde, para o de Angra, frequentando-o, apenas, até ao sexto ano, completando a sua formação académica no Ensino Oficial. No Seminário revelou-se sempre um jovem dócil, delicado, humilde, simples, cumpridor e estudioso, pautando a sua conduta pela simplicidade, pelo respeito pelos outros, pelo companheirismo e pelo cumprimento do dever.

Profissionalmente seguiu a carreira bancária, trabalhando, primeiro, na Caixa Económica Açoriana e, mais tarde, no Montepio, revelando-se sempre um profissional digno, competente, sério e responsável, atingindo, no final da sua carreira, lugares de responsabilidade e de chefia.

Para o Encontro trouxe a sua jovialidade, a sua simpatia, a sua satisfação em tudo rever e tudo reencontrar, sobretudo os amigos e colegas de outrora. Participou naquele inesquecível almoço no restaurante “Beira-Mar”, em São Mateus, com um grupo restrito, no dia antes do primeiro dia do Encontro. Depois e, nos dias seguintes, participou em todas as actividades, visitou todos os lugares, abraçou todos os colegas, manifestou uma força contagiante e uma dignidade insofismável. Por tudo isso e pela alegria que trouxe e pelo contentamento que manifestou em todos reencontrar, tornou-se mais um Senhor do Encontro.

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EXCELÊNCIA MUSICAL

Domingo, 18.10.15

Vindo das Feteiras, S. Miguel foi um dos pioneiros da criação do Seminário Menor de Santo Cristo, em Ponta Delgada, constituindo a primeira “tranche” formada, naquele antigo colégio jesuíta, nos dois primeiros anos, fora de Angra, sob a orientação do Reitor, Dr José de Oliveira Lopes. Corria o longínquo ano de 1956. Assim só o encontrei, quatro anos mais tarde, no Seminário de Angra, quando ele iniciava o seu percurso nos “Médios”. Apesar da proibição regulamentar de “comunicar” entre as prefeituras, muitas oportunidades tive de conviver com ele apreciando, de forma muito particular, a sua abrangente e comunicativa alegria de viver, espelho do seu “carácter” de bondade e dos dons musicais que lhe enchiam a alma e extravasavam a cada momento. Naturalmente foi esta “garra musical”, já no Seminário armazenada, que se fortaleceu e solidificou, graças à formação que ali obteve sob orientação do maestro Edmundo Machado de Oliveira e que explodiu mais tarde, sobretudo durante os anos em que dirigiu musicalmente, o orfeão de que também foi co-fundador e a que foi dado o nome do seu antigo mestre. Foi, durante 18 anos, regente do Orfeão Edmundo Machado de Oliveira e nessa qualidade, para além de muitos concertos em Portugal, fez digressões pelos Estados Unidos, Canadá, França e Brasil, onde participou no concerto inaugural das cerimónias dos 500 anos do descobrimento e, também, na inauguração do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Anos mais tarde fixou-se em Toronto, no Canadá, onde reside actualmente, criando, em 2005 o orfeão Stella-Maris de que é o seu actual maestro.

Trouxe para o Encontro toda essa força, essa excelência e essa competência musicais, provocando-nos, musicalmente, em cada hora e em cada momento, “forçando-nos” a recordar, repetir e executar aquilo que de mais belo e melhor fizemos durante os nossos anos no Seminário: cantar. Cantámos, por sua iniciativa e orientação, no final do jantar no refeitório, no primeiro dia, nos prolongados ensaios, no sarau, na missa de homenagem aos falecidos, enfim, por aqui e por ali. Juntamente com outro excelente maestro permitiu-nos recordar inúmeras peças musicais, de obras de música clássica, gregoriana, religiosa e profana, cantadas outrora. Em todas as execuções musicais misturava ao seu espírito, jocoso, alegre, solidário, comunicativo e amigo, a excelência da sua sabedoria, a competência da sua execução e o dinamismo da sua batuta a que se juntava uma fogosidade, um arrebatamento e uma sublimidade inexauríveis, fazendo dele mais um dos “Senhores” do nosso imemorável Encontro.

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HUMILDADE E GRATIDÃO

Quinta-feira, 24.09.15

Fez parte do curso que demandou o Seminário de Santo Cristo em 1959/60, foi um dos antigos alunos do SEA que esteve no encontro de Angra. Convivemos onze anos no Seminário e talvez, por culpa recíproca, “desperdiçámos” algum tempo que poderíamos ter aproveitado melhor para criar, fortalecer e solidificar uma amizade sincera, digna e verdadeira. Agora, já mais amadurecidos, apenas em três ou quatro dias, aproveitamos todo o tempo para recuperar e repor essa amizade, na altura um pouco descuidada. É senhor de excelentes qualidades, de uma humildade soberana, duma simplicidade relevante, sempre disposto a dar os seus testemunhos e a ouvir os outros. Uma agradável surpresa para mim e creio que a recíproca também terá sido verdadeira para ele.

Natural da Ribeirinha, São Miguel, teve um percurso de vida notável, culminando em 1967 com a sua escolha para monitor dos Médios, fazendo parte da última equipa de monitores que o SEA conheceu. Completou o curso de teologia e, posteriormente, fez o seu percurso profissional como professor. De realçar a sua intervenção muito oportuna, no Encontro, durante a recriação do sarau músico-literário, ao declamar um poema em homenagem a Dona Ana Rocha Alves, uma senhora da sociedade angrense dos anos 50, que tinha um coração enorme e que acolhia na sua casa, como se fossem seus filhos, os que iam abandonando o Seminário, por isto ou por aquilo, enquanto aguardavam dias melhores e não tinham onde ficar. Todos os que passaram por casa dela, como o Manuel, chamam-lhe, carinhosamente, “Mãe Ana” e falam dela com um carinho e uma ternura comoventes.

Agora aguardo a sua prometida vinda aqui, ao Porto, em Outubro próximo. Havemos aproveitar para ainda mais recuperar de forma convincente e profícua todo o tempo, para repor e manter bem viva uma verdadeira e recíproca amizade.

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HUMILDADE E SENSATEZ

Segunda-feira, 14.09.15

Entrou para o Seminário Menor de Ponta Delgada no ano de 1059/60, pelo que frequentámos aquela instituição de ensino, conjuntamente, durante um ano. O mesmo aconteceria dois anos depois na Prefeitura de São Luís Gonzaga, no SEA, prolongando-se o nosso percurso, paralelo e simultâneo, pelos Médios e Teólogos, até 1968, ano em que decidiu suspender a sua formação no Seminário de Angra. Esta caminhada, lado a lado, anos a fio, permitiu-me descortinar que, para além de um aluno estudioso, inteligente, aplicado e, consequentemente, brilhante, era um jovem dotado de uma docilidade inexaurível, duma bondade excessiva, duma educação exemplar, duma generosidade sem limites, amigo de todos, leal, solidário com os mais desamparados e bondoso nos seus modos e atitudes. Um percurso excelente, uma vivência extraordinária, um companheirismo gratificante.

Natural das Cinco Ribeiras, ilha Terceira, onde sempre viveu, o seu percurso profissional, depois de uma rápida e curta passagem pelo ensino, centrou-se no Museu de Angra, de que foi, durante longos anos, técnico profissional de museografia, tendo também enveredado pelo jornalismo, exercendo os cargos de redactor do Jornal “Directo” e, mais tarde, chefe de redacção do “Jornal da Praia”. Paralelamente notabilizou-se como sindicalista e foi Coordenador Regional do SINTAP. Actualmente, pese embora já esteja reformado, é dirigente da Associação de Consumidores dos Açores e da Fraternidade Franciscana Secular. Tanto a nível profissional como nas restantes actividades paralelas em que se tem envolvido, revelou sempre uma entrega total, uma dedicação exemplar e um esforço gigantesco, o que aliado à sua capacidade intelectual e ao seu espírito de trabalho fez dele um profissional competente, dedicado e eficiente.

No grande encontro vinha carregado de vivências e foi-nos trazendo uma Angra e um Seminário metamorfoseados pelas vicissitudes e exigências de mais de quarenta anos. Calmo, silencioso, sensato, oportuno e discreto, falava mais com as atitudes do que com as palavras, transmitindo-nos uma docilidade, um enlevo, uma tranquilidade e uma ternura deslumbrantes que, embora não se evidenciando muito, fizeram dele um verdadeiro “Senhor” do Encontro.

Foi esta espécie de “reserva” de um discreto e sensato não protagonismo que fizeram com que no dia a seguir ao encontro, ao viajar da Terceira para o Pico, desse de caras, a bordo do “Santorini” com ele. Que ia para o Pico, que a esposa era da ilha montanha, onde tem moradia de verão e que havia de ficar no Pico durante os meses de Julho e Agosto. E surpresa das surpresas: mesmo aqui ao lado, na vizinha freguesia de São João. E o mais curioso e enigmático de tudo é que, até então, nem ele nem eu havíamos dado por isso.

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COERÊNCIA E DISTINÇÃO

Sexta-feira, 31.07.15

Nasceu na Ilha Terceira, mais concretamente na Praia da Vitória. Frequentou o Seminário Menor e o de Angra, onde fez grande parte da sua formação académica, revelando-se um aluno muito estudioso e extremamente aplicado. Completada a formação no ensino oficial, licenciou-se em Direito, sendo actualmente um ilustre e prestigiado advogado. No entanto e paralelamente à sua actividade forense, têm desenvolvido uma intensa e notável acção política. Foi membro da Junta Governativa dos Açores, nomeada a 22 de Agosto de 1975, sendo o responsável pela Coordenação Económica e Finanças. Mais tarde, iniciou-se nas lides parlamentares, como deputado à Assembleia Legislativa dos Açores onde, durante as décadas de 80 e 90, desenvolveu uma intensa actividade política, liderando o grupo parlamentar social-democrata no plenário açoriano. Foi também líder do PSD/Terceira, durante alguns anos. Actualmente, embora continuando a exercer a sua actividade como advogado, é deputado da Assembleia Municipal da Praia da Vitória, sendo, também membro da Comissão Permanente da mesma. Em 2008 foi agraciado pelo Governo Regional dos Açores com a Insígnia Autonómica de Reconhecimento.

Condicionado pelos seus afazeres profissionais, participou e acompanhou algumas das actividades do Encontro, tendo duas intervenções importantes, uma, no debate e outra no almoço de despedida, no Hotel de Angra. Foi aí que, na excelência da sua habilidade oratória politico-forense, através de um discurso coerente, emotivo e deslumbrante, cativou os presentes num acervo de memórias e vivências, num registo de sentimentos e recordações, num estímulo a desafios e projectos, num verdadeiro momento de reflexão. Por tudo isso, tornou-se mais um dos “Senhores” do Encontro.

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TRABALHO E SUCESSO

Sábado, 13.06.15

Integrou o Curso que em 1958/59 demandou o velhinho Seminário de Santo Cristo, da cidade de Ponta Delgada, da qual era natural, mais concretamente da freguesia de São Pedro. Foi um dos alunos da década de 60, do SEA que esteve no Encontro de Angra. Fiz parte do mesmo curso e, consequentemente, convivi com ele durante vários anos no Seminário, estabelecendo-se entre nós uma amizade profunda, verdadeira e recíproca. Aliás, para além de possuir muitas outras qualidades, tinha o condão de ser amigo de todos, revelando-se simples, humilde, respeitador e, permanentemente, disposto a ajudar e a colaborar com os que mais necessitavam. Foi sempre um verdadeiro e sincero colega, senhor de excelentes qualidades, de uma humildade soberana, duma simplicidade relevante e duma boa disposição permanente. Embora o tivesse encontrado recentemente em São Miguel, altura em que me proporcionou um excelente passeio pela ilha do Arcanjo, foi com muita alegria e extrema satisfação que nos reencontramos neste Encontro. A sua presença foi muito agradável para mim e creio que a recíproca também terá sido verdadeira para ele.

Não completou toda a sua formação Académica no Seminário. Complementou-a depois e, profissionalmente, seguiu uma carreira brilhante, a nível do empreendedorismo empresarial, nomeadamente na área do turismo, impondo-se na sociedade micaelense, pelo seu trabalho, pela sua dignidade, pela sua competência e pela sua honestidade, desempenhando vários cargos entre os quais o de vogal da A.A. de Turismo e Hotelaria de Ponta Delgada. Dedicou grande parte do seu tempo na promoção e prática do bridge, sendo Presidente do Club de Bridge de São Miguel e da Associação de Bridge dos Açores, integrando a Comissão Consultiva da “The International Association of the Lions Club” de São Miguel. Foi galardoado pelo Governo Regional dos Açores, na V Gala do Desporto Açoriano, pelos seus 20 anos como dirigente do Bridge de São Miguel.

A sua intervenção no Encontro foi notável, fundamental e importantíssima. Integrou a chamada “Troika” organizadora, cabendo-lhe a tarefa de se responsabilizar e gerir a parte económica, conseguindo vantagens e descontos em hotéis e viagens aos outros participantes e ainda angariando subsídios para que as refeições e a viagem de autocarro pela ilha Terceira fossem gratuitas. Embora trabalhando “por detrás dos bastidores”, sem se notar muito, como é seu timbre, exerceu um papel de relevo na organização do Encontro, contribuindo, substancialmente, para que o mesmo obtivesse um notável sucesso.

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publicado por picodavigia2 às 08:48

ELEGÂNCIA E DISTINÇÃO

Segunda-feira, 04.05.15

Natural da Fazenda das Lajes, ilha das Flores, na senda de um irmão mais velho Nuno Vieira demandou o Seminário de Angra, no ano lectivo de 1953/54, onde completou o nono ano de formação académica. Algum tempo depois fixou-se nos Estados Unidos, licenciando-se em Humanities and Social Science pela UMass Dartmouth e com Mestrado em Bilingual Studies with concentration in English as a Second Language pela UMass Boston. É diplomado em Inglês, Português, Espanhol, Latim e Psicologia Escolar pelo Departamento de Educação de Boston.

Durante o seu percurso no Seminário e porque as nossas origens convergiam na mesma ilha, permitindo assim que nos encontrássemos, vezes sem conta, quer em férias, quer em longas viagens de ida e volta a bordo do velhinho Carvalho Araújo quer ainda nos dias em que, conjuntamente com os outros seminaristas das Flores, aguardávamos transporte para as Flores, contactei muito de perto com o ele, gerando-se, entre nós uma enorme amizade, uma estima mútua, uma empatia desmedida e uma consideração recíproca. Revelou-se sempre um jovem de um trato de elevadíssima educação, duma delicadeza excepcional, dócil, meigo, afável, muito humano e compreensível, sempre atento aos problemas e vicissitudes dos menos protegidos e sempre disposto a ajudar os mais fracos. Um companheiro admirável, um colega excelente um amigo de verdade!

Como aconteceu com tantos os outros que passaram pelo SEA nas décadas de 50/60, perdemo-nos no percurso do tempo e obstruíram-se, entre nós, todos os contactos. Apenas uns tempos antes do Encontro, havíamos levantado um pouquinho do véu que encobria, reciprocamente, as nossas vivências. Hoje é professor aposentado do Ensino Secundário, em Stoughton, Massachusetts, mas continua a leccionar Latim no Stonehill College, universidade situada em Easton, Massachusetss. Homem de grande cultura, interessado pela literatura e pela escrita tem publicado artigos nos jornais Portuguese Times (New Bedford), A União (Terceira), Sol Português (Toronto), O Dever (Pico), As Flores (Ilha das Flores), no Blog Comunidades, na revista Atlântida e Boletim Núcleo Cultural da Horta.

E como muitos outros, de longe veio para o Encontro, carregadinho de a enorme alegria e a gigantesca vontade de todos ver e abraçar, de trazer à memória as vivências, as alegrias e até, um ou outro estigma, dos tempos em que juntos, frequentámos o SEA. A sua presença acrescentou uma áurea de sublimidade ao Encontro, pautando-se por uma ternura enorme, um carinho desmesurado, uma simplicidade serena, uma alegria expansiva e uma atenção minuciosa a tudo e a todos. Espelhando-se num passado de antigo aluno nobre, generoso, digno, fraterno e afectuoso, pautou a sua presença no Encontro do passado mês de Julho por uma excelência que aspergia carinho, emanava docilidade, porque continha armazenada uma sensível e doce saudade, uma sublime e transcendente amizade. Por tudo isto e por muito mais tornou-se um dos “Senhores” do Encontro.

 

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publicado por picodavigia2 às 17:18

POEMA AO “BENJAMIM”

Quinta-feira, 26.03.15

Pese embora as diligências feitas, pouco consegui apurar sobre ele, apenas que é natural das Capelas, tendo emigrado para os Estados Unidos. Como, nos contactos que tive com ele, durante o Encontro, se revelou uma pessoa de uma grande bondade, ostentando, permanentemente, um simpático e alegre sorriso e um franco companheirismo e, ainda, porque creio que foi o “benjamim” do Encontro, do qual, na verdade, foi mais um “Senhor”, dedico-lhe este poema de Manuel da Fonseca:

 

MENINO

 

“No colo da mãe,

A criança vai e vem,

Vem e vai.

Balança

Nos olhos do pai,

Nos olhos da mãe

Vem e vai,

Vai e vem

A esperança.

 

Ao sonhado

Futuro,

Sorri a mãe,

Sorri o pai.

Maravilhado.

O rosto puro

Da criança

Vai e vem

Vem e vai,

Balança.

 

De seio a seio

A criança

Em seu vogar

Ao meio

Do colo-berço

Balança.

 

Balança

Como o rimar

De um verso

De esperança.

 

Depois quando

Com o tempo

A criança

Vem crescendo

Vai a esperança

Minguando.

E ao acabar-se de vez

Fica a exacta medida

Da vida

De um português.

 

Criança

Portuguesa

Da esperança

Na vida

Faz certeza

Conseguida.

Só nossa vontade

Alcança,

Da esperança,

Humana realidade.

 

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

 

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publicado por picodavigia2 às 08:57

CHARME E EXCENTRICIDADE

Quinta-feira, 05.03.15

Pulverizou o Encontro com o seu charme e excentricidade, adoçou-o com a sua permanente boa disposição, alegrou-o com o seu fino sentido de humor, aureolando-o com a sua presença descontraída, abnegadora e vivificante. Cativou todos, mesmo os que não o conheciam ou dele tinham simplesmente uma vaga e ténue lembrança.

Juntamente com outros colegas ainda a exercerem o sacerdócio na diocese, entrou no Seminário de Angra, no ano lectivo de 1953/54, trazendo consigo um rastro esperança reflectida na verdura cativante da ilha do Arcanjo, donde é natural, arrastando uma aurora de beleza e transcendência espelhada na simplicidade das lagoas que nela proliferam e uma réstia de integridade projectada nos socalcos pedregosos mas produtivos, encravados entre o mar e as montanhas. No Seminário fez a sua formação académica, completando o Curso de Teologia, em 1965, trabalhando, durante algum tempo nos Açores. Foi, como muitos outros que se empenharam árdua e valorosamente na defesa dos mais nobres valores do humanismo e da mensagem evangélica, “desterrado” para o Ultramar, forçado a envolver-se numa guerra que não era sua. Após esta forçada experiencia no teatro castrense, decidiu abandonar os Açores, fixando-se nos Estados Unidos, donde se deslocou a fim de participar no Encontro do passado mês Julho.

Partilhámos a estadia na mesma residencial, pelo que bastante conversámos antes e depois das actividades programadas no Encontro. Pudemos assim recordar vivências e percursos de vida, em muitos aspectos paralelos e semelhantes. Para além de um espírito magnânimo, liberto, tranquilizador, compreensivo, benevolente e duma simpática excentricidade, revelou-se defensor dos mais altos e nobres valores a que o ser humano, por direito, aspira. Além disso, é seu timbre dosear as suas vivências e actividades quotidianas e os mais diversos acontecimentos do seu dia-a-dia, por mais dolentes e agrestes que sejam, com um optimismo deslumbrante e com um sentimento de confiança convicto, narrando-os com uma simples e agradável jocosidade.

E o Mariano com todo este acervo de encantamento, jactância, contentamento e boa disposição, chegou ao Encontro, recebendo todos com uma satisfação desmesurada, com uma alegria inebriante e com um abraço fraterno. Acompanhou-nos com dedicação, envolveu-nos com ternura, deslumbrou-nos com as suas narrações e, mais do que tudo, deliciou-nos com a sua amizade e com o seu carinho. Com a sua “tablet”, feita “maquinão fotográfico” disparava permanentemente na procura de fotos que perpetuassem, na imagem, aquilo que, durante o Encontro se vivia em sentimentos. Por tudo isto foi mais um dos “Senhores” do Encontro.

 

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DE PASSAGEM

Quinta-feira, 29.01.15

Nasceu na freguesia de Santa Bárbara, ilha Terceira, entrando para o Seminário de Angra em 1955, onde estudou durante um período de tempo muito reduzido. Actualmente reside na segunda mais populosa ilha açoriana, a Terceira, ilha com uma história muito rica e cativante que resultou num importante legado cultural, com sólidas e arraigadas tradições e que possui muitas belezas arquitectónicas e naturais assim como muitos locais de interesse a visitar.

Assim como a estadia no Seminário foi curta, a sua presença no Encontro também foi passageira, limitando-se a participar, como assistente, na recriação do sarau-músico literário e numa ou outra actividade. Antes do sarau, porém, encontrou-se com alguns dos participantes, nomeadamente com os que conhecia ou dos que se lembrava, mas também com os outros a quem foi apresentado, revelando-se uma pessoa simples, humilde, simpática e acolhedora. Mas porque esteve realmente presente no Encontro, embora de passagem e como espectador, talvez porque desconhecesse muitos dos participantes, merece aqui uma referência especial. Deve-se realçar o reconhecido mérito e reconhecimento da sua presença, sendo, por isso mesmo, também considerado um dos “Senhores” do Encontro.

 

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publicado por picodavigia2 às 13:24

EXCELÊNCIA CULTURAL E ARTÍSTICA

Sexta-feira, 02.01.15

Álamo Oliveira nasceu na freguesia do Raminho, ilha Terceira, em 1945, matriculando-se no Seminário Menor de Ponta Delgada, em 1957, transitando dois anos depois para o Seminário de Angra, onde fez grande parte da sua formação académica, manifestando já uma fina sensibilidade pelo teatro, pela poesia, pelo desenho e pela cultura em geral. Hoje, conta, com alguma jocosidade, que retirava as capas dos cadernos de significados e com elas revestia as dos livros de poesia, a fim de que os pudesse ler sem que o prefeito disso se apercebesse.

Álamo Oliveira trabalhou em Angra, em diversos departamentos governamentais ligados à cultura, sendo, no entanto, mais conhecido como poeta, contista, dramaturgo, cronista, romancista e pintor. Tem mais de trinta livros publicados e, actualmente, é considerado como uma das mais destacadas figuras da literatura açoriana. As técnicas de escrita de alguns dos seus livros, como "Pátio da Alfândega, meia-noite", "Já não gosto de chocolates" e "Até hoje - memórias de cão", têm servido de base a trabalhos académicos em universidades dos Estados Unidos e do Brasil. Tem poesia e prosa traduzidas para inglês, francês, italiano, espanhol e croata e a Portuguese Studies Program, da Universidade da Califórnia em Berkeley, convidou-o para leccionar na qualidade de escritor do semestre a sua própria obra aos estudantes de Língua Portuguesa - sendo o primeiro português a receber tal distinção. Álamo Oliveira tem-se destacado, ainda, pela sua participação em diversas acções de dinamização cultural nos Açores e nas comunidades emigrantes dos Estados Unidos. É um dos fundadores do Alpendre, o mais antigo grupo de teatro dos Açores, onde já encenou alguns dos seus textos. Em 2010, nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, recebeu, do Presidente da República, o grau de Comendador da Ordem do Mérito,

 Álamo Oliveira com a sua modéstia, simplicidade e delicadeza, ofuscou todo este relevante, majestoso e quase único currículo, pautado por uma excelência cultural e artística notável, participando no Encontro com uma humilde e simples naturalidade, com uma meiga e terna docilidade. Acompanhou-nos em todas as actividades sem protagonismo, sem exibicionismo, sem exuberância, revelando uma saudável sensatez, uma inaudita galanteria, um apreciável companheirismo. Senhor de um domínio cultural e artístico notáveis, Álamo Oliveira enobreceu o Encontro com a sua presença dignificante, sensata, amiga e, culturalmente, apoiante. Para além de nos enriquecer com a sua conversa, de nos opulentar comos seus esclarecimentos, de nos envolver emocionalmente com a sua companhia, de nos transpor em universos de sublimidade poética e de nos presentear com as “andanças de pedra e cal”, Álamo Oliveira contribuiu para a valorização do sarau músico literário, durante o qual foram declamados alguns dos seus poemas. Por tudo isto foi mais um dos “Senhores” do Encontro.

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DESBARATANDO SIMPLICIDADE

Sábado, 06.12.14

 O José Dioclécio nasceu a onze de Maio de 1940, no lugar de Beira, Velas, ilha de S. Jorge e reside em Angra. Entrou para o Seminário de Diocesano em 1952, ali estudando durante seis anos. Após abandonar o Seminário, regressou a São Jorge e, na tentativa de dar continuidade aos seus estudos, tentou completar o sétimo ano, em regime particular, com o apoio do professor Rogério Contente, mas essa possibilidade foi-lhe negada, devido a obstáculos burocráticos criados pelo então Ministério da Educação que, assim o impeliu a entrar, de imediato, no mundo do trabalho.

Iniciou a sua actividade laboral no escritório da firma "Martins & Rebelo", na sua ilha natal. Em Julho de 1959 foi convidado para o cargo de tesoureiro da Fazenda Pública das Velas, convite que aceitou, ali trabalhando até à altura em que foi chamado para o serviço militar. Fez recruta em Mafra, sendo colocado, sucessivamente, em Tavira, Angra, Chaves, acabando por ser mobilizado para a guerra do ultramar, partindo para Guiné, onde permaneceu vinte e cinco meses. Terminado o serviço militar ingressou na Direcção-Geral das Contribuições e Impostos, como aspirante de finanças, na vila das Velas, S. Jorge. Em Março de 1966, passou ao quadro da DGCI, pelo que foi colocado em Santa Cruz, na ilha da Madeira, sendo transferido, algum tempo depois, para a Calheta de São Jorge, onde exerceu funções de chefe de repartição, sendo também, nessa altura, promovido a Ajudante de Verificador do Quadro da Fiscalização e, algum tempo depois, novamente transferido, desta feita, para as Velas. Em 1971 e depois de frequentar o curso de secretários de finanças, foi promovido a Técnico Verificador de 3ª classe e colocado em Sintra. De Sintra regressou aos Açores e à Direcção-Geral do Tesouro, trabalhando primeiro em Santa Cruz da Graciosa e depois em Vila Franca, São Miguel. Mas a agitada vida profissional de Dioclécio ainda não se quedaria por aqui. Promovido a tesoureiro da Fazenda Pública foi colocado na Praia da Vitória e, alguns anos depois, em Angra do Heroísmo, onde trabalhou até à sua aposentação, em 1994.

O José Dioclécio chegou ao Encontro, desconhecido da maioria, disparatando simplicidade. Mas, com esta simplicidade inequívoca, acompanhada de uma humildade transparente, com a sua simpatia e até com seu eloquente silêncio, depressa se envolveu com os presentes, granjeando a amizade e a estima de todos. Sem protagonismos, sem exageros mas com convicção e dignidade acompanhou e colaborou em todas as atividades, participou em todos os encontros, tornando-os mais ricos, mais envolventes e mais enternecedores. Espírito aberto e generoso, pleno de capacidade de compreender e interpretar, com vontade de partilhar e interagir, a abarrotar sentimentos de alegria e exaltação, o José Dioclécio participou no Encontro com muita emoção, singeleza, alegria, modéstia e dignidade, sendo, por tudo isto considerado mais um dos Senhores do Encontro.

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publicado por picodavigia2 às 11:12

ENTRE SANTA BÁRBARA E ANGRA

Domingo, 16.11.14

O Francisco Dolores nasceu em 1949, na ilha de Santa Maria, frequentou o Seminário Menor de Ponta Delgada, a partir de 1962 e o de Angra de 1964 a 1974, altura em que completou o curso teológico. Ordenado presbítero, foi colocado, como Vigário Cooperador das Lajes – Terceira e nomeado Delegado Diocesano da Juventude para o Concelho da Praia da Vitória. Leccionou as disciplinas de Historia, Português e Religião e Moral na EB da Praia da Vitória, durante alguns anos. Em 1979 foi nomeado pároco de Santa Bárbara e das Doze Ribeiras. Em 1980 deslocou-se aos E. U. A e Canadá, onde criou, com o apoio da "Voz dos Açores" e outras entidades, Comissões de Apoio à reconstrução das freguesias de Santa Bárbara, Doze Ribeiras, Cinco Ribeiras e outras. Fundou e dirigiu o mensário "Família. A partir de 1983, em dois mandatos intercalares, foi Administrador da União Gráfica Angrense. Em 1989 foi nomeado pároco de Nossa Senhora de Belém e do Posto Santo. A partir de 1993 paroquiou a freguesia de São Bartolomeu dos Regatos, sendo, em 2002, nomeado Pároco e Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Angra do Heroísmo, onde se mantém. Exerceu ainda os cargos de Ouvidor Eclesiástico de Angra, de Vigário Judicial Diocesano e Notário do Tribunal Eclesiástico. Foi Director do Secretariado das Migrações, do Secretariado da Pastoral Juvenil e Redactor e Chefe de Redacção de "A União", jornal de que é colunista. Foi o responsável, na diocese, pelo Secretariado Diocesano da Comunicação Social. Actualmente é Assistente da Cáritas da Ilha Terceira e do Conselho Central das Conferências Vicentinas.

O Dolores chegou ao Encontro de braços abertos para euforicamente todos abraçar e com vontade de em tudo se envolver. A sua intensa actividade paroquial, no entanto, impediu-o de participar nalguns eventos. Nos que esteve presente, porém, deliciou-nos com a sua meiga exuberância, com o seu convívio efervescente e a sua amizade inebriante, orientando, esclarecendo e dando informações sobre espaços, costumes, sobre aquilo que mudara no Seminário e na cidade. Foi sobretudo em Santa Bárbara, quando nos preparávamos para homenagear o neo-sacerdote Tadeu, e aguardamos durante algum tempo a sua chegada ao templo, para lhe cantar o “Juravit Dominus”, que o Dolores, já paramentado a rigor, nos foi acompanhando, esclarecendo e fortalecendo. Por tudo isso foi mais um dos “Senhores” do Encontro.ses

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publicado por picodavigia2 às 22:05

O PADRE HORÁCIO NORONHA

Quarta-feira, 22.10.14

Horácio Manuel da Silveira Noronha nasceu a 30 de Abril de 1934, na freguesia do Topo, ilha de São Jorge, sendo seus pais Manuel Joaquim Noronha e Emília da Silveira Brasil. Como a maioria das crianças açorianas, na altura, fez os estudos primários na sua freguesia, após os quais partiu para Angra, matriculando-se no Seminário Diocesano, em setembro de 1946, onde se formou e completou o curso de teologia, tendo sido ordenado presbítero a 15 de julho de 1958. Nesse mesmo ano foi colocado como professor e prefeito dos médios, no Seminário de Angra, substituindo o padre Jacinto da Costa Almeida que durante décadas ocupara aquele cargo.

Quando cheguei ao Seminário de Angra, frequentando a prefeitura dos miúdos, o padre Horácio ainda era prefeito dos médios e, além disso, não o tive como professor, nesse ano, tendo, por isso, privado muito pouco com ele. No ano seguinte, porém, foi nomeado Diretor Espiritual dos miúdos, sendo também meu professor de História Universal, nesse ano e no seguinte.

Foi então que pude observar, compreender e sentir a simplicidade, a bondade, a humildade e a grandeza de alma deste homem. Senhor de um diálogo simples, genuíno e marcante, dono de um sorriso dócil e duma serenidade conciliadora, o padre Horácio atraía e cativava os que com ele conviviam, aconselhava com discernimento os que demandavam os seus conselhos, encaminhava-os com ternura e bondade, ensinava com rigor e persuasão.

Do Seminário transitou para a paróquia de Santa Luzia, acompanhando e orientando grupos de Ação Católica Operária. Depois de um percurso pelos padres do Prado, como padre operário, onde aprendeu, segundo ele próprio confessa “que o principal da minha vida de padre se resume nos quatro verbos tão caros ao P. Chevrier: conhecer, amar, seguir e anunciar Jesus Cristo” fixou-se na diocese de Setúbal, onde foi pároco na Quinta do Conde, em Nossa Senhora da Conceição, no Pinhal Novo e no Pragal, sendo, também diretor espiritual do seminário. Atualmente, para além de pároco do Pragal, é Vigário Forâneo da Vigaria de Almada, Membro do Conselho de Presbíteros, Membro do Colégio de Consultores e Presidente da Comissão de Consulta de Apoio ao Bispo na Gestão do Fundo do Clero da diocese. Acrescente-se que a vigaria de Almada compreende as paróquias de Almada, Cova da Piedade, Cacilhas, Laranjeiro – Feijó e Pragal.

Passados muitos anos, reencontrei-o no Mucifal há alguns anos e voltei a encontrá-lo no passado domingo, partilhando com ele alguns momentos de conversa. Mantém a mesma simplicidade, a mesma alegria de conversar, a mesma delicadeza no trato com todos, os mesmos dons de saber ouvir e de se entusiasmar mais com os sucessos alheios do que com os próprios. Apesar dos seus 80 anos, mantem uma jovialidade invejável, uma alegria contagiante, uma comunicabilidade atraente, uma áurea de juventude surpreendente. Juntamente com Monsenhor José Nunes, este professor no Seminário de Angra, é o mais idoso sacerdote açoriano em atividade paroquial.

Não resisto a transcrever aqui, o interessantíssimo testemunho de um colega e amigo seu, Fernando Castro Martins, escrito por altura da celebração das suas bodas de ouro sacerdotais, sob o título: - Padre Horácio Noronha - Um Nobre ao Serviço dos Pobres e Oprimidos:

“Como eu gosto de pessoas assim: eruditos dos livros, estudam eternamente na escola dos pobres. Sabem latim e grego, conhecem as mais remotas etimologias das palavras caras, e, ainda assim, sabem falar com os excluídos de um modo que estes vêem mesmo do que lhes falam.

Estes homens não gritam lá de cima a dizer libertai-vos; e muito menos a dizer tende paciência. São um fermento, dando qualidade e esperança à massa dos espoliados; são estrelas de luz, sinalizando caminhos.

Ontem estive ao pé de um homem desta dimensão. Ao todo seríamos duzentos: admiradores, discípulos, companheiros. Fazia cinquenta anos de Padre. Fomos todos ter com ele para celebrar. Não levámos presentes, porque os não julgávamos necessários, não levámos palavras caras porque as não tínhamos. Estávamos com ele. Estávamos presentes. Éramos o seu presente.

Foi um dia inteirinho de celebração que culminou com uma celebração maior, a da partilha do Pão e do Vinho, e todos saímos dali saciados e fortalecidos. Nos olhos dos presentes - e o meu sentimento quero aqui dize-lo - estava uma expressão coletiva de que a Igreja pode precisar de padres, mas do que ela precisa mesmo é de padres deste modo.

Peço a sua bênção, Padre Horácio de Noronha.”

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OS MAIS ILUSTRES ALUNOS DO SEA

Terça-feira, 21.10.14

Os alunos do Seminário de Angra, ordenados sacerdotes, que mais se distinguiram na hierarquia da igreja católica foram: João Paulino de Azevedo e Castro, José da Costa Nunes, Manuel Medeiros Guerreiro, José Vieira Alvernaz, Jaime Garcia Goulart, José Pedro da Silva e Paulo José Tavares.

Dom João Paulino de Azevedo e Castro foi o 19.º bispo de Macau, tendo governado a Diocese entre 1902 e 1918. Nasceu nas Lajes do Pico, a 4 de Fevereiro de 1852, frequentou o Liceu da Horta, onde completou os estudos preparatórios, o Seminário de Coimbra e mais tarde o de Angra. Matriculou-se posteriormente no curso de Teologia da Universidade de Coimbra, na qual se formou. Foi ordenado sacerdote pelo bispo D. João Maria Pereira do Amaral e Pimentel e colocado na cidade de Angra do Heroísmo, onde iniciou funções como professor do Seminário Episcopal de Angra. Homem de saber eclético, foi encarregue da lecionação de várias disciplinas do curso do seminário, entre as quais teologia dogmática, direito canónico, geografia, história, filosofia e francês. Em 1889 foi apresentado cónego da Sé de Angra e em 1890 foi elevado à dignidade de tesoureiro-mor da mesma Sé. Em 1891 foi apresentado para prelado de Macau. A sagração episcopal ocorreu a 27 de Dezembro de 1902, na Igreja de Nossa Senhora da Guia do extinto Convento de São Francisco de Angra, imóvel onde então se encontrava instalado o Seminário Episcopal, sendo a primeira sagração episcopal realizada nos Açores.

Manteve sempre o desejo de regresso aos Açores, mas faleceu em Macau. Em 6 de Fevereiro de 1923 foram os seus restos mortais solenemente trasladados para a vila das Lajes do Pico, onde hoje é lembrado na toponímia e onde existe um monumento em sua memória. Também é lembrado na toponímia de Macau.

Dom José da Costa Nunes, nasceu na Candelária do Pico, 15 de Março de 1880. Estudou no Liceu da Horta e ingressou então no Seminário Episcopal de Angra em 1893.

Em 1902, quando frequentava o último ano de Teologia do Seminário e se preparava para a ordenação, foi convidado pelo vice-reitor daquele estabelecimento D. João Paulino de Azevedo e Castro, então eleito bispo de Macau, a acompanhá-lo como seu secretário particular, deslocando-se para aquela diocese, onde foi ordenado presbítero em 26 de Julho de 1903. Foi professor no Seminário de S. José, Vigário Geral da Diocese de Macau e Timor, governador do bispado e vice-reitor interino do Seminário.

Em 1920 foi eleito Bispo de Macau. A sua ordenação episcopal realizou--se na Matriz da Horta e entrou solenemente na sua diocese, a 4 de Junho de 1922, governando-a até 1940.

Em 11 de Dezembro desse ano, aos 60 anos de idade, foi nomeado pelo papa Pio XII para o lugar de arcebispo de Goa e Damão e arcebispo-titular de Cranganor, Primaz do Oriente, com o título de Patriarca das Índias Orientais. Partiu de Macau para a sua nova diocese a 25 de Novembro de 1941, possivelmente, devido à Segunda Guerra Mundial, cujos efeitos já se sentiam em Macau.

Entretanto, a 13 de Julho de 1953, a Santa Sé nomeara-o presidente da Comissão Permanente do Congresso Eucarístico Internacional, na Cúria Romana e o Papa João XXIII elevou-o a cardeal da Santa Igreja, com o título de cardeal-presbítero de Santa Prisca, a 19 de Março de 1962, impondo-lhe o barrete cardinalício a 22 de Março do mesmo ano. A 23 de Junho desse ano foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, pelo governo português.

Dom Manuel de Medeiros Guerreiro  nasceu em Santa Cruz, Lagoa, São Miguel, a 12 de Abril de 1891 e ingressou no Seminário de Angra, onde concluiu a sua formação, sendo ordenado presbítero a 24 de Agosto de 1913. Formou-se em de Filosofia e de Teologia na Universidade Gregoriana, em Roma e foi professor de Teologia e prefeito do Seminário Diocesano de Angra do qual, também, foi vice-reitor.

Em 1937 foi eleito bispo de São Tomé de Meliapor, tendo sido sagrado na Catedral de Goa. Em 1952, foi transferido para a Diocese de Nampula em Moçambique, que governou até 30 de Novembro de 1966. Faleceu a 10 de Abril de 1978, com 87 anos de idade

Dom José Vieira Alvernaz, nasceu na Ribeirinha do Pico, frequentou o Seminário de Angra e foi ordenado padre em 1920. Formou-se em Roma e foi professor e Reitor do Seminário de Angra, onde fora aluno brilhante. Em 1941, foi nomeado bispo de Cochim e em 1950, arcebispo-titular de Anasartha, arcebispo-coadjutor de Goa e Damão e patriarca-coadjutor das Índias Orientais. Em 1953, sucedeu a Dom José da Costa Nunes como Patriarca das Índias Orientais, cargo que exerceu até 1975, quando retirou-se do patriarcado e tornou-se arcebispo-emérito de Goa. Em 1961, depois da invasão indiana dos territórios portugueses, fugiu do território, regressando aos Açores, fixando-se em Angra onde viveu durante muitos anos, visitando com frequência o Seminário

Dom Jaime Goulart nasceu na Candelária do Pico, 10 de Janeiro de 1908 e faleceu em Ponta Delgada, 15 de Abril de 1997. Foi primeiro bispo da Diocese de Díli, que governou como administrador apostólico entre 1940 e 1942 e como bispo entre 1945 e 1967

Dom José Pedro da Silva nascido na freguesia de São Tomé, em São Jorge, frequentou o Seminário Episcopal de Angra, completando os seus estudos em Roma, na Faculdade de Teologia da Universidade Gregoriana, onde se licenciou. Foi ordenado sacerdote a 24 de Abril de 1943 na Basílica de São João de Latrão. Regressado a Angra, foi colocado como professor de Teologia no Seminário, sendo em 1953 nomeado diretor do jornal A União, órgão de imprensa propriedade da Diocese de Angra. Prosseguindo uma carreira eclesiástica brilhante, foi em 1955 nomeado vigário geral da Diocese de Angra e elevado a cónego da Sé, no ano imediato. A 31 de Julho de 1956 foi eleito bispo titular de Tiava e nomeado bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, cargo que exerceu até 13 de Fevereiro de 1965, data em que foi eleito bispo de Viseu, cargo que manteve até ser aceite a sua resignação, por ter ultrapassado os 70 anos de idade, a 14 de Setembro de 1988.

Faleceu, em Viseu, onde vivia como bispo resignatário da diocese, no dia 23 de Maio de 2000. A Universidade Católica Portuguesa dedica-lhe no seu Centro Regional das Beiras uma biblioteca D. José Pedro da Silva, em homenagem ao seu labor em prol da expansão daquela universidade em Viseu.

Dom Paulo José Tavares, nasceu em Rabo de Peixe, ilha de S. Miguel, a 25 de Janeiro de 1920 e faleceu em Lisboa, a 12 de Junho de 1973. Foi ordenado sacerdote em Roma, onde se formou e onde permaneceu após o seu doutoramento em Direito Canónico, desempenhando uma longa carreira diplomática na Secretaria de Estado da Santa Sé de 1947 a 1961, sendo o primeiro açoriano a desempenhar um cargo neste importante dicastério da Santa Sé. Mais concretamente, desempenhou os cargos de adido, secretário, auditor e conselheiro de Nunciatura Apostólica. Considerado muito próximo do futuro Papa Paulo VI, Paulo José Tavares foi nomeado Bispo de Macau no dia 24 de agosto de 1961 pelo Papa João XXIII. Foi sagrado bispo na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, no dia 21 de setembro de 1961.

 

Depois de ir aos Açores despedir-se da sua família, chegou à então colónia portuguesa de Macau, no dia 27 de novembro de 1961, juntamente com o seu irmão e secretário particular, o padre Manuel Alfredo Tavares. Mas, rapidamente se ausentou de Macau para tomar parte em todas as sessões do Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965. Durante o seu bispado, registou-se um desenvolvimento espetacular na área da assistência social aos necessitados e da educação da juventude dirigida pela Diocese de Macau. Mais concretamente, impulsionou a construção e ampliação de pelo menos vinte estabelecimentos assistenciais e de instrução católicos e criou o Conselho das Escolas Católicas.

Está sepultado no cemitério da sua freguesia natal, Rabo de Peixe, num sepulcro-capela mandado construir pela família. O seu nome está presente na toponímica de Rabo de Peixe.

 

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MUCIFAL, OUTRA VEZ

Domingo, 19.10.14

Mucifal é um lugar da freguesia de Colares pertencente ao concelho de Sintra. Graças à disponibilidade, carinho, hospitalidade e excelente capacidade organizativa do Agostinho Simas e da Aldina, o Mucifal foi ontem, mais, uma vez, palco de congregação de um bom punhado dos muitos antigos alunos que nas décadas de cinquenta e sessenta viveram e se formaram na “Casa Santa e Mimosa de Deus” o Seminário de Angra.

Presente o Horácio Noronha que, para além de aluno, foi prefeito dos médios, professor de História Universal e Diretor Espiritual dos miúdos no Seminário de Angra e, posteriormente, pároco de Santa Luzia, há muitos anos a trabalhar na diocese de Setúbal, sendo, atualmente, pároco do Pragal. Com ele outros que frequentaram aquele “astro a sorrir de bonança” e que assim se puderam, mais uma vez, encontrar e conviver, agora quase todos já reformados, depois de terem percorrido caminhos e rumos diferentes e dispersos e, em muitos casos, bem alterados e diferenciados pelo destino, mas todos encastoados entre o sucesso, a dignidade e um nobre profissionalismo. É no Mucifal que se revivem memórias, se recordam estórias e aventuras de vida, se relembram os outros que ali não estão mas que, permanentemente, são trazidos pela memória e amizade dos participantes, com destaque muito especial para os que, infelizmente, já partiram. Pelo meio trazem-se à tona acontecimentos mirabolantes, estroinices, aventuras, façanhas, cometimentos desmedidos e partidas. Depois canta-se porque era isso talvez o que de mais belo se fazia, recordam-se horas e horas de amizade recíproca, de vivência em comum, de ternura partilhada e de esperanças conjugadas. Ao lado as esposas e companheiras, também elas a partilhar, assimilar e a viver todos estes sentimentos e vivências e a conviverem em sã alegria e amizade, como se também tivessem vivido em conjunto desde sempre

Para além do Horácio Noronha, do curso de 1958, estiveram presentes: de 1960, o João Esaú, de 1962 o Agostinho Quental, de 1964 o Luís Medeiros, de 1966 o Olegário Paz, de1967, o Andrade Moniz e de 1970 e o Carlos Fagundes. Estiveram ainda presentes o Manuel Nóia, o Agostinho Simas, o Mário Carmo e o Bartolomeu Dutra, os quais, embora não chegando a completar o curso teológico, com exceção do Bartolomeu, nos anos que permaneceram no Seminário, da mesma forma que os outros, se entranharam nos mesmos ideais, se empenharam na mesma formação e se embeberam em vivências e partilhas comuns. Presente ainda a esposa do Manuel Pereira, Fátima Medeiros. A maioria dos presentes fez-se acompanhar pelas respetivas esposas e, nalguns casos, até por filhos.

Este encontro destinou-se também a homenagear a memória de dois antigos alunos do Seminário que passaram pelo Mucifal, que se envolveram nestes encontros e que, recentemente, nos deixaram: o Manuel Pereira de Medeiros e o Noé Borges Carvalho. Essa a razão por que o encontro foi precedido pela celebração de uma missa, na própria residência do Agostinho Simas, presidida pelo padre Horácio Noronha. Na altura da homilia, foi ocasião de se partilharem alguns testemunhos sobre estes dois antigos alunos do Seminário de Angra. Relativamente ao Manuel Pereira, o Agostinho Simas recordou-o como grande amigo e um dos pioneiros e grande entusiasta destes encontros aos quais nunca faltava e leu alguns poemas da autoria do mesmo. Fátima Pereira também leu alguns poemas da autoria do marido, textos relacionados com estes encontros e, no momento mais sentido do seu testemunho, declarou que o Manuel Pereira, dois dias antes de falecer lhe dissera: - “Pede aos meus amigos do Mucifal que nunca me esqueçam.”. Por sua vez o Noé foi recordado, através dos testemunhos de um dos monitores nos médios, o Andrade Moniz e pelo único colega de curso presente Carlos Fagundes, como um excelente aluno, muito dedicado e estudioso, trabalhador, um bom colega e, mais tarde, como digno e brilhante profissional, tendo desenvolvido um excelente e nobre percurso a nível da banca nos Açores e na Madeira.

Recorde-se que estes encontros se iniciaram-se há vinte e quatro anos Daí que já tenha sido lançado um alerta, a fim de que o próximo, em 2015, tenha tum significado muito especial, por ser o 25º. Nele deverão ser recordados todos os que por ali passaram ao longo destes 25 anos, com destaque para alguns dos seus propulsionadores, participantes efetivos e grandes dinamizadores, que infelizmente já faleceram: o Raimundo Correia, o Manuel António, o Artur Pereira, o Artur Martins e o Avelino Soares.

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AMANHÃ. NOVO ENCONTRO NO MUCIFAL

Sexta-feira, 17.10.14

Mucifal é um lugar da freguesia de Colares pertencente ao concelho de Sintra. Protegido a Sul pela Serra de Sintra, encimada pelo seu emblemático palácio e bafejado, a Oeste, pelas Praias Grande e das Maçãs e a Leste por Nafarros. Mucifal, um recanto ubérrimo e idílico, repleto de simbolismo e de serenidade, onde se reflectem os tons do verde colorido da Serra de Sintra, onde se estampam respingos de espuma azulada do oceano, onde o cantar dos pássaros ainda atulha as madrugadas de magia, onde o Sol, ao pôr-se, se tinge de um azul amarelado, um local onde os ventos chegam carregadinhos de perfume duma abrupta e descarada maresia.

Deste há mais de vinte anos que Mucifal, graças à gigantesca disponibilidade, à desmedida hospitalidade e à excelente capacidade organizativa do Agostinho Simas e da Aldina, tem congregado muitos dos que outrora viveram e se formaram na “Casa Santa e Mimosa de Deus” da velhinha leal e sempre constante Angra.

Amanhã realizar-se-á novo encontro, precedido duma missa, em memória de dois dos que já por ali passaram e, infelizmente já nos deixaram: o Manuel Pereira e o Noé Carvalho. Presidem à celebração da Eucaristia o Horácio Noronha e o António Rego.

Lá estarei, partindo aqui do Norte, de Paredes, às sete da matina, fazendo quase 700 km.

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FILOSOFIA E DEDICAÇÃO

Terça-feira, 14.10.14

O Cipriano Franco nasceu a 13 de Novembro de 1945 na freguesia de São Pedro do Nordestinho, concelho do Nordeste, Ilha de São Miguel e reside, actualmente, em Ponta Delgada. Em 1957 entrou no Seminário de Ponta Delgada, continuando os seus estudos no de Angra, até completar o Curso de Teologia, em 1969, altura em que foi ordenado presbítero. Ao longo do seu percurso no Seminário revelou-se um aluno educado, cumpridor, muito estudioso e dotado de uma inteligência extraordinária, embora a sua humildade o arredasse de protagonismos fantasiosos e exagerados.

Após a ordenação foi colocado como coadjutor na paróquia de Santa Cruz da Praia da Vitória, sendo transferido, anos depois, primeiro para a Salga e, mais tarde, para a Fazenda de Nordeste. Paralelamente, leccionou Língua Portuguesa em escolas do Ensino Oficial. Mais tarde, licenciou-se em Filosofia pela Universidade dos Açores e, em 1996, partiu para Roma, doutorando-se, na Pontifícia Universidade Gregoriana. Ao regressar aos Açores, dedicou-se novamente ao ensino, como professor de História da Filosofia, de Estética e Teologia no Seminário de Angra, onde foi, simultaneamente, Director Espiritual, leccionando, também, História da Filosofia Medieval, no polo angrense, da Universidade dos Açores. Actualmente é Vigário Episcopal da ilha de S. Miguel e coadjutor na paróquia de S. Pedro de Ponta Delgada, cargos, por ele, já exercidos, anteriormente. É o actual presidente do Instituto de Cultura Católica e a ele se deve o facto de a Universidade Católica se ter disponibilizado a se estender, durante algum tempo, à ilha de São Miguel, permitindo a licenciatura em Ciências Religiosas, habilitando, assim, vários leigos e padres para a leccionação da disciplina de E. M. R. C.

Sacerdote, extremamente dedicado, o Cipriano chegou ao Encontro e a Angra revestido duma juventude, duma jovialidade, duma boa disposição e de um espírito de convívio e camaradagem invejáveis. Senhor dum notável acervo de sobriedade e dignidade nos momentos de maior solenidade ou nos encontros destinados à partilha de testemunhos e de reflexão, extravasava uma estravagância alegre e um envolvimento prazenteiro nas horas de convívio e de lazer, que ornamentava com sonoras e sentidas gargalhadas. Passeou, saltou, conversou, recordou, cantou e juntou-se a nós em tudo, com uma vontade sincera e uma satisfação verdadeira. Foi, sobretudo, num dos momentos mais solenes e emotivos do Encontro - a celebração da Eucaristia lembrando os professores e alunos falecidos a que o Cipriano presidiu - que revelou uma inequívoca dignidade, uma solene e profunda simplicidade. Por tudo isso tornou-se mais um dos “Senhores” do Encontro dos Antigos Alunos do Seminário de Angra.

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FIEL À SUA TERRA

Segunda-feira, 18.08.14

O Carlos António Simas Bretão, natural do Raminho, ilha Terceira, entrou para o Seminário de Ponta Delgada, em 1956, ou seja no primeiro ano de funcionamento daquela instituição e, dois anos depois, veio para o de Angra, onde estudou mais dois anos. Após abandonar o Seminário, continuou os seus estudos na então Escola Comercial e Industrial de Angra e, após completar o curso naquele estabelecimento de ensino, iniciou a sua vida profissional nos serviços da Pecuária, em Angra, onde trabalhou até ter sido chamado para o serviço militar, sendo mobilizado para Angola, onde esteve dois anos.

Ao regressar do Ultramar, reiniciou a sua vida profissional, trabalhando na secretaria da Casa do Povo do Raminho, sua terra natal, actividade em que sempre se envolveu, profissionalmente, até se reformar. Reside no Raminho e é o actual Tesoureiro do Centro Social de Idosos daquela freguesia terceirense.

O Carlos Bretão surgiu no encontro com uma serenidade invejável, com uma simplicidade muito grande e com uma simpatia enriquecedora. Embora não conhecido muitos dos presentes, depressa se foi envolvendo com uns e com outros, granjeando a amizade, a camaradagem e a estima e a consideração de todos. Sem protagonismos exagerados ou supérfluos, com uma grande simplicidade e humildade acompanhou e colaborou em todas as actividades, participou em todos os momentos de convívio, tornando tudo mais rico, mais vivo e mais envolvente. A sua presença transmitiu a todos uma amizade verdadeira e sincera e deslumbrantemente comunicativa. Ajudou no desfilar de memórias vivas, partilhou momentos e experiências marcantes, colaborou nas recordações dos dias outrora vividos em comum, construindo um passado que o tempo e a distância não ofuscaram. Por tudo isto e por muito mais que não foi possível captar, o Carlos Bretão, com a sua presença no Encontro, tornou-se mais um dos “Senhores” do mesmo.

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